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A mamona e seu potencial na agricultura do futuro são destaques no novo episódio da websérie ‘Rota Regenerativa’

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Websérie explora o impacto da mamona na agricultura regenerativa

O segundo episódio da websérie Rota Regenerativa – Caminhos que renovam o futuro já está disponível e destaca o grande potencial da mamona na agricultura do futuro. A produção, uma parceria entre a Bunge e a ORÍGEO, explora como a mamona vai além do uso tradicional para a produção de óleo, mostrando seu papel fundamental na melhoria da saúde do solo e no aumento da produtividade agrícola. O episódio foca na agricultura regenerativa, que visa restaurar e preservar os recursos naturais para um futuro mais sustentável.

Benefícios da mamona para o solo e o cultivo de outras culturas

No episódio “A cultura da mamona”, especialistas e produtores rurais compartilham suas experiências sobre os benefícios da mamona na regeneração do solo. A planta, com seu sistema radicular robusto, contribui para a descompactação da terra e controle natural de pragas, tornando o solo mais fértil para cultivos subsequentes. A mamona, assim, desempenha um papel estratégico na agricultura regenerativa, auxiliando na sustentabilidade das lavouras de longo prazo.

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Versatilidade da mamona e seu potencial econômico

Rossano de Angelis Jr., vice-presidente de agronegócio da Bunge para a América do Sul, ressalta que a mamona tem um grande potencial além da produção de biodiesel, que inicialmente a colocava em concorrência com outras culturas como a soja. Com a exploração de sua versatilidade, a mamona se revelou uma fonte valiosa para produtos como cosméticos, medicamentos, lubrificantes industriais e bioinsumos. Essa diversidade de aplicações amplia significativamente seu papel na economia agrícola, indo muito além de sua função energética.

Mamona como opção estratégica de entressafra

Além de seus benefícios para o solo, a mamona se destaca como uma excelente opção de cultivo para períodos de entressafra. Sua resistência à falta de água a torna uma cultura vantajosa em tempos de clima instável. Para Roberto Marcon, CEO da ORÍGEO, a mamona é uma alternativa eficaz em regiões onde a escassez de chuvas impede o cultivo da segunda safra, oferecendo aos produtores uma fonte de renda adicional. “Com suas características de enraizamento e controle de nematoides, a mamona pode beneficiar até a soja, cultivada posteriormente”, afirma Marcon.

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A mamona no futuro dos biocombustíveis e na agricultura regenerativa

Por fim, o episódio também aborda como a indústria de biocombustíveis está começando a olhar para a agricultura como uma solução estratégica. A produção de oleaginosas, como a mamona, tem ganhado espaço no mercado de biocombustíveis, como o HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado) e o SAF (Combustível Sustentável de Aviação). Segundo Marcon, essa tendência promete não apenas melhorar a produção de óleo por hectare, mas também impulsionar a agricultura regenerativa, consolidando o futuro da agricultura mais sustentável e rentável.

Assista ao segundo episódio

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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