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Desafios e perspectivas: Análise do mercado de soja e derivados em janeiro de 2024

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O mês de janeiro trouxe reviravoltas para o mercado de soja e seus derivados, conforme revelado pela Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA. Os preços internos da soja retornaram aos níveis de 2020, enquanto a safra e a demanda global impactam as decisões dos produtores. Além disso, farelo e óleo de soja enfrentam pressões decorrentes do cenário internacional e mudanças nas relações de troca.

Cenário da Soja

A desvalorização nos contratos de soja em Chicago desde o início de 2024 tem sido notável, retornando a patamares de 2020. A colheita, que já começou em diversos estados brasileiros, enfrenta desafios climáticos e expectativas de rendimentos menores. O Paraná, em particular, observa uma queda na produtividade devido à falta de chuvas.

Relação de Preços e Safra Sul-Americana

A relação de troca entre soja e fertilizantes influencia as decisões dos agricultores no Brasil. Apesar do corte projetado na safra brasileira pelo USDA, analistas sugerem uma produção um pouco menor, em torno de 153 milhões de toneladas. A América do Sul, com previsões de aumento na produção de soja, contribuirá para a pressão nos preços globais.

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Efeitos nos EUA e Decisão de Plantio

A relação entre os preços da soja e do milho nos EUA indica vantagens para o plantio de soja na próxima safra. Apesar das recentes quedas, a soja mantém sua atratividade, influenciando a decisão de plantio que ocorre entre fevereiro e março.

Farelo e Óleo de Soja

O esmagamento recorde nos EUA pressiona os preços do farelo de soja, que registrou uma queda de 6% em janeiro. A oferta global dos derivados da soja se destaca, com a Argentina assumindo a liderança nas exportações de farelo. Os fundos especulativos mantêm posições vendidas de farelo e óleo, considerando a disponibilidade global.

Óleo de Palma e Cenário Internacional

O óleo de palma, valorizado no mercado externo, destaca-se em relação ao de soja. No Brasil, as margens de esmagamento se recuperam, mas as pressões nos preços futuros dos derivados sugerem desafios para o segundo semestre de 2024.

Perspectivas para o Biodiesel

As vendas de biodiesel no Brasil atingiram números recordes em 2023, com um aumento de 22,6%. Com o aumento da mistura para B14 em março, a indústria do biodiesel deve continuar impulsionando o esmagamento, com previsões de novo recorde de produção e consumo em 2024.

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A análise da Consultoria Agro do Itaú BBA destaca a complexidade do cenário global e regional, influenciando as decisões e expectativas para o setor de soja e seus derivados neste início de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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