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Agronegócio Catarinense Comemora Revogação de Resolução que Impedia Financiamentos em Áreas Embargadas

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O setor agropecuário de Santa Catarina recebeu com alívio a recente revogação da Resolução BCB 5.081/2023, substituída pela nova Resolução BCB 5.193/2024. A medida permite que os produtores rurais de áreas embargadas voltem a ter acesso ao financiamento para a produção agropecuária, com base nas condições estabelecidas pelas instituições financeiras. A mudança, publicada em 19 de dezembro de 2024, foi vista como uma importante conquista para o agronegócio catarinense, que pode retomar sua capacidade de investimento e planejamento.

Antes da revogação, a Resolução anterior restringia o crédito rural para imóveis com áreas embargadas, mesmo que o embargo fosse parcial, prejudicando diversos projetos de financiamento. A nova norma altera essa restrição, permitindo que os financiamentos sejam concedidos apenas para a área embargada, desde que o produtor atenda aos critérios definidos pelas instituições financeiras. A medida também estabelece diretrizes para o financiamento de áreas com sobreposição de Unidades de Conservação.

Apoio Institucional e Impactos para o Setor

A revogação foi respaldada por entidades do setor, como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Instituto Pensar Agro (IPA), que estiveram envolvidas nas discussões sobre a revogação da resolução anterior.

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Clemerson Argenton Pedrozo, vice-presidente da Faesc, destacou a importância da Resolução BCB 5.193/2024 para o crescimento do agronegócio catarinense e nacional. Segundo Pedrozo, a medida traz flexibilidade para que os produtores possam continuar suas atividades sem comprometer a produção, especialmente em áreas que se sobrepõem às Unidades de Conservação.

José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, também ressaltou a relevância da mudança, apontando que muitos produtores dependem dos financiamentos para planejar e investir na produção de suas propriedades. A revogação da resolução representa, portanto, um avanço significativo para o setor agropecuário do estado e do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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