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24º Seminário Internacional do Café: Um mês para o início do maior evento do setor

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O aguardado 24º Seminário Internacional do Café, o evento mais tradicional do setor cafeeiro no Brasil, está prestes a começar. Faltando exatamente um mês, a cidade de Santos se prepara para receber, de 21 a 23 de maio, os principais especialistas, executivos e autoridades do mundo do café. Pela primeira vez, o encontro será realizado no Blue Med Convention Center, na Ponta da Praia, prometendo uma programação repleta de novidades e debates sobre as tendências mais recentes do mercado.

Organizado pela Associação Comercial de Santos (ACS), o seminário contará com um formato inédito: os painéis ocorrerão em um palco arena totalmente integrado aos outros espaços, criando uma atmosfera propícia para networking e geração de negócios. O ambiente dinâmico vai permitir que os participantes aproveitem ao máximo a troca de conhecimentos e experiências.

A programação abrange temas como práticas sustentáveis, questões regulatórias relacionadas a ESG (Ambiental, Social e Governança Corporativa), e a crescente importância da Inteligência Artificial na agricultura. Entre os palestrantes confirmados, destaca-se Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC), que falará sobre sustentabilidade e economia circular no setor.

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Os debates também abordarão o fluxo do comércio global em tempos de ESG, a importância do uso consciente da terra, e a inovação tecnológica. Destaques do setor, como Teddy Esteve, do Grupo Ecom, e Ben Clarkson, da Louis Dreyfus Company (LDC), discutirão a produção e a demanda. O futuro da cafeína também será tema, com análises de especialistas como Giuseppe Lavazza, presidente da empresa italiana Lavazza, e Francisco Gómez, CEO da divisão de café da Colcafé.

O evento contará ainda com painéis dedicados a infraestrutura e marketing, com a presença de Hugo Rodrigues, publicitário santista que lidera o McCann Worldgroup, e Ricardo Amorim, um dos economistas mais influentes do Brasil, segundo a Forbes. A ACS espera um público maior do que o registrado em 2022, quando 500 pessoas participaram do seminário.

O presidente da ACS, Mauro Sammarco, expressa seu entusiasmo para o início do evento: “Criamos um layout totalmente inovador e um cronograma de painéis muito rico, com os principais nomes do setor a nível mundial. O público, com certeza, vai sair do Seminário com a real dimensão dos desafios e também dos horizontes a serem explorados pelo setor. Acreditamos que este evento será um marco na história do segmento cafeeiro no Brasil, com impactos no mercado global”.

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As inscrições para o evento estão abertas e podem ser feitas no site oficial do seminário, onde também é possível conferir mais detalhes sobre a programação.

Desde 1972, o Seminário Internacional do Café ocorre a cada dois anos, promovendo a interação entre profissionais do setor e criando oportunidades para negócios e parcerias. Em 2024, Santos será palco do evento, uma oportunidade para que os participantes compartilhem suas experiências e visões para o futuro do café no Brasil e no mundo. O seminário é apoiado por diversas entidades do segmento, com a participação de especialistas, produtores, pesquisadores, exportadores, compradores, representantes da indústria e autoridades.

O 24º Seminário Internacional do Café conta com o patrocínio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), MSC, Stonex, Nucoffee, Agridrones e Cooxupé. O evento promete ser uma referência no setor, discutindo os temas mais relevantes para a indústria cafeeira e proporcionando um ambiente rico em oportunidades para todos os envolvidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes

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O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.

Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.

O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.

Participação global cresce de 48% para quase 69%

Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.

Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.

Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.

Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos

A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.

Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.

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A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.

Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.

África do Sul amplia produção e conquista novos mercados

A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.

Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.

As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.

Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.

Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional

O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.

A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.

Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.

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Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja

Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.

Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.

“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.

Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia

As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.

Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.

O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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