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Cuiabá realiza neste sábado mutirão inédito de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas no HMC

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Pacientes que convivem há anos com sequelas provocadas por queimaduras elétricas terão a oportunidade de recuperar movimentos, reduzir dores e reconstruir a qualidade de vida por meio de um mutirão de cirurgias reparadoras realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Os procedimentos serão realizados neste sábado (4), durante todo o dia, no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

A iniciativa coloca Cuiabá como a única cidade do país a promover um mutirão especializado exclusivamente para vítimas de queimaduras elétricas causadas por acidentes de trabalho. Ao longo do dia, equipes médicas altamente qualificadas realizarão cerca de 20 cirurgias em pacientes que passaram por avaliação e triagem no ambulatório da unidade.

As cirurgias têm como finalidade corrigir retrações na pele, deformidades e limitações funcionais provocadas pelas lesões, além de aliviar dores e proporcionar mais autonomia aos pacientes que, em muitos casos, aguardavam há anos por um procedimento reparador.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, afirmou que a ação representa um marco para a saúde pública de Cuiabá e para a assistência aos pacientes com sequelas graves.

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“Esse mutirão simboliza um novo momento da saúde especializada em Cuiabá. Estamos oferecendo tratamento de alta complexidade para pessoas que convivem diariamente com limitações físicas e emocionais. Nosso objetivo é devolver funcionalidade, dignidade e esperança a esses pacientes”, destacou.

A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, ressaltou que a mobilização reúne profissionais de referência para garantir atendimento de excelência.

“Estamos reunindo especialistas de diferentes áreas para realizar procedimentos que transformam vidas. É uma ação que reforça o compromisso da rede municipal em oferecer um atendimento cada vez mais resolutivo e humanizado”, afirmou.

O mutirão conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Queimaduras, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Conselho Regional de Medicina (CRM). Também participam médicos do Complexo Hospitalar Municipal Souza Aguiar, referência nacional em cirurgias reconstrutivas, além da equipe de cirurgiões do próprio HMC.

Referência no atendimento a vítimas de queimaduras em Mato Grosso, o Hospital Municipal de Cuiabá oferece assistência especializada para casos de média e alta complexidade. Com a realização do mutirão, a unidade amplia o acesso a procedimentos reparadores e consolida Cuiabá como referência nacional nesse tipo de atendimento.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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