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IPCA de maio sobe 0,58% e pressiona alimentação, energia e serviços; transportes têm alívio com queda dos combustíveis

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — referência oficial da inflação no Brasil — registrou alta de 0,58% em maio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa desaceleração de 0,09 ponto percentual em relação a abril, quando a taxa foi de 0,67%.

No acumulado do ano, o índice soma alta de 3,20%, enquanto nos últimos 12 meses chega a 4,72%, acima dos 4,39% observados no período anterior.

A leitura de maio reforça um cenário de pressão concentrada em itens essenciais, com destaque para alimentação, energia elétrica e serviços, enquanto o grupo de transportes registrou alívio, puxado pela queda nos combustíveis.

Alimentação e bebidas lideram impacto e respondem por metade da inflação do mês

O grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável pela alta do IPCA em maio, com variação de 1,33% e impacto de 0,29 ponto percentual — praticamente metade de toda a inflação do mês.

No consumo dentro do domicílio, a alta foi de 1,65%, influenciada por aumentos expressivos em itens básicos da mesa do brasileiro:

  • Batata-inglesa: +44,69%
  • Tomate: +20,62%
  • Cebola: +16,80%
  • Carnes: +1,39%

Por outro lado, houve recuo em produtos como:

  • Café moído: -2,38%
  • Frutas: -0,70%

Na alimentação fora de casa, a alta foi mais moderada, de 0,49%, com leve desaceleração tanto em lanches quanto em refeições.

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Energia elétrica e habitação seguem pressionando custos no campo e na cidade

O grupo Habitação registrou alta de 1,22%, com destaque para o aumento da energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e teve o maior impacto individual no índice do mês.

Os reajustes tarifários ocorreram em diferentes capitais, com variações relevantes em:

  • Aracaju
  • Fortaleza
  • Salvador
  • Campo Grande
  • Recife
  • Belo Horizonte

Além disso, permaneceu vigente a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional na conta de luz, reforçando o peso da energia no orçamento das famílias e no custo operacional de cadeias produtivas.

Transportes registram queda puxada pela retração dos combustíveis

O grupo Transportes foi o único com variação negativa em maio, recuando 0,46%, refletindo principalmente a queda nos preços dos combustíveis.

Entre os principais movimentos:

  • Etanol: forte queda de 6,20%
  • Óleo diesel: recuo de 2,34%
  • Gasolina: queda de 1,46% (maior impacto negativo no índice)

O gás veicular, no entanto, seguiu na direção oposta, com alta de 5,81%.

Outros componentes do grupo tiveram comportamento misto:

  • Passagens aéreas: +3,20%
  • Ônibus urbano: +0,43%
  • Metrô: +0,19%
  • Ônibus intermunicipal: +0,16%, influenciado por reajustes regionais

A variação dos transportes ajuda a conter parcialmente o avanço da inflação, com efeito direto também sobre a logística e o escoamento de cargas, especialmente no agronegócio.

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Saúde e serviços também pressionam inflação ao consumidor

O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,90%, com destaque para:

  • Artigos de higiene pessoal: +1,95%
  • Perfumes: +4,42%
  • Planos de saúde: +0,50%

O comportamento reforça a continuidade de pressões em serviços essenciais, com impacto direto no orçamento das famílias.

Inflação regional mostra disparidades no custo de vida

Entre as regiões pesquisadas, as maiores altas foram registradas em:

  • Aracaju: 1,31%
  • Campo Grande: 1,31%

Ambas influenciadas por energia elétrica e alimentos.

Já a menor variação ocorreu em Curitiba, com 0,29%, favorecida pela queda em itens como emplacamento e combustíveis.

Panorama geral: inflação moderada, mas com pressão em itens essenciais

O resultado do IPCA de maio mostra um cenário de inflação ainda controlada em termos gerais, mas com forte concentração de aumentos em itens essenciais, especialmente alimentação e energia.

No outro extremo, a queda nos combustíveis trouxe alívio importante para o setor de transportes, com reflexos diretos em custos logísticos e cadeias produtivas do agronegócio, especialmente no escoamento de grãos, carnes e insumos.

O comportamento desigual dos grupos reforça a sensibilidade do índice a choques pontuais em alimentos e energia, segmentos estratégicos para o setor agroindustrial e para o custo de vida no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do algodão recua no mercado interno com demanda enfraquecida; USDA projeta estoques globais menores

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O mercado brasileiro de algodão encerrou mais uma semana sob pressão, refletindo o ritmo lento dos negócios e a retração da demanda da indústria têxtil. Com menor volume de negociações e compradores mais cautelosos, as cotações da pluma registraram novas quedas nas principais regiões produtoras do país.

De acordo com levantamento da Safras Consultoria, o enfraquecimento da demanda doméstica contribuiu para a redução dos preços tanto no mercado físico quanto nas indicações de compra para entrega futura.

Algodão registra queda nas principais praças de comercialização

Em Rondonópolis (MT), uma das principais referências do mercado nacional, a pluma foi negociada a R$ 3,97 por libra-peso, recuo de 1,23% em comparação com a semana anterior.

No mercado destinado à indústria, o interesse permaneceu concentrado em contratos de curto prazo. As indicações de compra para algodão colocado no CIF de São Paulo ficaram em torno de R$ 4,14 por libra-peso, queda de 2,36% frente aos R$ 4,24 por libra-peso observados na semana anterior.

Segundo analistas, a combinação entre demanda moderada e postura cautelosa dos compradores segue limitando uma recuperação mais consistente dos preços no mercado interno.

USDA mantém projeção para safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações para o balanço da fibra.

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A produção norte-americana de algodão para a temporada 2026/27 foi mantida em 13,3 milhões de fardos, mesmo volume projetado no relatório anterior. Para a safra 2025/26, a estimativa permanece em 13,9 milhões de fardos.

As exportações dos Estados Unidos também foram mantidas em 12,3 milhões de fardos para a próxima temporada, enquanto o consumo interno segue projetado em 1,6 milhão de fardos.

Apesar da estabilidade na produção e na demanda, os estoques finais dos EUA foram revisados para baixo, passando de 3,9 milhões para 3,7 milhões de fardos na safra 2026/27. Na temporada atual, os estoques são estimados em 4,2 milhões de fardos.

Estoques globais recuam e reforçam equilíbrio mais apertado

O relatório do USDA também aponta um cenário de redução dos estoques mundiais de algodão, fator que tende a oferecer suporte ao mercado internacional nos próximos meses.

A produção global para a temporada 2026/27 foi mantida em 116,04 milhões de fardos. Já o consumo mundial foi levemente revisado para cima, passando de 121,69 milhões para 121,76 milhões de fardos.

Com isso, os estoques finais globais foram reduzidos de 71,84 milhões para 71,13 milhões de fardos. Para a safra 2025/26, a previsão era de 76,63 milhões de fardos.

O resultado indica que o consumo global continuará superando a produção pelo segundo ano consecutivo, contribuindo para um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional da fibra.

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Brasil mantém posição de destaque entre os maiores produtores

Entre os principais países produtores, o USDA manteve inalteradas suas projeções para a temporada 2026/27.

A China deverá colher 33,5 milhões de fardos, permanecendo como a maior produtora mundial. A Índia segue com estimativa de 24 milhões de fardos, enquanto o Paquistão deverá produzir 5,1 milhões de fardos.

Para o Brasil, a projeção continua em 17,5 milhões de fardos, consolidando o país entre os principais fornecedores globais da fibra e reforçando sua crescente relevância no comércio internacional de algodão.

Mercado acompanha demanda e exportações

Apesar do cenário internacional indicar redução dos estoques globais, os agentes do setor seguem atentos ao comportamento da demanda, especialmente da indústria têxtil mundial, que continua sendo o principal fator de influência sobre os preços.

No mercado brasileiro, a expectativa é de que o ritmo das exportações e a evolução do consumo global sejam determinantes para definir o comportamento das cotações ao longo do segundo semestre.

Enquanto isso, o produtor acompanha um ambiente de preços mais pressionados internamente, mas sustentado por fundamentos globais que apontam para uma oferta mundial relativamente mais ajustada nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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