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Dólar recua com avanço das negociações entre EUA e Irã e mercado monitora cenário fiscal brasileiro

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O mercado financeiro iniciou esta quinta-feira (11) em clima de cautela, mas com viés positivo para ativos brasileiros. O dólar abriu em queda frente ao real, refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana no cenário internacional e a expectativa dos investidores em relação às negociações entre Estados Unidos e Irã, que seguem influenciando os mercados globais. Ao mesmo tempo, o cenário fiscal brasileiro continua no radar dos agentes financeiros, diante das discussões sobre equilíbrio das contas públicas e trajetória da dívida do país.

Nas primeiras negociações do dia, o dólar à vista chegou a cair cerca de 0,20%, sendo negociado próximo de R$ 5,16. O movimento ocorre após a moeda norte-americana encerrar a sessão anterior em torno de R$ 5,17, registrando leve desvalorização frente ao real.

No mercado futuro, os contratos de dólar com vencimento em julho também apresentaram queda, acompanhando o movimento observado em outras moedas emergentes.

Banco Central atua no mercado cambial

Os investidores acompanham ainda a atuação do Banco Central do Brasil, que realiza nesta quinta-feira leilão de até 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem dos vencimentos programados para julho. A operação faz parte da estratégia da autoridade monetária para garantir liquidez ao mercado e reduzir eventuais oscilações excessivas na taxa de câmbio.

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A expectativa é que a atuação do BC contribua para manter a estabilidade do mercado em um momento marcado por elevada sensibilidade aos acontecimentos internacionais.

Oriente Médio influencia os mercados globais

O noticiário internacional segue dominado pelos desdobramentos das relações entre Estados Unidos e Irã. A intensificação das negociações diplomáticas ocorre após novos episódios de tensão na região, fator que continua impactando commodities, moedas e bolsas ao redor do mundo.

A percepção de que avanços diplomáticos podem reduzir riscos geopolíticos favorece moedas de países emergentes, incluindo o real, além de estimular a busca por ativos de maior risco.

Bolsa brasileira busca recuperação

Enquanto o câmbio apresenta alívio, a bolsa brasileira tenta recuperar parte das perdas recentes. Na sessão anterior, o principal índice da B3 encerrou o pregão com queda de 0,70%, aos 168.619 pontos.

O desempenho acompanha um cenário de maior seletividade dos investidores, que avaliam simultaneamente fatores domésticos e internacionais. Entre os principais vetores estão as expectativas para os juros brasileiros, o comportamento do dólar, o fluxo de capital estrangeiro e os indicadores econômicos dos Estados Unidos.

O mercado também segue atento à trajetória do Ibovespa em 2026, que mantém saldo positivo no acumulado do ano, apesar da volatilidade observada nas últimas semanas. Dados recentes mostram que o índice continua sendo beneficiado pelo interesse de investidores estrangeiros em mercados emergentes.

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Dólar acumula queda no ano

Apesar da valorização observada em alguns momentos de junho, a moeda norte-americana ainda registra desvalorização frente ao real no acumulado de 2026.

Desempenho do dólar:

  • Semana: +0,30%;
  • Mês: +2,57%;
  • Ano: -5,77%.

Desempenho do Ibovespa:

  • Semana: -0,21%;
  • Mês: -2,95%;
  • Ano: +4,68%.
Mercado acompanha agenda econômica

Ao longo do dia, os investidores seguirão monitorando a evolução das negociações entre EUA e Irã, os desdobramentos da política fiscal brasileira, a atuação do Banco Central e novos indicadores econômicos internacionais.

Para o agronegócio, a movimentação do dólar continua sendo um dos principais fatores de atenção, uma vez que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras, os preços das commodities agrícolas e os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas.

A tendência para os próximos pregões dependerá da combinação entre cenário externo, fluxo de capital para mercados emergentes e sinais sobre a condução da política econômica no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Encefalites equinas ameaçam rebanhos no Brasil e reforçam importância da vacinação preventiva

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Com um rebanho estimado em cerca de 5,8 milhões de equinos, o Brasil figura entre os maiores criadores de cavalos do mundo. A atividade movimenta bilhões de reais anualmente e desempenha papel estratégico em segmentos como esporte, lazer, trabalho e reprodução. Nesse cenário, a prevenção de doenças que afetam a saúde dos animais é considerada fundamental para a sustentabilidade da equideocultura nacional.

Entre os principais desafios sanitários do setor estão as encefalites equinas, enfermidades virais que afetam o sistema nervoso central e podem causar sérios prejuízos aos criadores. As doenças exigem atenção permanente de proprietários, médicos-veterinários e profissionais ligados à cadeia produtiva dos equinos.

Encefalites equinas representam risco para a saúde animal

As principais enfermidades desse grupo incluem a Encefalite Equina do Leste (EEE), a Encefalite Equina do Oeste (WEE) e a Encefalite Equina Venezuelana (VEE). Todas são transmitidas principalmente pela picada de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, que atuam como vetores dos vírus causadores da doença.

Os animais infectados podem apresentar sintomas neurológicos graves, alterações comportamentais, perda de coordenação motora, dificuldade de locomoção e redução significativa do desempenho físico. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para óbito.

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Por se tratar de enfermidades que afetam diretamente o sistema nervoso, especialistas alertam para a importância da adoção de medidas preventivas contínuas ao longo de todo o ano.

Cavalos de competição exigem atenção redobrada

Animais que participam regularmente de provas, exposições, leilões e competições equestres estão entre os mais expostos aos riscos sanitários.

O deslocamento frequente para diferentes regiões aumenta o contato com ambientes variados e pode elevar a exposição aos mosquitos transmissores, especialmente em locais com condições favoráveis à proliferação dos insetos.

Raças de grande relevância para a equideocultura brasileira, como o Quarto de Milha e o Mangalarga Marchador, somam mais de 700 mil animais registrados no país e movimentam mais de R$ 9 bilhões por ano em atividades relacionadas ao setor.

Diante desse cenário, a manutenção de protocolos sanitários rigorosos é considerada essencial para preservar a saúde e o desempenho dos animais.

Vacinação é a principal ferramenta de prevenção

Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a medida mais eficiente para reduzir os riscos associados às encefalites equinas.

Além da imunização, outras práticas de manejo sanitário contribuem para o controle da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o controle de insetos nas propriedades, a drenagem de áreas com água parada e o acompanhamento rigoroso do calendário sanitário dos animais.

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Segundo Chester Batista, gerente técnico de Equinos da Zoetis Brasil, a prevenção deve ser tratada como prioridade dentro das propriedades.

“A vacinação associada a um manejo sanitário adequado contribui para proteger a saúde dos equinos, preservar seu desempenho e garantir o bem-estar dos animais ao longo de toda a vida produtiva”, ressalta.

Sanidade fortalece a competitividade da equideocultura

O avanço da equideocultura brasileira tem aumentado a necessidade de investimentos em sanidade animal, especialmente em um mercado cada vez mais profissionalizado e exigente.

A adoção de programas preventivos, aliada ao acompanhamento veterinário constante, reduz riscos sanitários, minimiza perdas econômicas e contribui para o desenvolvimento sustentável da atividade.

Além de proteger os animais contra enfermidades de alto impacto, a prevenção fortalece a segurança sanitária dos plantéis e ajuda a manter a competitividade do setor, que segue entre os mais relevantes da pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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