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China acelera taxação sobre carne bovina brasileira e ameaça exportações do Brasil em 2026

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O mercado brasileiro de carne bovina entrou em alerta após o governo da China informar que o Brasil já atingiu metade da cota de exportação permitida com tarifa reduzida para embarques ao país asiático. A partir do momento em que o volume exportado superar 1,1 milhão de toneladas em 2026, a carne bovina brasileira passará a enfrentar uma taxação de 55%, contra os atuais 12% aplicados dentro da cota.

A medida entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano e faz parte da estratégia chinesa de proteção à pecuária local. O anúncio havia sido realizado no fim de 2025 e impacta diretamente o principal destino da carne bovina brasileira.

A China é atualmente o maior comprador da proteína nacional e também o principal parceiro comercial do Brasil no setor. O país asiático absorveu cerca de 1,7 milhão de toneladas das 3,5 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil em 2025, segundo dados da Abiec.

Corrida para antecipar embarques acelera uso da cota

O volume da cota foi rapidamente consumido porque frigoríficos brasileiros aceleraram os embarques no início do ano para evitar a aplicação da tarifa mais elevada. Com isso, o limite deve ser atingido antes do previsto pelo mercado.

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A perspectiva preocupa exportadores e indústrias do setor, já que a elevação da tarifa pode reduzir significativamente a competitividade da carne bovina brasileira na China.

Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, a expectativa é de retração nas exportações brasileiras de carne bovina em 2026.

Setor projeta queda de 10% nas exportações brasileiras

De acordo com estimativas da Abiec, a nova política comercial chinesa pode provocar uma redução de aproximadamente 10% nos embarques brasileiros de carne bovina em 2026 na comparação com o ano anterior.

O setor também avalia que a produção voltada especificamente ao mercado chinês pode ser interrompida por volta de junho, quando o impacto da tarifa de 55% deverá comprometer a viabilidade econômica das exportações.

A avaliação da indústria é de que parte da produção que deixará de seguir para a China precisará ser redirecionada ao mercado interno ou para outros destinos internacionais.

Mercado interno pode absorver parte da produção

Com a possível desaceleração das exportações, cresce a expectativa de aumento da oferta de carne bovina no mercado doméstico. O movimento pode contribuir para maior disponibilidade do produto no Brasil, embora o setor ainda avalie os impactos sobre preços, margens da indústria e rentabilidade dos pecuaristas.

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Apesar das tentativas de diversificação comercial, lideranças do setor reconhecem a dificuldade de substituir o mercado chinês no curto prazo.

Japão e Coreia do Sul seguem no radar do setor

A indústria brasileira segue buscando abertura de novos mercados para minimizar os impactos da decisão chinesa. Entre os principais focos estão Japão e Coreia do Sul.

No entanto, segundo representantes do setor exportador, a expectativa de abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira em 2026 perdeu força nos últimos meses.

Já o mercado japonês ainda é visto como uma oportunidade estratégica para ampliar a presença internacional da proteína brasileira e reduzir a dependência da China.

Dependência chinesa amplia preocupação no agronegócio

A nova política tarifária reforça a forte dependência do setor pecuário brasileiro em relação à demanda chinesa. Atualmente, não há outro mercado com capacidade imediata para absorver volumes equivalentes aos embarcados para o país asiático.

Diante desse cenário, frigoríficos, pecuaristas e exportadores acompanham com atenção os próximos movimentos diplomáticos e comerciais entre Brasil e China, enquanto o setor busca alternativas para preservar competitividade e ampliar mercados para a carne bovina brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.

O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.

Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro

Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.

Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:

  • Santos
  • Barcarena
  • São Luís/Itaqui
  • Paranaguá
  • Rio Grande

O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.

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A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.

Farelo de soja mantém crescimento nas exportações

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.

Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia
  • Tailândia
  • Irã
  • Holanda
  • Polônia

A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.

Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha

Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.

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No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.

Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:

  • Egito
  • Vietnã
  • Irã
  • Argélia
  • Malásia

O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.

Complexo agroexportador mantém força em 2026

Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.

O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.

Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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