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Brasil reforça presença na Ásia com participação de exportadores de proteína animal na FHA Singapore 2026

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Brasil leva agroindústrias à principal feira de alimentos da Ásia

Exportadores brasileiros de proteína animal participarão da FHA – Food & Hotel Asia 2026, um dos mais relevantes eventos internacionais dos setores de alimentos, food service e hospitalidade no continente asiático. A feira será realizada entre os dias 21 e 24 de abril, em Singapura.

A iniciativa é promovida pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e contará com a presença de cerca de 10 agroindústrias nacionais em um estande coletivo.

Empresas brasileiras destacam marcas setoriais no evento

Durante a feira, o Brasil promoverá suas principais marcas setoriais: Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck.

Participam da ação as seguintes empresas:

  • Alibem, Copacol, Ecofrigo, Frigoestrela, GTfoods, MBRF, Naturovos, Seara, Jaguafrangos e Zanchetta.

O espaço exclusivo tem como objetivo ampliar a visibilidade dos produtos brasileiros e fortalecer conexões comerciais com compradores internacionais.

Singapura se consolida como hub estratégico para exportações

Singapura é considerada um mercado-chave para as exportações brasileiras de proteína animal no Sudeste Asiático, especialmente por sua posição estratégica como centro logístico e de distribuição regional.

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No segmento de carne de frango, o país mantém presença relevante entre os destinos do Brasil. Em fevereiro, foram exportadas 15,4 mil toneladas, volume 20,1% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado do primeiro bimestre, os embarques totalizaram 29,6 mil toneladas, alta de 9,4% na comparação anual.

Exportações de carne suína mantêm ritmo positivo

A carne suína brasileira também apresenta desempenho consistente no mercado singapurense. Em fevereiro, foram embarcadas 5,4 mil toneladas, enquanto o volume acumulado entre janeiro e fevereiro atingiu 10,9 mil toneladas.

Os dados refletem a demanda constante por proteínas importadas de fornecedores com elevado padrão sanitário e capacidade regular de abastecimento.

Participação na FHA reforça estratégia internacional do setor

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a presença brasileira na FHA Singapore reforça a estratégia de ampliação da participação do país em mercados com alta dependência de importação de alimentos.

Segundo ele, o evento é uma plataforma estratégica de conexão com importadores, distribuidores e operadores do setor de food service da Ásia, além de contribuir para consolidar o Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, com elevado padrão sanitário, capacidade produtiva e regularidade no abastecimento.

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Evento amplia oportunidades comerciais no mercado asiático

Reconhecida como um dos principais pontos de encontro do setor alimentício asiático, a FHA reúne empresas e profissionais de diversos países, ampliando oportunidades de negócios e parcerias.

A participação brasileira fortalece o posicionamento do país em um dos mercados mais dinâmicos e competitivos do mundo, ampliando a presença das proteínas animais brasileiras no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio

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Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio

O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.

De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.

Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo

Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.

Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.

Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro

Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.

A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.

Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas

O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.

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As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.

A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.

Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score

Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.

Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.

Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural

Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.

Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.

Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva

O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.

Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.

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Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro

Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.

Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.

A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).

Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco

Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.

Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.

Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro

Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.

A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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