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Açúcar em Queda e Etanol em Alta: Panorama do Mercado Brasileiro e Internacional em Dezembro de 2025

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O mercado brasileiro de açúcar cristal e etanol apresenta movimentações distintas no início de dezembro, refletindo fatores de oferta, demanda e condições externas. Enquanto os preços do açúcar registram queda, o etanol segue trajetória de valorização, impactado por estoques e procura do mercado.

Açúcar cristal recua no mercado interno mesmo com maior liquidez

Após uma breve recuperação no fim de novembro, os preços do açúcar cristal branco (cor Icumsa 130 a 180) voltaram a cair no estado de São Paulo. Segundo o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 kg registrou queda de 1% na parcial do mês até 5 de dezembro, retornando à faixa dos R$ 107,00.

Pesquisadores do Cepea destacam que a baixa ocorreu mesmo com maior liquidez no mercado, já que a indústria antecipou compras para o período de festas de fim de ano. No entanto, o movimento predominante foi a barganha por preços menores, aproveitando-se da oferta relativamente elevada.

Do lado da oferta, tanto usinas quanto atacadistas têm evitado manter estoques elevados durante a entressafra, devido ao alto custo de carregamento em um cenário de juros elevados, incentivando a venda antecipada do produto.

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Mercado futuro do açúcar opera misto entre Nova York e Londres

O cenário internacional apresenta comportamento misto nos contratos futuros. Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto março/26 manteve-se em 14,82 cents de dólar por libra-peso, sem variação, enquanto os contratos maio/26 e julho/26 registraram leves altas de 6 e 5 pontos, respectivamente.

Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco recuou nos contratos mais líquidos, com março/26 a US$ 421,50/tonelada (-0,26%). O mercado reflete a influência de fatores regionais, como o aumento da produção na Índia. A Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) informou que, entre outubro e novembro, a produção cresceu 43% frente ao mesmo período do ano passado, totalizando 4,11 milhões de toneladas, com 428 usinas em operação contra 376 em 2024.

Arnaldo Luiz Correa, da Archer Consulting, ressalta que as variações recentes têm mais relação com o posicionamento dos fundos do que com fundamentos de mercado, indicando volatilidade especulativa nos contratos internacionais.

Etanol hidratado mantém trajetória de valorização

Enquanto o açúcar registra queda, o etanol hidratado segue em alta no mercado paulista, sustentado por oferta reduzida e demanda aquecida. De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, entre 1º e 5 de dezembro, o etanol hidratado fechou a R$ 2,8853/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), valorização de 0,7% frente à semana anterior.

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O etanol anidro também apresentou alta, sendo comercializado a R$ 3,3128/litro no período, aumento de 0,38%. As usinas mantêm preços elevados devido à limitada disponibilidade do produto e à demanda aquecida do mercado interno.

Perspectivas para o mercado de açúcar e etanol

A combinação de fatores locais e internacionais aponta para um cenário de preços pressionados para o açúcar e valorização contínua do etanol. No açúcar, o aumento da produção global, principalmente na Índia, aliado à estratégia de estoques reduzidos no Brasil, deve limitar altas no curto prazo. Já o etanol deve continuar em trajetória positiva enquanto a oferta permanecer limitada e a procura do mercado estiver aquecida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá está entre as dez capitais com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026

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Cuiabá ficou entre as dez capitais brasileiras mais bem colocadas no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A capital mato-grossense ocupa a décima posição no ranking nacional e lidera o cenário estadual, em um levantamento que avalia a qualidade de vida da população com base em indicadores sociais e ambientais.

O estudo analisa os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores distribuídos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. O objetivo é medir o acesso da população a condições essenciais para viver bem, para além de indicadores econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB).

No ranking das capitais, Cuiabá ficou atrás de cidades como Curitiba, Brasília e São Paulo, mas se destacou pelos resultados em áreas ligadas ao atendimento de necessidades básicas e aos fundamentos do bem-estar.

O desempenho evidencia a diferença entre os grandes centros urbanos e municípios mais isolados do país, onde o acesso a serviços públicos e infraestrutura ainda apresenta maiores desafios.

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O IPS Brasil 2026 aponta média nacional de 63,40 pontos em uma escala de 0 a 100, registrando uma evolução discreta em relação ao ano anterior. A metodologia do índice considera 12 componentes para compor a avaliação dos municípios, são eles:

  • Nutrição e Cuidados Médicos Básicos
  • Água e Saneamento
  • Moradia
  • Segurança Pessoal
  • Acesso ao Conhecimento Básico
  • Acesso à Informação e Comunicação
  • Saúde e Bem-Estar
  • Qualidade do Meio Ambiente
  • Direitos Individuais
  • Liberdades Individuais e de Escolha
  • Inclusão Social
  • Acesso à Educação Superior

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou que o reconhecimento no IPS Brasil 2026 reforça o potencial da capital mato-grossense em crescer de forma equilibrada, aliando desenvolvimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida. O prefeito citou que a capital é agraciada com mais de 300 nascentes e que precisa de ações para o futura da cidade. Abilio também ressaltou que Cuiabá se consolida como a capital do agronegócio, dos serviços e do comércio, com geração de empregos e carência de mão de obra em diversos setores, cenário que demonstra a força da economia local.

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“Cuiabá vive um novo momento. Queremos uma capital viva, que preserve sua cultura, sua história e suas tradições, mas que também acompanhe o desenvolvimento, atraia investimentos, gere oportunidades e ofereça qualidade de vida para quem vive aqui”, afirmou.

Confira abaixo o ranking de pontuações das capitais no IPS Brasil 2026:

  1. Curitiba (PR): 71,29
  2. Brasília (DF): 70,73
  3. São Paulo (SP): 70,64
  4. Campo Grande (MS): 69,77
  5. Belo Horizonte (MG): 69,66
  6. Goiânia (GO): 69,47
  7. Palmas (TO): 68,91
  8. Florianópolis (SC): 68,73
  9. João Pessoa (PB): 67,73
  10. Cuiabá (MT): 67,22

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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