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Prefeitura de Cuiabá lança obras de asfalto no Residencial Itapajé

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A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, lançou nesta segunda-feira (6), com a presença do prefeito Abilio Brunini, o início das obras de pavimentação do bairro Residencial Itapajé, com previsão de conclusão em 180 dias. Os próprios moradores vão fiscalizar o andamento das obras e avisar quando o maquinário não estiver em ação; o prefeito os autorizou a fazerem os apontamentos. Na oportunidade, o prefeito falou sobre as novas diretrizes para implantação de redes de esgoto, para não rasgar o asfalto, bem como sobre a qualidade da base do asfalto, e assinou a ordem de serviço juntamente com o secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.

“Moro no bairro há 34 anos, era solteira, me casei, tive filhos, todos já casaram, já sou avó e estou na espera desse asfalto. É um misto de felicidade, porque a gente está esperando há muito tempo. Não apenas eu, mas creio que todos os moradores estão muito felizes, porque almejamos muito por isso. Eu até comentei com meus filhos há poucos dias se eu teria vida para ver esse asfalto sair, e hoje eu creio que o nosso asfalto vai chegar. E com a ajuda do nosso prefeito, que é comprometido, disse que ia olhar para o nosso bairro e tem olhado, tem feito, e contribuiu para que essa obra fosse executada, assim como o deputado Faissal e a vereadora Paula Calil, que estão aqui. Esperamos voltar aqui, todos, para comemorar a conclusão da obra”, declarou a moradora Eliane Arruda.

Receberão os trabalhos as ruas: 8, 9, 10 e rua Cinta Larga.

Nayane Peres, moradora há 32 anos no local, disse que está ansiosa para o início. “Pensar que no Natal deste ano teremos tudo asfaltado aqui é um presente muito grande. Vai ser muito bom, porque o bairro é antigo, tem muitos moradores idosos e crianças que sofrem com a poeira na época da seca e com a lama na temporada das chuvas. Além da valorização dos imóveis, é muita expectativa, mas temos uma confiança grande no prefeito, vai dar certo”, disse ela.

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“Tomara que sejam abençoadas essas palavras que garantem o asfalto até o fim do ano. Estou cansado de esperar essa obra, mas sempre batalhamos com fé, agora pode ser a nossa vez. Desde 1995 estou nessa luta, também já fui presidente de associação e continuo apoiando. Sou otimista, cada um semeando um pouquinho e agora preparados para colher”, disse um dos pioneiros do bairro, Horácio Batista Ferreira.

O prefeito disse que o projeto para o bairro Itapajé estava previsto em seu coração antes mesmo de ser prefeito. E aproveitou para pontuar as novas diretrizes que constam no Plano Diretor do Município de Cuiabá, que será apresentado, com as exigências que deverão ser cumpridas, especialmente pela concessionária Águas Cuiabá, no que diz respeito à rede de esgoto.

“Não será mais permitido rasgar o asfalto para fazer tratamento (rede) de esgoto. A instalação da rede de esgoto terá que ser feita nas margens do asfalto, no espaço das calçadas. Não vamos mais permitir, depois de uma obra importante como esta, fazer o pavimento asfáltico, aí vem a Águas Cuiabá e rasga, isso não vai acontecer. E aí os moradores também, por favor, quando estiver sendo feita a rede de esgoto, façam a instalação da residência junto à rede de esgoto na calçada, para não prejudicar o pavimento asfáltico”, frisou, em tom de cobrança e conscientização.

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O prefeito também cobrou responsabilidade na qualidade do asfalto. “Abaixo do asfalto, no caso, a base e sub-base, que tenham uma mistura em sua composição com cimento, para que haja mais rigidez e menos buracos. Toda obra executada na nossa gestão, toda obra de asfalto no município de Cuiabá, nós temos que ter o solo-cimento como base, é a forma que temos de garantir que não vai precisar de muita manutenção no futuro”, justificou o gestor.

Segundo ele, a maior parte das obras de asfalto realizadas no município foi feita com a massa asfáltica diretamente na terra; aí a terra umedece, perde a rigidez e a água dá origem a buracos, resultando em uma cidade cheia de buracos e de manutenção. “E aí tem que vir toda hora com tapa-buracos, porque o asfalto é de má qualidade. Então, nem que demore um mês a mais, mas que tenha mais qualidade. A nossa cobrança é de que novos asfaltos, da nossa gestão, da nossa responsabilidade, cobrem a execução da base e da sub-base. Ou seja, além da garantia da obra, é a qualidade da base e sub-base”, frisou.

Também estiveram presentes à solenidade o secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, e equipe, o deputado estadual Faissal, a presidente da Câmara Municipal, vereadora Paula Calil, familiares do vereador Alex Rodrigues e diversos moradores, liderados pela presidente do bairro, Eliane Jordão.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Manejo integrado na cana-planta pode elevar produtividade em até 10 t/ha e aumentar rendimento de açúcar, apontam estudos

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Integração de tecnologias impulsiona produtividade e qualidade da cana-planta

Resultados de ensaios agronômicos realizados em áreas experimentais e canaviais comerciais nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais indicam que o manejo integrado de tecnologias nutricionais, biológicas e fisiológicas pode elevar significativamente o desempenho da cana-planta.

Na comparação com áreas sob manejo convencional, os estudos registraram:

  • Aumento médio de até 10 toneladas de cana por hectare (t/ha)
  • Incremento de até 20% no °Brix, indicador de qualidade industrial
  • Elevação de até 18% no TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare)

Os dados reforçam o impacto direto da tecnologia no potencial produtivo e no retorno econômico da cultura.

Desenvolvimento fisiológico mais robusto fortalece o canavial

Além da produtividade final, os estudos apontaram ganhos expressivos no desenvolvimento inicial das plantas, fundamentais para a formação de lavouras mais produtivas e duradouras.

Foram observados:

  • Aumento de até 35% no volume radicular
  • Crescimento de 26% no número de perfilhos
  • Elevação de 11% no estande de plantas estabelecidas
  • Acréscimo médio de 9% na altura das plantas

Segundo os pesquisadores, esses indicadores refletem maior capacidade de absorção de água e nutrientes, além de melhor uniformidade do canavial, o que contribui para maior longevidade da lavoura e redução da necessidade de reformas — um dos custos mais elevados da atividade.

Estudos conduzidos pela Agrocete ampliam base científica na cana-de-açúcar

Os ensaios foram conduzidos pela Agrocete, multinacional brasileira com mais de 45 anos de atuação no agronegócio. A empresa, tradicionalmente forte nas culturas de grãos no Sul e Centro-Oeste, vem ampliando sua presença no setor sucroenergético, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste.

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As pesquisas foram realizadas em municípios como:

  • Porteirão (GO)
  • Taquarussu (MS)
  • Uberlândia (MG)
  • Ariranha, Elisário, Embaúba e Guararapes (SP)

O objetivo foi avaliar o efeito do manejo integrado de tecnologias ao longo do ciclo da cultura, dentro do conceito denominado pela empresa como Construção da Produtividade.

Manejo integrado substitui recomendações isoladas e eleva eficiência

O modelo de “Construção da Produtividade” é baseado em mais de 330 estudos científicos, realizados em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa no Brasil. A estratégia prioriza a integração de tecnologias em vez da aplicação isolada de produtos.

Segundo o gerente de desenvolvimento de tecnologia de mercado da Agrocete, Luis Felipe Dresch, a cana-de-açúcar exige uma abordagem mais ampla por ser uma cultura semiperene.

“O produtor precisa pensar não apenas na produtividade da cana-planta, mas na longevidade do canavial, o que passa por uma base fisiológica sólida desde o início do ciclo”, explica.

Desafios climáticos e de manejo ainda limitam potencial produtivo

Os estudos também identificaram que fatores climáticos e operacionais seguem impactando o desempenho dos canaviais nas principais regiões produtoras.

Entre os principais desafios estão:

  • Secas prolongadas e chuvas irregulares
  • Altas temperaturas
  • Preparo inadequado do solo
  • Compactação e deficiência nutricional
  • Uso de mudas de baixa qualidade
  • Pressão de pragas e doenças
  • Falta de monitoramento técnico

Essas condições podem reduzir a produtividade e antecipar a reforma do canavial, elevando custos de produção.

Caso comercial confirma ganhos de produtividade e qualidade industrial

Em uma área de 20 hectares em Guararapes (SP), a adoção do manejo integrado demonstrou maior resiliência da lavoura frente ao estresse climático.

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Segundo o técnico agrícola e supervisor da Fazenda São Francisco, Luiz Pereira Costa, os resultados foram perceptíveis a campo.

“Enquanto os canaviais ao redor sofrem com a seca, a nossa cana está mais saudável e resistente. A diferença é visível e comprova a eficácia do manejo”, afirma.

Na propriedade, os resultados incluíram:

  • Aumento de 3,55 unidades de °Brix (+21,7%)
  • Crescimento de colmos de 5,8 kg para 10,6 kg
  • Aumento de 71% no número de colmos por metro linear
  • Ganho médio de 7 t/ha na produtividade final
Estratégia atua em todas as fases do ciclo da cana

O modelo Construção da Produtividade divide o manejo em três pilares:

  • Plantio, vigor e enraizamento
  • Arranque e crescimento vegetativo
  • Tecnologia de aplicação

A aplicação é estruturada em duas fases principais:

  • 0 a 120 dias: estabelecimento da lavoura, foco em enraizamento, sanidade inicial e uniformidade
  • 120 a 360 dias: manutenção do potencial produtivo e acúmulo de biomassa

Na fase inicial, são utilizadas soluções integradas de nutrição fisiológica, biotecnologia microbiana e controle biológico. Já na fase final, o foco está no enchimento dos colmos e acúmulo de açúcares, determinantes para o rendimento industrial.

Conclusão

Os resultados reforçam que o manejo integrado na cana-de-açúcar tem papel estratégico na elevação da produtividade, qualidade industrial e sustentabilidade econômica da cultura, consolidando-se como uma tendência para sistemas de produção mais eficientes e tecnificados no setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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