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Lucas do Rio Verde e o milho: a construção de um modelo que transformou produção em desenvolvimento

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Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

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Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

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Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Sete anos cuidando de quem cuida: Espaço Vidas celebra trajetória de acolhimento

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Os servidores municipais de Lucas do Rio Verde vivenciaram uma manhã especial nesta terça-feira (28) ao participarem da programação comemorativa pelos sete anos do Espaço Vidas (Valorização, Inclusão, Desenvolvimento Humano e Acolhimento dos Servidores). O encontro, realizado na Câmara Municipal, também integrou as ações do Abril Verde e a celebração do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

“Esse evento é uma forma de o poder público valorizar os servidores, acolhê-los e proporcionar uma manhã de cuidado, aprendizado e reflexão sobre a saúde no trabalho, em especial sobre a saúde mental. Aproveito o momento para parabenizar também o Espaço Vidas, que há sete anos se dedica a cuidar de quem cuida dos luverdenses”, destacou o prefeito Miguel Vaz.

Em clima de celebração e gratidão, o coordenador do projeto, Dr. Wagner Godoy, conduziu uma homenagem às pessoas que marcaram a história do Vidas. Dentre elas, o secretário de Governo e Administração, Alan Togni, que destacou a importância da unidade.

“O projeto nasceu em uma pequena sala e, em 2021, se tornou o Espaço Vidas, e desde então vem transformando a vida de cada servidor que busca ali o seu apoio. Enquanto gestão, entendemos que, para proporcionar um serviço público de qualidade ao munícipe, é fundamental contar com servidores preparados e bem qualificados, mas que, acima de tudo, encontrem aqui um apoio humano, que é o que Vidas faz no dia a dia.”

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(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)

“Quando acolhemos, apoiamos e compreendemos quem atua na ponta do serviço público, a população passa a ser melhor atendida. Por isso, nada mais justo do que contar, dentro da administração municipal, com uma equipe voltada à promoção do bem-estar dos servidores”, completou o Dr. Wagner Godoy.

Durante o evento, os servidores puderam prestigiar a palestra magna “Saúde Mental, Trabalho e Gestão do Cuidado no Serviço Público”, ministrada pelo Dr. Maelison Neves.

Na sequência, foi realizada uma mesa de debate sobre “Saúde mental: desafios e estratégias de cuidado no serviço público”, que contou com a participação da assistente social, Gabriele Ponciano, da médica do trabalho, Ana Terra, e do psicólogo Vamir Filho.

Ao longo da manhã, os profissionais do serviço público participaram de momentos de cuidado e bem-estar, com atividades como massagem, meditação guiada e práticas de relaxamento. Também tiveram a oportunidade de aferir a pressão arterial, verificar os níveis de glicemia e desfrutar de um delicioso café da manhã, preparado especialmente para a ocasião.

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(Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti)

“Achei a iniciativa maravilhosa. Os servidores precisam ter esse espaço de conexão, de aprendizado e de compreensão. Eventos como esse servem para fazermos uma pausa, relaxar e nos sentirmos valorizados e pertencentes à gestão pública. Espero que aconteça mais vezes para que outros servidores também tenham a oportunidade de vivenciar o que estamos vivendo hoje”, afirmou a servidora, Eduarda Dourado.

Ao longo desses sete anos, o Espaço Vidas se consolidou como um espaço de cuidado, escuta e valorização do servidor. Assim, em Lucas do Rio Verde, cuidar de quem serve à população é mais do que uma ação de gestão: é um compromisso com o presente e o futuro de todos.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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