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Soja ganha força com alta do óleo e petróleo, mas mercado enfrenta ajustes e pressão da safra sul-americana

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Óleo de soja em alta no Brasil impulsiona mercado interno

Os preços do óleo de soja seguem em valorização no Brasil, sustentados principalmente pela expectativa de maior demanda por biodiesel e pelas incertezas no abastecimento global de combustíveis. As tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo têm reforçado esse cenário, dando suporte às cotações do derivado.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o mercado também acompanha com atenção a possível elevação da mistura obrigatória de biodiesel de B15 para B16. A medida, prevista inicialmente para março, ainda não foi implementada, o que tem limitado avanços mais expressivos nos preços.

Levantamentos indicam que o óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) na região de São Paulo atingiu R$ 6.953,38 por tonelada em 24 de março, o maior patamar desde o início de dezembro, quando os valores superaram R$ 7 mil por tonelada.

Soja sobe em Chicago acompanhando valorização do óleo e do petróleo

O mercado internacional iniciou a semana em alta na Bolsa de Chicago, refletindo o movimento positivo do óleo de soja e o avanço do petróleo.

Na manhã desta segunda-feira (30), os contratos do derivado subiam quase 2%, acompanhando a valorização da commodity energética. Com isso, os futuros do grão também avançavam entre 7,25 e 8,75 pontos nos principais vencimentos.

O contrato para maio era negociado a US$ 11,68 por bushel, enquanto o de julho atingia US$ 11,84 por bushel, mantendo o mercado acima de níveis técnicos importantes e reforçando um viés mais positivo no curto prazo.

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Os investidores seguem atentos à divulgação do novo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), prevista para esta semana, que trará as primeiras estimativas de área plantada para a safra 2026/27. A expectativa é de aumento na área destinada à soja.

Além disso, o mercado monitora a demanda global e o avanço da safra na América do Sul. Mesmo com a colheita brasileira elevando a oferta, os preços encontram sustentação diante da boa absorção desse volume pelo mercado internacional.

Fatores macroeconômicos e o comportamento do dólar também permanecem no radar, podendo limitar oscilações mais intensas ao longo do pregão.

Mercado encerrou semana anterior em queda com realização de lucros

Apesar da recuperação recente, a soja encerrou a última semana em baixa na Bolsa de Chicago, com recuo superior a 1% nos contratos futuros.

O movimento foi influenciado por ajustes técnicos e realização de lucros após a confirmação das metas de biocombustíveis nos Estados Unidos. Como parte desse cenário já havia sido precificada, investidores optaram por vender posições, pressionando os preços.

O farelo de soja liderou as perdas no período, enquanto a oferta elevada da América do Sul também contribuiu para o viés negativo. O Brasil avança com a colheita e projeta uma safra recorde, enquanto a Argentina mantém boas condições nas lavouras.

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Cenário no Brasil mistura demanda firme e desafios logísticos

No mercado interno, o comportamento dos preços varia conforme a região, influenciado por fatores logísticos, demanda e condições climáticas.

No Rio Grande do Sul, a colheita segue em ritmo mais lento, impactada por estiagens em algumas áreas, enquanto os altos custos do diesel encarecem o transporte. Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria mantém preços firmes e garante liquidez.

No Paraná, o avanço da colheita ocorre em meio a entraves sanitários nas exportações, elevando custos e reduzindo margens. Já em Mato Grosso do Sul, limitações de armazenagem e aumento de custos desaceleram os negócios.

Em Mato Grosso, o encerramento da colheita evidencia gargalos logísticos, com fretes elevados e capacidade de estocagem limitada, pressionando os preços ao produtor, mesmo diante de um processamento recorde.

Perspectiva: mercado atento ao petróleo, biodiesel e demanda global

O mercado da soja segue sensível a fatores externos, como o comportamento do petróleo e as tensões geopolíticas, além das políticas de biocombustíveis.

No curto prazo, a combinação entre demanda aquecida, incertezas globais e avanço da safra sul-americana deve manter a volatilidade elevada, com suporte vindo do óleo de soja e limites impostos pela ampla oferta global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Porto do Rio de Janeiro amplia capacidade e passa a receber navios New Panamax de até 366 metros

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O Porto do Rio de Janeiro alcançou um novo patamar operacional e passou a integrar o seleto grupo de portos brasileiros aptos a receber embarcações da classe New Panamax, consideradas entre as maiores da navegação comercial mundial. O avanço foi possível após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso, realizadas com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio.

Ao todo, os investimentos somaram R$ 163 milhões, sendo R$ 98 milhões provenientes do Novo PAC e R$ 65 milhões aportados pela PortosRio. A iniciativa amplia a capacidade logística do terminal e fortalece a competitividade do Porto do Rio de Janeiro nas rotas internacionais de comércio.

Primeiro navio New Panamax já atracou no terminal

O novo cenário operacional já começou a gerar resultados práticos. Neste mês, o porto recebeu o porta-contêineres MSC Katrina, primeira embarcação da categoria New Panamax a atracar no terminal após a conclusão das obras.

O navio, de bandeira panamenha, possui 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para transportar 14.131 TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés. A embarcação chegou ao Rio de Janeiro após passagem pelo Porto de Suape (PE) e seguiu viagem rumo ao Porto de Santos (SP).

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A operação representa um marco para a infraestrutura portuária brasileira e amplia a inserção do porto fluminense nas principais rotas globais de transporte marítimo.

Dragagem ampliou profundidade e capacidade operacional

Para permitir a operação de embarcações de grande porte, o canal de acesso ao Porto do Rio de Janeiro passou por uma ampla intervenção estrutural. As obras incluíram dragagem, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais.

Com a modernização, a profundidade mínima do canal foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, possibilitando um calado operacional de 15,3 metros. A nova configuração permite a navegação segura de navios New Panamax, categoria utilizada em operações internacionais de grande escala.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, a ampliação representa um avanço estratégico para a logística nacional.

“O recebimento de navios de maior porte marca um novo momento para o Porto do Rio de Janeiro. A medida fortalece a competitividade do terminal, amplia sua presença nas rotas internacionais e evidencia a importância dos investimentos em infraestrutura portuária no Brasil”, afirmou.

Competitividade e eficiência logística ganham força

Além de ampliar a capacidade operacional, a modernização do porto traz impactos diretos para a eficiência logística e redução de custos no comércio exterior.

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Entre os principais benefícios apontados pelo setor estão:

  • Melhoria das condições de navegabilidade e segurança;
  • Redução de restrições operacionais;
  • Aumento da previsibilidade logística;
  • Maior eficiência no fluxo de cargas;
  • Possibilidade de receber embarcações de maior capacidade;
  • Fortalecimento da competitividade brasileira no comércio internacional.

A expectativa é que o novo cenário contribua para ampliar a movimentação de cargas, atrair novas rotas marítimas e aumentar a relevância estratégica do Porto do Rio de Janeiro no sistema portuário nacional.

Grupo seleto de portos brasileiros

Com a conclusão das obras, o Porto do Rio de Janeiro passa a integrar o grupo restrito de terminais brasileiros capazes de receber navios de até 366 metros de comprimento.

Atualmente, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem estrutura operacional semelhante para atender embarcações da categoria New Panamax.

O avanço reforça a importância dos investimentos em infraestrutura logística para ampliar a competitividade do agronegócio, da indústria e das exportações brasileiras no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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