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Safra de maçã 2026 expõe desafios fitossanitários e preocupa setor com possível El Niño no próximo ciclo

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O setor da maçã no Brasil encerrou a safra 2026 sob atenção redobrada para os desafios fitossanitários, climáticos e produtivos que podem impactar o próximo ciclo da cultura. O cenário foi debatido durante a quinta edição do encontro Eloos Maçã, promovido pela Sipcam Nichino Brasil nos dias 20 e 21 de maio, em Gramado (RS).

O evento reuniu pesquisadores, consultores, técnicos e representantes da agroindústria da pomicultura para discutir os principais gargalos da produção brasileira, além das perspectivas para a próxima safra diante da possibilidade de um fenômeno El Niño mais intenso.

Segundo José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da Sipcam Nichino, o grupo técnico Eloos Maçã foi criado para integrar diferentes segmentos da cadeia produtiva e ampliar o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo fitossanitário e fisiológico da cultura.

Clima e doenças elevam preocupação para próxima safra

Durante o encontro, especialistas avaliaram os impactos da safra recém-encerrada e destacaram os riscos associados às condições climáticas para o próximo ciclo produtivo.

A possibilidade de um El Niño forte preocupa produtores e técnicos, principalmente pelo aumento da umidade e do risco de pressão de doenças nos pomares do Sul do Brasil, principal região produtora de maçã do país.

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Entre os principais desafios debatidos estiveram:

  • grafolita;
  • mosca-das-frutas;
  • mancha da gala;
  • sarna da macieira;
  • cancro europeu.

As doenças e pragas seguem entre os maiores fatores de perda de produtividade e qualidade da fruta, exigindo manejo técnico cada vez mais eficiente e integrado.

Pesquisadores e consultores analisam cenário da pomicultura

O encontro contou com a participação de especialistas reconhecidos do setor, incluindo consultores, pesquisadores e representantes de instituições ligadas à pesquisa agropecuária.

Participaram dos debates:

  • Fernando Figueredo;
  • André Werner;
  • Dr. Adalécio Kovaleski, da Embrapa Vacaria (RS);
  • Dr. Felipe Ferreira, da Epagri (SC);
  • Me. José Itamar Boneti, da Fito Consultoria;
  • Dr. Everlan Fagundes, da Scienfruti.

Os especialistas apresentaram análises sobre produtividade, sanidade vegetal, comportamento climático e novas estratégias de manejo para os pomares brasileiros.

Bioestimulantes ganham espaço na produção de maçã

Outro tema que ganhou destaque durante o Eloos Maçã foi o avanço do uso de bioestimulantes na pomicultura brasileira.

Segundo Marcelo Palazim, gerente de marketing de especialidades da Sipcam Nichino, a empresa vem ampliando investimentos em tecnologias voltadas ao desenvolvimento fisiológico dos pomares no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

A companhia destacou pesquisas e resultados obtidos com soluções voltadas à bioestimulação das plantas, incluindo produtos destinados ao fortalecimento vegetativo, aumento da capacidade fotossintética e melhoria da fixação de frutos.

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De acordo com Palazim, o uso de bioestimulantes tem contribuído para:

  • maior uniformidade dos pomares;
  • incremento de produtividade;
  • melhoria da qualidade dos frutos;
  • fortalecimento do desenvolvimento vegetativo;
  • maior eficiência fisiológica das plantas.
Setor busca mais eficiência e sustentabilidade

A pomicultura brasileira vive um momento de transformação, impulsionada pela necessidade de elevar produtividade, reduzir perdas e enfrentar eventos climáticos cada vez mais extremos.

Nesse cenário, o avanço tecnológico no manejo fitossanitário e fisiológico dos pomares se torna estratégico para garantir competitividade ao setor.

Além do controle de doenças e pragas, produtores buscam soluções capazes de melhorar resistência das plantas, estabilidade produtiva e qualidade da fruta, fatores considerados fundamentais para atender tanto o mercado interno quanto as exportações.

Com a aproximação da nova safra e as incertezas climáticas no radar, o setor da maçã deve manter atenção redobrada ao comportamento do clima, à pressão fitossanitária e à adoção de novas tecnologias no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF avança no BBFAW e está entre as 12 empresas mais bem avaliadas do mundo em bem-estar animal

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A companhia é a única entre os frigoríficos a subir de posição neste que é o principal índice global que analisa práticas de bem-estar de animais de fazenda
A companhia é a única entre os frigoríficos a subir de posição neste que é o principal índice global que analisa práticas de bem-estar de animais de fazenda

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, evoluiu no Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), principal índice global que analisa práticas e compromissos de gestão voltados ao bem-estar de animais de fazenda. Em sua primeira avaliação após a fusão de Marfrig e BRF em 2025 e boas práticas somadas, a companhia está entre as 12 empresas mais bem avaliadas do mundo, em um universo de 149 companhias. A MBRF é também a única entre os frigoríficos a avançar de posição na avaliação mais recente.

O BBFAW avalia empresas de diferentes portes do setor de alimentos com base em pilares como políticas, governança, gestão, definição de metas, evolução das práticas de criação, impactos na cadeia de fornecimento e iniciativas de diversificação de proteínas, tanto animal quanto vegetal.

“A evolução no reflete a consistência da nossa atuação em bem-estar animal e a trajetória de liderança da MBRF, construída com visão de longo prazo, capacidade de execução e responsabilidade. Estar entre as companhias mais bem avaliadas do mundo e avançar de posição nesta edição é um reconhecimento da seriedade com que tratamos o tema, que abrange diferentes espécies e proteínas ao longo de toda a cadeia produtiva. Seguimos avançando com transparência e com a convicção de que competitividade, e práticas cuidadosas com os animais precisam caminhar juntos”, afirma Paulo Pianez, diretor global de assuntos corporativos e sustentabilidade da MBRF.

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Bem-estar animal na cadeia

O compromisso da MBRF com o bem-estar animal está integrado a toda a sua cadeia produtiva e se baseia no reconhecimento dos animais como seres sencientes, reforçando a responsabilidade da companhia em assegurar condições adequadas de manejo desde o campo até o frigorífico, em conformidade com princípios éticos e científicos amplamente reconhecidos em âmbito global.

Todas as unidades industriais de abate de bovinos e suínos são auditadas segundo os padrões do North American Meat Institute (NAMI), enquanto as operações de aves seguem referenciais internacionais como o National Chicken Council para frangos de corte e a National Turkey Federation para perus.

A companhia também avança em frentes de inovação do campo à indústria e fortes campanhas e disseminação das práticas de bem-estar animal através de treinamentos ao longo da cadeia.

Entre os principais resultados recentes, a MBRF manteve 100% das unidades de abate auditadas em bem-estar animal no Brasil e no exterior, alcançou 100% de uso de ovos cage-free em produtos industrializados globalmente e avançou no enriquecimento ambiental.

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Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas reconhecidas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, a companhia reúne 130 mil colaboradores pelo mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes e milhões de consumidores em todo o mundo.

A MBRF combina expertise, inovação e eficiência em uma plataforma 100% integrada, guiada por simplicidade, excelência e práticas sustentáveis. A empresa acompanha tendências e hábitos dos consumidores para oferecer o portfólio mais completo do mercado, com qualidade, competitividade e responsabilidade socioambiental.

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