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O Jovem e o Cooperativismo: Caminhos para o Futuro

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Segundo o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Vanir Zanatta, é fundamental que a sociedade contemporânea compreenda que, embora o cooperativismo tenha surgido em 1844, na cidade de Rochdale, na Inglaterra, ele continua sendo um movimento altamente moderno e inovador. O cooperativismo é capaz de impulsionar ecossistemas produtivos e acelerar o desenvolvimento de municípios e microrregiões, criando oportunidades para empresários, empreendedores, trabalhadores rurais e urbanos, bem como profissionais liberais.

Para Zanatta, essa realidade precisa ser entendida principalmente pelos jovens, que, teoricamente, se conectam naturalmente aos princípios do cooperativismo. Valores como inclusão, diversidade, sustentabilidade, justiça social e equidade de gênero — temas que estão no centro das pautas dos jovens — também estão no cotidiano das cooperativas. Assim, o cooperativismo representa um ambiente propício para os jovens ingressarem no mercado de trabalho e no setor produtivo, ao mesmo tempo em que oferece às cooperativas a oportunidade de renovar e fortalecer seus quadros sociais com a inclusão dessa nova geração.

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A necessidade de conquistar os jovens deve ser uma prioridade para os dirigentes cooperativistas de todos os setores. Para apoiar essa integração, a OCESC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (SESCOOP/SC), promove anualmente o Fórum Catarinense de Dirigentes Cooperativistas. O objetivo do evento é atualizar os líderes sobre os desafios que a sociedade brasileira enfrenta, fornecendo as ferramentas necessárias para que a ação cooperativista se torne um motor de mudança e transformação social.

Zanatta destaca que a eficiência gerencial das cooperativas catarinenses tem sido um dos principais focos de desenvolvimento. Para isso, têm sido implementados programas de treinamento e capacitação para técnicos e dirigentes, com recursos financeiros próprios ou via SESCOOP. Essas iniciativas visam garantir que as cooperativas estejam alinhadas com os desafios e as transformações globais, por meio de seminários, intercâmbios e viagens de estudo.

Santa Catarina possui uma forte tradição cooperativista, com mais de 250 cooperativas em diversas áreas, como agropecuária, crédito, saúde, infraestrutura e transporte. Juntas, elas envolvem mais de 4,2 milhões de associados e geram um movimento econômico de R$ 85,9 bilhões por ano. A cooperativa é um modelo de desenvolvimento que afeta diretamente a vida de mais da metade da população do estado. No Brasil, o movimento cooperativista engloba 4.509 cooperativas e 23,4 milhões de cooperados, com uma movimentação financeira de R$ 692 bilhões.

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A OCESC tem se empenhado em fortalecer o sistema cooperativista catarinense, com o objetivo de atrair os jovens para esse modelo de negócio, que proporciona trabalho, renda e qualidade de vida. O propósito da organização para 2025, proclamado pela ONU como o Ano Internacional das Cooperativas, é precisamente esse: envolver os jovens no cooperativismo, contribuindo para a construção de um mundo melhor, como propõe o lema da ONU para a data.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Geadas ameaçam hortifruti no Sul e produtores ampliam investimentos em irrigação para proteger lavouras

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A aproximação do inverno e a previsão de geadas mais intensas voltaram a acender o sinal de alerta no setor de hortifruti do Sul do Brasil. O avanço das massas de ar frio, aliado à maior umidade provocada pelo El Niño, aumenta os riscos para lavouras altamente sensíveis às baixas temperaturas, pressionando produtores a investir em tecnologias de irrigação e monitoramento climático para evitar perdas na produção.

O cenário preocupa especialmente produtores de frutas, legumes e hortaliças, já que as oscilações térmicas e o frio severo podem comprometer produtividade, qualidade dos alimentos e regularidade da oferta ao mercado consumidor.

Segundo Geferson Reis, especialista da Netafim, o momento exige planejamento e atenção redobrada nas propriedades rurais.

“O Sul do Brasil vinha enfrentando temperaturas elevadas, estiagem e irregularidade nas chuvas. Agora, o cenário muda rapidamente com a chegada de massas de ar frio mais intensas e maior risco de geadas, fatores que impactam diretamente as culturas hortifrutigranjeiras”, explica.

Hortaliças e frutas estão entre as culturas mais vulneráveis

Entre as culturas mais sensíveis ao frio estão tomate, pimentão, pepino, morango e folhosas, que podem sofrer danos severos em folhas, flores e frutos.

Nas áreas de campo aberto, frutas de clima temperado também entram em estado de atenção. Culturas como pêssego, ameixa, nectarina, uva e maçã ficam mais vulneráveis durante os períodos de floração e formação dos frutos, fases consideradas decisivas para o potencial produtivo das lavouras.

De acordo com o especialista, quando as geadas atingem as plantações nesse estágio, os prejuízos podem ser significativos.

“Os danos provocados pelo congelamento comprometem tecidos vegetais, provocam abortamento de flores e frutos e reduzem diretamente o potencial produtivo das culturas”, destaca.

Geadas podem impactar preços dos alimentos

Os reflexos do clima adverso não ficam restritos ao campo. A redução da produtividade e o aumento dos custos operacionais tendem a afetar a disponibilidade de alimentos e pressionar os preços ao consumidor.

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Segundo Reis, sempre que a geada reduz a oferta de produtos hortifrutigranjeiros, ocorre desequilíbrio entre oferta e demanda, cenário que favorece a elevação dos preços nas gôndolas.

Além da preocupação econômica, o setor enfrenta o desafio de manter a regularidade da produção em um ambiente climático cada vez mais instável.

“O consumidor quer encontrar frutas, verduras e legumes disponíveis durante todo o ano, mas os eventos climáticos extremos tornam essa estabilidade cada vez mais difícil”, afirma.

Irrigação anti-geada ganha espaço nas propriedades rurais

Diante do aumento dos riscos climáticos, cresce a adoção de sistemas de irrigação anti-geada nas regiões produtoras do Sul do país.

A tecnologia funciona por meio de aspersão ou microaspersão, formando uma fina camada de gelo sobre a superfície das plantas. Apesar de parecer contraditório, esse processo ajuda a proteger os tecidos vegetais das temperaturas mais baixas.

Segundo a Netafim, durante o congelamento da água ocorre liberação de calor latente, mantendo a temperatura das plantas próxima de 0°C e reduzindo os danos provocados pelo frio intenso.

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A camada de gelo formada atua como isolamento térmico, protegendo flores, frutos e brotações ao longo da madrugada. O sistema deve permanecer em operação contínua até o amanhecer, sendo desligado apenas após o descongelamento completo.

Monitoramento climático em tempo real melhora tomada de decisão

Outra estratégia que vem ganhando espaço no campo é o uso de ferramentas de agricultura digital para monitoramento climático em tempo real.

A Netafim disponibiliza soluções como o GrowSphere™ One e a sonda NetaCap, tecnologias capazes de acompanhar temperatura do ar e umidade do solo com atualizações a cada 30 minutos.

Segundo Reis, o monitoramento preciso permite decisões mais rápidas e eficientes sobre o acionamento dos sistemas de irrigação, reduzindo riscos e aumentando a eficiência operacional das propriedades.

“Com acesso às informações climáticas em tempo real, o produtor consegue agir no momento correto e proteger melhor as lavouras”, ressalta.

Tecnologia se torna aliada da rentabilidade no hortifruti

Além da proteção contra eventos extremos, os sistemas de irrigação vêm sendo avaliados também pelo retorno econômico proporcionado ao produtor rural.

De acordo com o especialista, apesar do investimento inicial, os equipamentos possuem longa vida útil e contribuem diretamente para ganhos de produtividade, qualidade e estabilidade da produção.

“São sistemas que podem permanecer em operação por 15, 20 ou até 25 anos, trazendo mais segurança produtiva e competitividade ao agricultor”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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