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Diesel dispara em março e acumula alta de quase 25%, pressionando inflação e logística

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Alta do diesel se intensifica e consolida tendência no mês

O preço médio dos combustíveis vendidos pelas distribuidoras aos postos segue em alta na terceira semana de março de 2026, com destaque para o diesel, que consolida um movimento de elevação contínua ao longo do mês.

Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), com base em mais de 257 mil notas fiscais eletrônicas, mostra que o aumento deixou de ser pontual e passou a configurar um ciclo consistente de pressão sobre os custos energéticos no país.

Diesel acumula quase 25% de alta em março

Na primeira semana de março, o diesel já registrava alta média próxima de 9%. Na segunda semana, o avanço superou 19% em algumas variações.

No consolidado até o dia 23, o Diesel S10 comum acumula alta média nacional de aproximadamente 24,98%, com acréscimo superior a R$ 1,25 por litro nas distribuidoras, evidenciando uma escalada contínua nos preços.

O comportamento indica uma recomposição estrutural de preços, e não apenas oscilações pontuais do mercado.

Diesel se torna principal vetor de pressão inflacionária

Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior do IBPT, o cenário já gera impacto direto na economia.

“O diesel se consolidou como o principal vetor de pressão inflacionária neste mês. Como está diretamente ligado ao transporte de cargas, qualquer variação relevante impacta toda a cadeia produtiva, do agronegócio ao consumidor final”, afirma.

Centro-Oeste e Nordeste lideram altas mais expressivas

A análise regional aponta que o aumento ocorre em todo o país, com maior intensidade no Centro-Oeste e no Nordeste.

  • No Centro-Oeste, o Diesel S10 comum já registra altas superiores a 30%
  • No Nordeste, os aumentos também se aproximam desse patamar
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O cenário reforça o caráter generalizado da pressão sobre os combustíveis no território nacional.

Repasse ao consumidor já é realidade nos postos

Os dados indicam que o aumento nas distribuidoras vem sendo rapidamente repassado ao varejo. Em diversas regiões, o diesel já ultrapassa R$ 8,00 por litro nos postos.

Para Carlos Alberto Pinto Neto, diretor do IBPT, o mercado mostra uma dinâmica de repasse quase integral.

“O que observamos é uma transmissão direta da alta do atacado para o varejo. Mesmo com compressão de margens em alguns momentos, os custos não são mais absorvíveis ao longo da cadeia”, explica.

Gasolina e etanol também sobem, mas em menor ritmo

A gasolina mantém trajetória de alta, porém menos intensa que o diesel:

  • Cerca de 2% na primeira semana
  • Mais de 5% na segunda
  • Aproximadamente 9% no acumulado do mês

Em algumas regiões, como o Nordeste, os aumentos já superam 13%.

O etanol, que vinha atuando como alternativa ao consumidor, também passou a registrar leve alta, com variação média de 1,39% no mês, reduzindo seu papel como opção de alívio.

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Desoneração tem efeito limitado sobre os preços

O levantamento aponta que medidas como a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel tiveram impacto restrito.

Segundo Amaral, a combinação de reajustes ao longo da cadeia e a volatilidade internacional do petróleo neutralizou os efeitos da desoneração.

“O problema não está apenas na carga tributária, mas na dinâmica estrutural de formação de preços e na dependência externa do setor”, avalia.

Impactos atingem toda a cadeia produtiva

Com a consolidação da alta, os efeitos já são sentidos em diversos setores da economia.

O aumento do diesel eleva o custo do frete e pressiona:

  • Preços de alimentos
  • Insumos industriais
  • Bens de consumo

Setores como agronegócio, indústria e transporte rodoviário enfrentam dificuldades para absorver reajustes que, em algumas regiões, ultrapassam 30%, o que tende a gerar efeito cascata nos preços ao consumidor.

Pressão deve continuar nas próximas semanas

O estudo faz parte do monitoramento contínuo realizado pelo IBPT, que acompanha semanalmente o comportamento dos preços nas distribuidoras com base em dados reais de mercado.

A evolução ao longo de março indica que a pressão sobre os combustíveis não apenas persiste, como se intensifica, sinalizando a continuidade desse cenário nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Café atinge produtividade recorde em Colniza e consolida Noroeste de MT como referência na cafeicultura

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Colniza, no Noroeste de Mato Grosso, vem se destacando como o principal polo da cafeicultura no Estado e já responde por mais de 50% da produção estadual de café. O município, localizado a cerca de 1.065 km de Cuiabá, reforça sua posição como a “Capital do Café” em Mato Grosso após registrar lavouras com produtividade recorde de até 205 sacas por hectare.

O desempenho expressivo é resultado da combinação entre investimentos públicos, adoção de tecnologias modernas e atuação contínua da assistência técnica no campo.

Investimentos fortalecem cafeicultura em Mato Grosso

Nos últimos anos, o Governo de Mato Grosso destinou mais de R$ 4,4 milhões para o fortalecimento da produção de café em Colniza, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf).

Os recursos foram aplicados na entrega de máquinas, implementos agrícolas, mudas clonais, kits de irrigação e equipamentos, ampliando a capacidade produtiva de agricultores familiares e impulsionando a modernização das propriedades.

Assistência técnica impulsiona salto de produtividade

A atuação da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) tem sido decisiva no avanço da cafeicultura local. Com suporte de engenheiros agrônomos e extensionistas, a instituição acompanha os produtores em todas as etapas da produção, desde a análise de solo até a colheita.

Esse trabalho tem permitido a aplicação de práticas mais eficientes de manejo, nutrição do solo, irrigação e controle fitossanitário, com impacto direto nos resultados das lavouras.

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Produtor rural relata transformação na lavoura de café

No Sítio Alto Alegre, em Colniza, o agricultor familiar Edmar Mutz destaca a mudança na produtividade após a adoção do café clonal e acompanhamento técnico especializado.

Segundo ele, a substituição da lavoura antiga por variedades clonais e o suporte técnico foram determinantes para a evolução da produção.

“Antes a lavoura produzia muito pouco. Depois que passei a trabalhar com café clonal e recebi orientação técnica, principalmente sobre plantio e adubação, a produção mudou completamente”, relata o produtor.

Edmar afirma ainda que a primeira colheita, realizada cerca de dois anos e meio após o plantio, já apresentou resultados expressivos.

Assistência técnica eleva produção acima da média municipal

De acordo com o engenheiro agrônomo e extensionista da Empaer, Ronaldo Benevides, a evolução das lavouras em Colniza é resultado direto da adoção de recomendações técnicas baseadas em pesquisa.

Segundo ele, em 2017 a produtividade média do município girava em torno de 17 a 18 sacas por hectare. Com a evolução do manejo, algumas propriedades alcançaram resultados muito superiores.

“Em 2019, uma área acompanhada já superava 110 sacas por hectare. Hoje temos talhões com produtividade de até 205 sacas por hectare, um resultado muito acima da média regional”, explica o agrônomo.

Tecnologia e gestão elevam eficiência no campo

A experiência de Colniza evidencia que o crescimento da cafeicultura não depende apenas da expansão de área plantada, mas principalmente da adoção de tecnologia e qualificação do manejo.

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A transferência de conhecimento técnico tem permitido que produtores rurais tomem decisões mais precisas sobre fertilidade do solo, irrigação e manejo das lavouras, elevando a produtividade e a rentabilidade das propriedades.

Modelo de desenvolvimento fortalece agricultura familiar

A integração entre Governo do Estado, por meio da Seaf, e a Empaer tem consolidado um modelo de desenvolvimento baseado em inovação, assistência técnica e fortalecimento da agricultura familiar.

Além dos ganhos produtivos, a cadeia do café em Colniza também vem ganhando destaque pela melhoria da qualidade do grão produzido no município.

Concurso de qualidade valoriza produção local

O município sediou recentemente o lançamento do 1º Concurso de Qualidade do Café, iniciativa do Governo de Mato Grosso em parceria com a Empaer e apoio do Sebrae Mato Grosso.

O resultado do concurso será divulgado no dia 31 de outubro, em evento no município de Juína.

Produtores locais já demonstram expectativa em relação à competição. “Já me inscrevi e estou otimista com o produto que vou apresentar”, afirma o agricultor Edmar Mutz, confiante no reconhecimento da qualidade do café produzido em sua propriedade.

A iniciativa reforça o avanço da cafeicultura mato-grossense, que alia produtividade recorde, tecnologia e valorização da produção local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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