AGRONEGÓCIO
Programa do IAC amplia parcerias para avaliar adjuvantes agrícolas e fortalecer certificação no Brasil
Publicado em
17 de março de 2026por
Da Redação
Programa do IAC amplia estudos sobre adjuvantes agrícolas
O programa Adjuvantes da Pulverização, conduzido pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), ampliou recentemente parcerias com entidades e empresas para intensificar pesquisas sobre a funcionalidade de adjuvantes agrícolas produzidos no Brasil.
A iniciativa é financiada com recursos privados e busca oferecer ao mercado análises técnicas detalhadas desses produtos, contribuindo para maior segurança e eficiência nas aplicações agrícolas.
Avaliações seguem normas técnicas nacionais e internacionais
De acordo com o pesquisador Hamilton Ramos, coordenador do programa, o objetivo das parcerias é gerar informações técnicas confiáveis sobre os adjuvantes disponíveis no mercado brasileiro.
As avaliações seguem normas reconhecidas internacionalmente, incluindo padrões da ISO, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e da ASTM (American Society for Testing and Materials).
Segundo Ramos, os resultados dessas análises orientam a concessão do Selo IAC de Funcionalidade de Adjuvantes, certificação destinada a produtos fabricados no Brasil.
“Essas análises técnicas definem se determinado produto pode ou não receber o Selo IAC de Funcionalidade, que indica confiabilidade ao mercado”, explica o pesquisador.
Programa avalia diferentes funcionalidades dos produtos
O programa já validou diversas funcionalidades presentes nos adjuvantes agrícolas utilizados em pulverizações.
Entre elas estão:
- Espalhantes
- Redutores de evaporação
- Tensoativos
- Adesivos
Outras características ainda estão em fase de estudo dentro do projeto, com o objetivo de ampliar o conhecimento técnico sobre o desempenho desses insumos no campo.
Adjuvantes aumentam eficiência das pulverizações
Os adjuvantes agrícolas são produtos adicionados à calda de defensivos antes da aplicação nas lavouras. Sua função é melhorar o desempenho das pulverizações, aumentando a eficiência dos tratamentos e reduzindo perdas durante a aplicação.
Segundo Ramos, a qualidade desses produtos pode influenciar diretamente o resultado do controle de pragas, doenças e plantas invasoras.
“Mesmo quando o produtor utiliza um defensivo agrícola de alta tecnologia, um adjuvante de baixa qualidade pode comprometer a eficácia do tratamento e gerar perdas no investimento realizado”, destaca.
Mais de 100 produtos já receberam o Selo IAC
Considerado uma iniciativa pioneira no Brasil, o programa Adjuvantes da Pulverização encerrou 2025 com mais de 100 produtos certificados, desenvolvidos por 60 empresas que atuam no mercado nacional.
A certificação funciona como um indicativo de confiabilidade para fabricantes e usuários desses insumos.
Certificação ajuda a reduzir riscos para produtores
Diferentemente dos defensivos agrícolas, os adjuvantes não possuem exigência de registro oficial obrigatório no Brasil. Essa lacuna regulatória pode gerar riscos relacionados à qualidade dos produtos disponíveis no mercado.
Nesse contexto, o Selo IAC de Funcionalidade se torna um importante mecanismo de referência técnica para agricultores e empresas do setor.
“Essa ausência de exigência regulatória pode representar riscos ao produtor. Por isso, para os fabricantes, contar com o selo do IAC significa oferecer ao mercado uma chancela técnica de confiabilidade”, afirma Hamilton Ramos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Gestão financeira e controle de risco ditam o novo ritmo do agronegócio
Published
12 minutos agoon
22 de maio de 2026By
Da Redação
Em um cenário macroeconômico complexo, marcado por juros elevados, crédito privado mais seletivo e intensa oscilação nos preços internacionais das commodities, a máxima de que “basta produzir bem para garantir o lucro” perdeu validade no campo. A eficiência técnica, antes o principal pilar de sucesso do produtor brasileiro, agora precisa dividir espaço com planilhas de custos complexas, ferramentas de hedge e governança corporativa.
Essa mudança estrutural será o fio condutor do Summit Pensar Agro, evento que acontece na próxima sexta-feira (29.05) dentro da programação da feira Green Farm 2026, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
O encontro reunirá produtores, empresários, investidores e lideranças institucionais para debater como a gestão financeira e a inteligência de mercado deixaram de ser temas periféricos e se tornaram ferramentas de sobrevivência.
A virada de chave no campo
Isan Rezende
O debate ocorre em um momento de forte pressão sobre o caixa das propriedades rurais. Nos últimos ciclos agrícolas, o aumento expressivo nos custos de insumos essenciais, como fertilizantes, defensivos, maquinário e energia, elevou substancialmente a necessidade de capitalização do produtor. Na outra ponta, a instabilidade geopolítica e climática reduziu a previsibilidade das receitas.
Na avaliação do curador do Summit Pensar Agro, Isan Rezende, o setor atravessa um divisor de águas na administração da atividade. “O agro brasileiro atingiu um nível extremamente elevado de produtividade e tecnologia dentro da porteira. Mas agora o diferencial competitivo passa cada vez mais pela capacidade de gestão. O produtor que não tiver planejamento financeiro, controle de margem e visão estratégica terá dificuldade para atravessar os ciclos de volatilidade que o mercado impõe”, afirma Rezende.
Segundo ele, a sofisticação da atividade exige que o produtor rural moderno passe a atuar como o CEO de uma empresa de alto risco, exposta a variáveis globais que fogem ao seu controle direto.
O grande destaque do evento será o painel “Inteligência Financeira no Agro: O Caminho para Crescer com Segurança”, estruturado para traduzir conceitos técnicos do mercado financeiro em aplicações práticas para o dia a dia das fazendas. O debate será sustentado por três pilares essenciais:

Gestão financeira estruturada: Conduzido por Marlei Danielli, diretora da WFlow Agro MT
A especialista abordará os fundamentos da saúde financeira rural, como o controle rigoroso de custos por hectare, planejamento de fluxo de caixa e estruturação estratégica do crédito agrícola. O objetivo é mitigar o comportamento reativo de produtores que ainda tomam decisões sob a pressão imediata por liquidez.

Tecnologia aliada à decisão: Sob a ótica de Mauro Paglione, CEO do Grupo SAA Software, o painel discutirá como a digitalização e os sistemas integrados de dados podem simplificar processos operacionais. A tese é de que a tecnologia não deve ser um fim em si mesma, mas um meio para gerar previsibilidade e eficiência para pequenos, médios e grandes produtores.

Inteligência de mercado e mitigação de risco: A perspectiva de proteção patrimonial será apresentada por Marco Antônio de Oliveira, CEO da FertiHedge. Ele detalhará o uso de travas de preços (hedge) e estratégias de comercialização diante da forte volatilidade cambial e do preço dos fertilizantes.
A mensagem central do painel resume o novo ecossistema do setor: “O agro brasileiro não será transformado apenas por quem produz mais. Será transformado por quem decide melhor.”
Além do caixa: as novas fronteiras do Centro-Oeste
Além do foco em finanças, o Summit Pensar Agro ampliará o horizonte de discussões com o Fórum Brasil Central, um espaço dedicado a debater logística regional, sustentabilidade, agroindústria e novas fronteiras produtivas.
O painel contará com a presença de especialistas de peso do setor público e privado:
Antonio Barreto
Antônio Queiroz Barreto (Subsecretário de Políticas Econômicas Agropecuárias da Secretaria da Agricultura do DF), que falará sobre o potencial de Brasília e da RIDE-DF como nova fronteira da fruticultura nacional.
Claudio Junior
Cláudio Júnior Oliveira (Diretor Operacional do SINDAG), analisando o cenário atual e as perspectivas do setor aeroagrícola no País.
Daniele Coelho Marques (Consultora Técnica da CNA), que levará ao debate o panorama agroambiental e os desafios de conformidade no Mato Grosso do Sul.
Vanessa Gasch
Vanessa Gasch (Gerente Corporativa de Desenvolvimento Industrial da FIEMT), que debaterá o papel estratégico das agroindústrias na verticalização e agregação de valor à economia mato-grossense.
Ao conectar a macroeconomia e o mercado de capitais à realidade do campo, o Summit em Cuiabá se posiciona como um termômetro importante para os rumos do agronegócio nacional em 2026, apontando que o futuro do setor depende, fundamentalmente, de uma gestão baseada em inteligência, previsibilidade e governança. Leia mais aqui
Fonte: Pensar Agro
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