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Mais árvores, menos calor: Cuiabá aposta em novo modelo urbano

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O novo Plano Diretor de Cuiabá estabelece a arborização urbana como um dos principais eixos estratégicos para o desenvolvimento da capital até 2050. A proposta apresentada pelo prefeito Abilio Brunini, durante reunião no Palácio Alencastro, sede da Prefeitura, prevê o plantio de árvores em calçadas, ampliação de áreas verdes e medidas para reduzir os impactos das altas temperaturas na cidade.

Entre as metas está o aumento anual de 5% na arborização, como parte de uma estratégia voltada à melhoria do microclima urbano e à redução das chamadas ilhas de calor. O plano também integra ações de infraestrutura verde-azul, com foco na recuperação ambiental e na resiliência climática.

No curto prazo, entre 2026 e 2029, a previsão é o plantio de 20 mil árvores em Cuiabá. A iniciativa faz parte do início da implementação do modelo “cidade para pessoas”, que também inclui mobilidade ativa, valorização do Centro Histórico e qualificação dos espaços públicos.

A longo prazo, a meta é alcançar 100% de cobertura arbórea, com ruas mais sombreadas, melhoria da qualidade de vida e recuperação de ecossistemas urbanos.
Segundo o prefeito, o projeto busca reverter problemas históricos relacionados à ocupação desordenada e à degradação ambiental da capital.

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“As pessoas vão lá e acabam com a arborização da cidade. Elas acabam com a permeabilidade do solo, invadem margens de córregos, jogam esgoto em rios. A cidade é deixada numa situação insustentável”, afirmou.

O prefeito também destacou que o plano diretor estabelece as diretrizes gerais, enquanto políticas específicas, como a arborização, serão detalhadas em planos complementares.

“A nossa meta é arborizar Cuiabá. Meta para 2026, 20 mil árvores. Meta para 2030, 200 mil árvores. Meta para 2036, 350 mil árvores”, disse.

A proposta integra a visão de transformar Cuiabá em uma cidade mais verde, sustentável e adaptada às mudanças climáticas, com foco na qualidade de vida da população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Soja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País

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Um mapeamento inédito realizado por imagens de satélite e sensoriamento remoto pela Serasa Experian, revela que os estados de Mato Grosso e Rondônia incorporaram, juntos, 294 mil hectares ao cultivo da oleaginosa na safra 2025/26. O crescimento consolida a soberania mato-grossense no setor e joga luz sobre a rápida transformação de Rondônia, que desponta como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas da Região Norte.

Desejo antigo de expansão do setor, o apetite por terra na região não ficou restrito ao grão principal. O levantamento territorial identificou que a área destinada ao milho primeira safra registrou um salto expressivo de 13% no consolidado dos dois estados, mostrando que a rotação de culturas segue ganhando tração.

O peso da escala em Mato Grosso

Com o novo aporte de terra na safra atual — responsável por 268 mil hectares do total expandido —, Mato Grosso rompeu a barreira dos 12,4 milhão de hectares cultivados com soja. O número confere ao estado o controle de aproximadamente 25% de toda a produção nacional do grão.

Diferente de outras regiões do País, o modelo mato-grossense é fortemente ancorado na economia de escala: as grandes propriedades rurais concentram 60% de toda a área de plantio, enquanto os pequenos produtores respondem por uma fatia de 18%.

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Geograficamente, o crescimento foi puxado por polos consolidados e novas franjas de produção. O município de Paranatinga liderou a abertura de frentes agrícolas, com um incremento de 21,9 mil hectares, seguido por Novo São Joaquim (+12,5 mil) e Nova Mutum (+12,4 mil). Na outra ponta, o monitoramento por satélite captou um movimento de acomodação de área em cerca de 20 municípios, com retrações superiores a mil hectares. O caso mais emblemático foi o de Alta Floresta, onde o cultivo encolheu 6% em comparação ao ciclo anterior.

Rondônia: a força da pequena propriedade

Se o modelo de Mato Grosso impressiona pelos volumes absolutos, Rondônia chama a atenção dos analistas pela velocidade da sua transição no campo. O estado adicionou 26 mil hectares na safra 2025/26, atingindo uma área total de 730 mil hectares de soja. O dado mais robusto, no entanto, está no acumulado: nos últimos seis ciclos agrícolas, a arrancada rondoniense na área plantada foi de impressionantes 84,4%.

A grande diferença em relação ao vizinho do Centro-Oeste está no perfil de quem planta. Em Rondônia, a soja avança pelas mãos da agricultura familiar e de médio porte. As pequenas propriedades rurais são as grandes protagonistas da cultura no estado, liderando com 44% da área cultivada, superando as grandes fazendas, que detêm 38%. Os municípios de Alto Paraíso (+4,9 mil hectares) e a capital Porto Velho (+4,2 mil) foram os motores desse salto na Região Norte.

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O passaporte ambiental da lavoura

O estudo também cruzou a malha de satélites com os dados regulatórios de regularização fundiária, revelando que a expansão da soja na Amazônia e no Cerrado ocorre sob forte monitoramento. O índice de conformidade ambiental é elevado: em Mato Grosso, 97% de toda a área plantada com o grão já possui registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em Rondônia, o índice atinge 93% da área total.

Especialistas em inteligência de mercado apontam que esse nível de rastreabilidade tornou-se o padrão de segurança do setor. Em um mercado global cada vez mais restritivo a produtos de áreas de desmatamento, comprovar por meio de coordenadas geográficas e imagens de alta resolução que o crescimento de quase 300 mil hectares ocorre sobre áreas consolidadas e legalizadas funciona como um salvo-conduto. É a garantia de que a soja do Centro-Oeste e do Norte mantém suas portas abertas tanto para o mercado interno quanto para as exigentes gôndolas internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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