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Preços da carne suína sobem com melhor escoamento; setor enfrenta problemas no RS

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O mercado de carne suína apresentou sinais de recuperação nesta semana, com aumento nos preços tanto do quilo do suíno vivo quanto dos principais cortes no atacado. Allan Maia, analista da Safras & Mercado, atribuiu essa alta ao melhor escoamento da carne, impulsionado pela expectativa de um aumento no consumo devido ao Dia das Mães e à maior capitalização das famílias.

“Os cortes concorrentes, como os bovinos e o frango, estão com preços sustentados neste momento, o que pode tornar a carne suína mais atrativa no curto prazo. Além disso, os frigoríficos se mostraram mais ativos nas negociações nesta semana, enquanto os suinocultores apontam que a oferta de animais está passando por ajustes, o que pode levar a novos reajustes nos preços”, explicou Maia.

No entanto, o analista também destacou preocupações relacionadas aos problemas logísticos enfrentados pela suinocultura no Rio Grande do Sul, que também afetaram a avicultura. A falta de insumos e a dificuldade no transporte de animais para os abates podem causar sérios danos ao setor. “A normalização desta situação pode levar tempo, e o desabastecimento de insumos coloca em risco a alimentação dos suínos, afetando o ritmo dos abates. Além disso, há preocupações sobre a sanidade animal em um cenário de dificuldades logísticas”, acrescentou Maia.

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Preços do Suíno Vivo e dos Cortes Aumentam

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, a média de preços do quilo do suíno vivo no país subiu 5,88% durante a semana, chegando a R$ 6,13. Os preços dos cortes de pernil no atacado também aumentaram, passando de R$ 10,04 para R$ 10,71, um acréscimo de 6,61%. A carcaça teve uma alta de 10,12%, atingindo R$ 9,99.

Em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 120,00 para R$ 131,00. No Rio Grande do Sul, o preço do quilo vivo continuou estável na integração, a R$ 5,40, mas subiu no interior do estado de R$ 5,85 para R$ 6,30. Santa Catarina e Paraná também registraram altas nos preços do quilo vivo, assim como Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais.

Exportações de Carne Suína Mostram Queda no Valor Médio

Apesar do aumento nos preços no mercado interno, as exportações de carne suína “in natura” do Brasil em abril deste ano totalizaram US$ 222,756 milhões em 22 dias úteis, com uma média diária de US$ 10,125 milhões. O país exportou 96,822 mil toneladas, com uma média diária de 4,401 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.300,70.

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Quando comparado com abril de 2023, houve uma queda de 5,4% no valor médio diário, um ganho de 4,2% na quantidade média diária e uma redução de 9,2% no preço médio. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e refletem um cenário desafiador para as exportações de carne suína do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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