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Estudo sobre patogenicidade da Salmonella aponta novas estratégias de controle na produção animal

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Desafio da Salmonella na produção animal

Garantir a qualidade dos alimentos e a saúde dos rebanhos é um dos maiores desafios da produção animal moderna. Entre os principais riscos sanitários está a Salmonella, bactéria silenciosa e persistente que afeta aves, suínos e peixes, exigindo vigilância constante e integração entre todos os elos da cadeia produtiva.

Com o avanço das exigências sanitárias e o fortalecimento da competitividade no mercado global, o controle dessa bactéria demanda atualização técnica contínua e uso de estratégias mais eficientes.

FACTA promove simpósio sobre estratégias multiespécies

Com o objetivo de aprofundar o debate e apresentar novas soluções, a Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal realizará o Simpósio “Salmonella: o desafio invisível – Estratégias multiespécies para um futuro alimentar seguro”, nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Toledo.

O evento reunirá pesquisadores, profissionais da indústria e especialistas em biosseguridade para discutir estratégias integradas de controle e prevenção da Salmonella, com foco na segurança alimentar e no desenvolvimento sustentável da produção animal brasileira.

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Abordagem técnica e temas em destaque

A programação do simpósio abordará o panorama da bactéria no Brasil, analisando sua prevalência, a eficácia dos programas sanitários vigentes e o impacto nas cadeias produtivas de aves, suínos e peixes. Também serão apresentadas pesquisas sobre vacinas, probióticos e terapias inovadoras, voltadas ao controle mais eficiente da doença.

Entre os destaques, está a palestra sobre virulência e patogenicidade da Salmonella, ministrada pela professora Terezinha Knöbl, da Universidade de São Paulo. A especialista apresentará a diversidade genética das linhagens encontradas no país e explicará os mecanismos evolutivos que permitem a algumas cepas causar doenças graves, como a sepse em galinhas, enquanto outras se adaptam ao organismo humano, representando riscos zoonóticos.

Mecanismos de infecção e resistência antimicrobiana

Segundo Terezinha Knöbl, compreender o comportamento das diferentes linhagens da bactéria é essencial para desenvolver estratégias eficazes de controle. “Muitas cepas utilizam os antibióticos a seu favor, facilitando a colonização intestinal dos animais. É importante distinguir os mecanismos de infecção sistêmica daqueles observados nos grupos paratifoides, que têm impacto direto sobre a indústria de alimentos”, destaca a pesquisadora.

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Integração entre ciência e indústria

O presidente da FACTA, Ariel Mendes, reforça que o evento foi projetado para profissionais que buscam soluções práticas e integradas no campo e na indústria.

“O simpósio promove uma troca de experiências essencial entre pesquisadores e técnicos que atuam na linha de frente da biosseguridade. A participação é um passo importante para o futuro da produção animal e da segurança alimentar no país”, conclui Mendes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja e milho aceleram em maio e reforçam protagonismo do agro global

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As exportações brasileiras de grãos seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos e biocombustíveis. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam forte crescimento nos embarques de soja, farelo de soja e milho ao longo dos primeiros meses do ano, com destaque para o avanço previsto em maio.

Exportações de soja avançam e podem superar 16 milhões de toneladas em maio

Segundo a ANEC, os embarques de soja do Brasil devem atingir aproximadamente 16,1 milhões de toneladas em maio, volume superior aos 14,18 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

No acumulado do ano até maio, as exportações brasileiras da oleaginosa já somam cerca de 59,2 milhões de toneladas, mantendo o país em posição estratégica no abastecimento global.

A China continua liderando as compras da soja brasileira, respondendo por cerca de 70% das importações entre janeiro e abril de 2026. Espanha, Turquia, Tailândia e Paquistão aparecem na sequência entre os principais destinos do produto brasileiro.

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Milho ganha força nas exportações brasileiras

O milho também apresenta crescimento expressivo no mercado externo. A previsão da ANEC indica embarques de aproximadamente 419,6 mil toneladas em maio, número significativamente superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Entre os principais compradores do milho brasileiro em 2026 estão Egito, Vietnã e Irã, que juntos concentram grande parte da demanda internacional pelo cereal nacional.

O movimento reforça a competitividade do milho brasileiro no mercado global, especialmente diante da crescente demanda por ração animal e biocombustíveis em diversos países.

Farelo de soja mantém ritmo forte no comércio internacional

As exportações de farelo de soja também seguem aquecidas. A projeção para maio é de aproximadamente 2,78 milhões de toneladas, acima das 2,12 milhões embarcadas no mesmo período de 2025.

Os principais destinos do farelo brasileiro entre janeiro e abril foram Indonésia, Tailândia, Irã e países europeus, consolidando a presença do produto brasileiro em mercados estratégicos da indústria global de proteína animal.

Portos do Arco Sul e Norte sustentam fluxo recorde

Os dados da ANEC mostram ainda que os portos de Santos, Paranaguá, Barcarena, Itaqui e Rio Grande seguem liderando os embarques brasileiros de grãos.

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O Porto de Santos permanece como principal corredor logístico do agronegócio brasileiro, concentrando grande parte dos embarques de soja e milho. Já os terminais do Arco Norte seguem ampliando participação estratégica nas exportações, especialmente para mercados asiáticos e europeus.

Agro brasileiro amplia protagonismo no mercado global

O avanço das exportações ocorre em um cenário de forte demanda mundial por alimentos, proteínas e biocombustíveis. A combinação entre alta produção, capacidade logística e competitividade cambial mantém o Brasil em posição de destaque no comércio agrícola internacional.

Além da soja e do milho, o país também registra movimentação relevante em produtos como DDGS, sorgo e trigo, ampliando a diversificação da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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