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Mutirão do Março Lilás mobiliza mais de 10 mil atendimentos para saúde da mulher em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou no último final de semana, um grande mutirão de atendimentos nas 70 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital, como parte das ações da campanha Março Lilás, dedicada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer do colo do útero.

A mobilização resultou em 10.264 atendimentos em todas as regionais do município, ampliando o acesso das mulheres a serviços essenciais de prevenção, diagnóstico e cuidado integral.

Durante todo o dia, das 8h às 17h, as equipes da Atenção Primária ofertaram diversos serviços voltados à saúde feminina, incluindo consultas médicas e de enfermagem, coleta do exame citopatológico (preventivo), vacinação, testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), planejamento reprodutivo, além de orientações educativas.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou que o mutirão reforça o compromisso da gestão com a prevenção e o fortalecimento da Atenção Primária no município.

“Mobilizar todas as unidades em um único dia fortalece o acesso das mulheres aos serviços de saúde e amplia as oportunidades de cuidado. O câncer do colo do útero tem grandes chances de cura quando diagnosticado precocemente, por isso investir em prevenção é fundamental”, afirmou a secretária.

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A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, ressaltou que a estratégia do mutirão fortalece o vínculo das mulheres com as unidades de saúde e amplia a cobertura de exames preventivos no município.

“Nosso objetivo é facilitar o acesso das mulheres aos serviços de saúde, especialmente aquelas que, durante a semana, têm dificuldade de ir até a unidade. Ao ampliar os atendimentos e mobilizar todas as equipes da Atenção Primária, conseguimos intensificar a realização do exame preventivo, atualizar a vacinação e oferecer orientação em saúde, fortalecendo a prevenção e o cuidado contínuo”, afirmou.

Entre os atendimentos realizados, foram contabilizadas 1.484 consultas médicas e 1.331 consultas de enfermagem, reforçando o acompanhamento das pacientes na rede de Atenção Primária. Também foram realizados 851 exames citopatológicos, fundamentais para o rastreamento do câncer do colo do útero.

Na área de prevenção e diagnóstico, as equipes aplicaram 621 doses de vacinas e realizaram 1.168 testes rápidos para ISTs, ampliando a detecção precoce de possíveis infecções.

As ações também contemplaram a saúde reprodutiva, com 244 inserções do implante contraceptivo Implanon, além da oferta de métodos contraceptivos conforme indicação clínica.

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Outro destaque foi o grande número de procedimentos e triagens, com 3.545 registros, além de 853 atendimentos odontológicos, 162 dispensações de medicamentos e diversas atividades de educação em saúde e orientação às pacientes.

Em relação à distribuição regional dos atendimentos, a Regional Norte registrou o maior número de serviços realizados, com 3.005 atendimentos, seguida pela Regional Sul (2.704), Leste (1.961), Oeste (1.772) e Rural (822).

A SMS avalia que a mobilização teve impacto expressivo na ampliação do acesso das mulheres aos serviços preventivos, reforçando a importância de ações estratégicas como o mutirão para fortalecer o cuidado integral e o controle do câncer do colo do útero em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026 com impacto do El Niño e custos elevados

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A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve registrar nova retração em 2026, em meio a um cenário de custos elevados, menor atratividade econômica e aumento da percepção de risco climático associado ao fenômeno El Niño. A semeadura já teve início no Estado, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as principais cultivares.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o cenário inicial indica redução significativa da área cultivada em relação ao ciclo anterior, com impacto direto sobre o planejamento das lavouras.

Avanço inicial do plantio ocorre com limitações de umidade

As condições de tempo seco têm favorecido operações de manejo da resteva, dessecação e preparo de solo, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, a baixa umidade do solo em diversas regiões tem dificultado a germinação e emergência das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares.

Na safra anterior, o Estado cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produção de 3,45 milhões de toneladas e produtividade média de 2.968 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Fatores econômicos e climáticos pressionam decisão dos produtores

Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa de redução da área está ligada a três fatores principais: custos elevados de produção, baixa rentabilidade do cereal e maior percepção de risco climático durante o inverno e a primavera.

Mesmo com esse cenário, parte dos produtores tem optado por antecipar a semeadura em áreas sem financiamento ou seguro rural, buscando posicionar fases críticas da cultura, como florescimento e enchimento de grãos, fora dos períodos de maior intensidade de chuvas da primavera.

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Regiões gaúchas apresentam comportamento desigual na safra

Na Fronteira Oeste, municípios como Manoel Viana e São Borja registram avanço lento da semeadura. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações para melhorar a umidade do solo. Em São Borja, cresce o número de desistências do cultivo, impulsionado pela combinação entre incertezas climáticas, custos elevados e exigências de qualidade.

Na região da Campanha, produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparo do solo, com expectativa de início mais intenso do plantio no fim de junho.

Na Serra Gaúcha, a semeadura ainda não começou. Em Caxias do Sul, o plantio deve ocorrer entre a segunda quinzena de junho e início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração das atividades ocorre ao longo de julho. A estimativa regional aponta retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

Já na regional de Frederico Westphalen, a projeção inicial indica redução próxima de 20% na área plantada.

Avanço da semeadura ainda é pontual em algumas regiões

Em Ijuí, cerca de 7% da área projetada já foi semeada. As sementes encontram-se em fase de embebição, sem emergência observada até o momento. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e por melhores condições operacionais do solo, além da continuidade dos trabalhos de dessecação para controle de plantas espontâneas.

Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge cerca de 6% da área prevista, concentrada principalmente em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de menor incidência de geadas também tem estimulado a antecipação do plantio.

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Em Soledade, a projeção é de redução superior a 30% da área cultivada, com cerca de 7% já semeada até o momento.

Mudanças estruturais e migração de culturas

O boletim da Emater destaca ainda mudanças no perfil produtivo regional. Empresas do setor energético vêm incentivando o cultivo de grãos voltados à produção de etanol, o que tem estimulado a substituição parcial do trigo destinado à indústria alimentícia.

Além disso, a baixa disponibilidade de crédito e menor acesso a sementes fiscalizadas têm levado ao aumento do uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

Em algumas regiões, produtores também têm migrado para culturas alternativas como canola, carinata, linhaça e painço, diante da maior previsibilidade econômica dessas atividades.

Tendência de retração marca safra 2026

A combinação entre fatores climáticos, econômicos e estruturais reforça a expectativa de retração da safra de trigo no Rio Grande do Sul em 2026. Mesmo com o início do plantio dentro do período recomendado pelo ZARC, o cenário aponta para uma reconfiguração da cultura no Estado, com menor área e maior seletividade produtiva.

A evolução das chuvas nas próximas semanas e o comportamento do mercado serão determinantes para o ritmo final da semeadura e para o tamanho efetivo da safra gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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