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Mulheres ocupam 74% dos cargos na Prefeitura de Cuiabá e ampliam presença em funções de liderança

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A Prefeitura de Cuiabá tem uma forte presença feminina em sua estrutura administrativa. Atualmente, 74% do total de servidores do município são mulheres, consolidando uma participação majoritária no funcionamento da máquina pública. O protagonismo feminino também se reflete nos cargos comissionados, onde 74% das funções são ocupadas por mulheres, evidenciando a confiança e o espaço conquistado por servidoras em posições estratégicas da gestão municipal.

Ao todo, 12.490 mulheres integram o quadro de servidores ativos da prefeitura, atuando em diversas áreas da administração e contribuindo diretamente para a prestação de serviços à população. Esse protagonismo também se estende às posições de liderança.

Entre os cargos de gestão, 181 mulheres exercem funções de coordenação, representando 53,7% dessas posições. Nas diretorias, 66 mulheres ocupam cargos de direção, correspondendo a 47,1% do total. Já nas secretarias adjuntas, são 21 mulheres, o que representa 41,2% das funções.

No primeiro escalão da administração municipal, 8 secretarias são lideradas por mulheres, que conduzem áreas estratégicas da gestão e participam diretamente das decisões que impactam a cidade.

Para o prefeito, a presença feminina na administração pública vai além de um discurso de valorização: é resultado de decisões concretas que ampliam oportunidades e fortalecem a participação das mulheres nos espaços de poder.

“Valorizar as mulheres na gestão pública não é apenas uma pauta do mês de março. Aqui em Cuiabá, isso se traduz em oportunidades reais e em espaços de liderança ocupados por mulheres competentes e comprometidas com a cidade. Muito mais que discurso, são fatos concretos: mulheres que ajudam a decidir os rumos da nossa administração e que fazem a diferença no dia a dia da gestão”, destacou o prefeito.

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Entre as histórias que representam a dedicação das servidoras ao serviço público está a de Maria Auxiliadora Peixoto de Moura, considerada uma das funcionárias mais antigas da Prefeitura de Cuiabá. Ela iniciou sua trajetória no dia 3 de maio de 1976, quando o município era administrado pelo prefeito Rodrigues Palma. Com 42 anos de carreira no serviço público, Maria Auxiliadora recorda que seu primeiro local de trabalho foi a Secretaria Municipal de Saúde, onde atuou durante seis anos.

A jovem servidora Lhara Kawany Soares, integra o quadro da Prefeitura de Cuiabá desde 29 de novembro de 2006, quando ingressou como agente de saúde. Mesmo tendo iniciado a trajetória profissional ainda muito jovem, ela destaca o quanto a experiência tem contribuído para seu crescimento pessoal e profissional. “Sendo menor de idade, eu acho que foi uma grande conquista tanto pessoal quanto profissional. Se tornou uma grande oportunidade para aprender sobre uma área que eu não conhecia, mas que acabou despertando um grande interesse em mim”, relata. Para Lhara, a presença feminina no ambiente de trabalho precisa ser cada vez mais valorizada. “Ter mais vozes femininas falando sobre as nossas dificuldades no trabalho é importante, não importa a profissão”. Ao falar com outras mulheres, ela também deixa um incentivo: “Mesmo que pareça difícil, e realmente é, não é algo que se deva deixar passar. É uma oportunidade rara que exige esforço, mas as recompensas são satisfatórias”.

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Foi nesse período que decidiu ampliar seus conhecimentos e participou de um curso de datilografia oferecido pela Secretaria de Administração — habilidade essencial na época para o trabalho administrativo, quando grande parte dos documentos oficiais ainda era produzida em máquinas de datilografia. A trajetória da servidora representa o compromisso e a dedicação de mulheres que ajudaram a construir, ao longo das décadas, a história e o funcionamento da administração pública de Cuiabá.

No mês dedicado às mulheres, os números reforçam o papel fundamental das servidoras na construção de políticas públicas, na gestão administrativa e no atendimento direto à população. A presença feminina expressiva demonstra um ambiente institucional cada vez mais plural e representativo dentro da Prefeitura de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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