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RenovaBio inicia 2026 com metas menores e preços de CBios em queda, aponta relatório do Itaú BBA

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Metas individuais de distribuidoras são revistas para baixo

O programa RenovaBio, política nacional de incentivo à descarbonização do setor de combustíveis, iniciou o ano de 2026 com redução nas metas de aposentadoria de CBios, segundo o Monitoramento RenovaBio – Fevereiro 2026, elaborado pela Consultoria Agro Itaú BBA.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou que o total de metas individualizadas para 2025 somou 45,28 milhões de CBios, abaixo da meta definitiva de 49,4 milhões anunciada anteriormente. Essa diferença de cerca de 4 milhões de CBios se deve a decisões judiciais e ajustes contratuais que reduziram temporariamente a demanda de algumas distribuidoras, sem alterar a oferta total de créditos no mercado.

Com essa revisão, o estoque de CBios não aposentados ao fim de 2025 ficou em torno de 5,2 milhões, número menor do que o estimado anteriormente (9,2 milhões). Para 2026, as metas definitivas devem atingir 50,3 milhões de CBios, patamar inferior aos 54,3 milhões esperados pelo mercado.

O relatório destaca ainda que os volumes atualmente fora do cálculo oficial poderão retornar, caso as liminares sejam revertidas, o que elevaria novamente a demanda regulatória.

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Preço dos CBios cai 43% no início do ano

Entre janeiro e fevereiro de 2026, o preço médio dos CBios ficou em R$ 31,40, uma queda de 43% em relação à média de 2025 (R$ 54,70). Apesar da desvalorização, o mercado apresentou sinais de retomada ao fim de fevereiro, quando o preço fechou em R$ 31,28, alta de 7% sobre janeiro.

O volume negociado também cresceu: 9,1 milhões de créditos foram transacionados em fevereiro, um avanço de 66% frente a janeiro e 2% acima do registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, as negociações somaram 14,5 milhões de CBios.

Emissões permanecem estáveis

A emissão de CBios apresentou leve recuo em comparação a 2025. Em janeiro, foram depositados 3,7 milhões de créditos, queda de 2%, enquanto em fevereiro o total foi de 3,4 milhões, praticamente estável (+0,3%). O acumulado do bimestre alcançou 7,1 milhões de CBios, 1% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Estoques totais somam 22,5 milhões de créditos

O balanço de oferta e demanda mostra que o mercado iniciou 2026 com estoque inicial de 19,5 milhões de CBios. Entre janeiro e fevereiro, 7,2 milhões foram emitidos e 3,7 milhões aposentados, resultando em um estoque final de 22,5 milhões.

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Desse total, cerca de 7,7 milhões de créditos estavam com as partes obrigadas (como distribuidoras), 14,5 milhões com emissores e 0,5 milhão com investidores não obrigados.

Cronograma de metas segue ajustado

O cronograma de aposentadorias do RenovaBio segue o modelo estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e pela Ministério de Minas e Energia (MME), com comprovação das metas de redução de emissões até 31 de dezembro de cada ano.

O relatório reforça que, apesar das revisões recentes, o RenovaBio mantém um estoque robusto e capacidade estável de emissão, o que contribui para a segurança regulatória do programa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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