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Prefeitura inaugura EMEB Jescelino Reiners e atende 560 alunos no Jardim Novo Horizonte

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O prefeito Abilio Brunini inaugurou, na manhã desta quinta-feira (5), a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Jescelino José Reiners, localizada na Avenida Goiás, nº 441, no bairro Jardim Novo Horizonte, em Cuiabá. A nova unidade passa a atender 560 alunos do ensino fundamental, distribuídos nos períodos matutino e vespertino, com início imediato das atividades escolares.

A escola conta com 18 salas de aula, sendo duas destinadas a atividades pedagógicas multifuncionais voltadas a alunos com neurodivergências, como o autismo. A estrutura também inclui banheiros adaptados para Pessoas com Deficiência (PCDs), quadra poliesportiva com vestiários e espaços adequados para práticas esportivas como futsal, vôlei e handebol. Construída em uma área de 2.729,10 metros quadrados, a unidade foi equipada para oferecer um ambiente moderno e adequado ao aprendizado.

A entrega da escola marca o fim de uma espera de mais de oito anos para os moradores do bairro. Durante esse período, as obras ficaram paralisadas e os estudantes do Jardim Novo Horizonte precisaram frequentar escolas no bairro Planalto, a alguns quilômetros de distância.

Durante a cerimônia, o prefeito destacou que a atual gestão conseguiu destravar a obra e concluí-la em apenas oito meses.

“Imagina uma obra da educação demorar oito anos para ser feita. A maioria dessas crianças que estão aqui hoje nem teve a oportunidade de estudar nessa escola. Com muito esforço e dedicação, em oito meses conseguimos entregar essa obra que estava parada, com dívida e em atraso. Educação não pode esperar”, afirmou Abilio Brunini.

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O secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes, reforçou o compromisso da gestão em recuperar obras e fortalecer a rede municipal de ensino.

“Foram oito anos com essa escola parada e, em oito meses, com gestão e responsabilidade, conseguimos retomar a obra e entregá-la hoje para a comunidade. Estamos trabalhando para melhorar a infraestrutura das escolas, valorizar os profissionais e garantir melhores resultados de aprendizagem para nossas crianças”, declarou.

A cerimônia também contou com a presença da irmã do homenageado que dá nome à escola, Esmeralda Reiners, que agradeceu pela homenagem ao educador.

“Em nome da família Reiners, agradeço a reinauguração e a homenagem ao professor Jesselino José Reiners. Ele foi um grande educador e um dos fundadores da Universidade Federal de Mato Grosso. O que mais precisamos no nosso país é de uma base escolar forte, e sabemos que isso é construído em escolas como esta”, disse.

Além do prefeito e do secretário, participaram da cerimônia os vereadores Cezinha Nascimento, Ilde Taques, Samantha Íris e Dilemário Alencar, além do deputado estadual Elizeu Nascimento.

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Mais do que um ato oficial, a reinauguração teve clima de festa no bairro. As crianças receberam o prefeito e as autoridades com sorrisos largos, curiosidade e muita energia. Professores, pais e moradores se reuniram na nova escola para celebrar a retomada de um espaço aguardado há anos pela comunidade.

Entre os presentes estava dona Maria Perpétua, moradora antiga do Jardim Novo Horizonte. Ela contou que dois de seus netos chegaram a estudar na escola antes de ela fechar, há mais de oito anos, e que agora poderá ver mais uma geração da família passar pelas mesmas salas de aula.

“Minha terceira neta estava estudando no bairro Planalto, que fica um pouco distante daqui. Agora ela vai poder estudar perto de casa. E eu ainda vou ver ela se formar aqui”, disse emocionada.

Durante a visita, Abilio Brunini também entrou no clima das crianças. Conversou com os alunos, respondeu perguntas, brincou com eles e até aproveitou a quadra recém-inaugurada para bater bola com os estudantes, transformando a cerimônia em um momento de celebração coletiva para toda a comunidade escolar.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportação de carne bovina aos EUA expõe frigoríficos brasileiros a até 2,8 milhões de hectares de risco de desmatamento na Amazônia Legal

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As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram forte expansão na última década, mas um novo levantamento acende alerta sobre riscos ambientais associados à cadeia produtiva.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques para o mercado norte-americano cresceram de 33.210 toneladas em 2016 para 271.826 toneladas em 2025, evidenciando a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico.

No entanto, um estudo do Radar Verde aponta que frigoríficos habilitados na Amazônia Legal permanecem expostos a áreas com alto risco de desmatamento em suas cadeias de fornecimento.

Exposição ao risco pode chegar a 2,8 milhões de hectares

A análise avaliou sete empresas responsáveis por 15 frigoríficos habilitados a exportar carne para os Estados Unidos, com capacidade média de abate de 11.270 cabeças por dia.

De acordo com o estudo, essas unidades estão expostas a áreas de risco que variam entre 144 mil hectares e 2,8 milhões de hectares, considerando regiões com:

  • Áreas embargadas por desmatamento ilegal
  • Registros recentes de desmatamento
  • Potencial de desmatamento futuro em áreas fornecedoras

As regiões com maior concentração de risco estão localizadas principalmente em Mato Grosso e Rondônia, dentro da Amazônia Legal.

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Falhas de rastreabilidade e baixa transparência na cadeia

O estudo destaca que, apesar de 93% das plantas frigoríficas possuírem Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com o Ministério Público Federal, não há evidências consistentes de implementação efetiva ou monitoramento contínuo das políticas ambientais.

Outro ponto crítico é a rastreabilidade da cadeia produtiva:

  • 11 das 15 plantas controlam apenas fornecedores diretos
  • Nenhuma empresa apresentou dados auditados de fornecedores indiretos

Essa lacuna compromete a rastreabilidade completa do gado e dificulta a verificação de origem livre de desmatamento.

Proposta de lei nos EUA pode impactar exportações brasileiras

O estudo também avalia o cenário regulatório à luz da proposta conhecida como Forest Act 2023, ainda em tramitação no Congresso norte-americano.

A proposta exige que importadores de commodities como carne bovina, soja e cacau comprovem que os produtos não estão associados ao desmatamento ilegal, por meio de sistemas de due diligence e rastreabilidade completa.

Segundo o Radar Verde, caso a legislação estivesse em vigor atualmente, as exportações brasileiras de carne não estariam plenamente em conformidade com os requisitos propostos.

Pressões globais e impacto na produção agropecuária

O crescimento das exportações brasileiras para os EUA também está relacionado à necessidade de estabilização da oferta de alimentos no mercado norte-americano, em um cenário de inflação e eventos climáticos extremos que afetam a produção global.

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O estudo destaca ainda que a pecuária responde por 71% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, considerando emissões diretas e mudanças no uso da terra, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Recomendações apontam para rastreabilidade total da cadeia

Entre as principais recomendações do estudo estão:

  • Priorizar compras de frigoríficos com baixo risco de desmatamento
  • Implementar rastreabilidade completa, incluindo fornecedores indiretos
  • Fortalecer mecanismos de controle e auditoria independente
  • Considerar restrições a produtos oriundos de áreas recentemente desmatadas

O Radar Verde também alerta que lacunas regulatórias podem incentivar o avanço do desmatamento caso não haja maior rigor nas exigências de mercado internacional.

Cenário reforça pressão sobre o agronegócio exportador

O levantamento evidencia que, embora o Brasil amplie sua participação no mercado global de carne bovina, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à rastreabilidade, conformidade ambiental e exigências regulatórias internacionais.

O avanço das exportações dependerá cada vez mais da capacidade de comprovar sustentabilidade e origem livre de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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