AGRONEGÓCIO

Rincon del Sarandy celebra 30 anos com megaleilão histórico e liquidação total do plantel

Publicado em

Em comemoração aos seus 30 anos de história, a Rincon del Sarandy, tradicional cabanha de Uruguaiana (RS), anunciou a liquidação completa de seu plantel. Serão vendidos 2,5 mil animais das raças Angus, Brangus, Ultrablack e manada Crioula, em um megaleilão virtual que ocorrerá entre 30 de maio e 10 de junho, dividido em 12 dias de remates por categoria.

O leilão, considerado inédito pelo porte e pela qualidade genética, será conduzido pelo leiloeiro Fábio Crespo, em parceria com os times da Parceria Leilões e Programa Leilões.

“A Liquidação Rincon leva ao mercado a oferta rara e integral de uma genética multipremiada. É a venda de um legado construído por gerações que, além de resultado, carrega identidade”, destacou Crespo.

Tradição familiar e legado da Rincon del Sarandy

Fundada em 1996 por Claudia Indarte Silva, ao lado dos filhos Ignacio e Martin, a Rincon del Sarandy nasceu em terras herdadas do pecuarista Neco Tellechea. Ao longo de três décadas, a cabanha conquistou mais de 500 prêmios em julgamentos de raças e 50 grandes campeonatos, tornando-se referência na raça Angus no país.

“Meus filhos aprenderam no campo que grandes conquistas são fruto de paciência e dedicação. Essa sempre foi a essência da Rincon”, comentou Claudia.

Motivos da liquidação e novos rumos da família

Segundo Martin Tellechea, a decisão de vender todo o plantel reflete o desejo de se dedicar a projetos pessoais fora da pecuária, incluindo restaurantes e negócios de carne premium. Já Ignacio Tellechea seguirá atuando na pecuária com um projeto próprio, mantendo a marca Rincon del Sarandy, e preservou 500 embriões das melhores doadoras do plantel como base do novo criatório, chamado de Rincon 2.0.

“Só o Brasil tem condições de produzir a proteína animal que o mundo demandará nos próximos anos. Reprodutores e matrizes adaptados e funcionais são o futuro da produção de proteína de alta qualidade nos diferentes biomas”, afirmou Ignacio.

Oportunidade para o mercado em ano de retomada de preços

O megaleilão chega em um momento favorável para a pecuária, com alta demanda por fêmeas e genética funcional. Para o consultor e pecuarista Felipe Cassol, a liquidação representa uma oportunidade rara para compradores adquirirem genética premium e consolidada no país.

“É um ato de muito desprendimento, que dá ao mercado uma oportunidade única”, acrescentou.

Agenda de celebração dos 30 anos

As comemorações começam em 18 de maio com o Rincon Day, dia de campo que integra a Expoutono de Uruguaiana, com apresentação do gado na fazenda, leilão de um animal de cada categoria para os presentes e Sunset com carne premium, oferecendo experiência completa aos participantes.

Leia Também:  Cafeicultoras da Região Vulcânica discutem a importância da produção sustentável

O evento promete fortalecer o legado da Rincon e divulgar sua genética multipremiada para o mercado nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

Published

on

O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

Leia Também:  Cafeicultoras da Região Vulcânica discutem a importância da produção sustentável

Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

Leia Também:  Agricultura regenerativa avança na Fazenda Paiaguás (MT) com projeto-piloto da RTRS

Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA