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Cafeicultoras da Região Vulcânica discutem a importância da produção sustentável

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Na próxima sexta-feira, Dia Internacional da Mulher (8/3), cafeicultoras mineiras e paulistas se reúnem para discutir sobre produção sustentável durante o 3ª Encontro das Mulheres da Região Vulcânica. O evento será realizado das 8h às 17h, na cidade de Divinolândia, em São Paulo. Informações pelo site da Sympla.

Com o tema “Mulheres que cuidam do solo vulcânico”, o encontro vai tratar sobre o manejo regenerativo do solo, os desafios e as oportunidades associadas a essa nova abordagem de produção e a adoção de práticas agroecológicas fundamentais para a preservação do meio ambiente, para a melhoria da qualidade do produto e valorização do café no mercado.

Além das discussões sobre manejo do solo, a programação do evento incluirá palestras, workshops e painéis que abordarão desde o trabalho das mulheres na cafeicultura, e questões ligadas ao empoderamento feminino e à sucessão familiar no campo, até dicas sobre comercialização de cafés especiais, marketing pessoal e como se preparar para competir de forma eficaz no mercado de cafés

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O Encontro das Mulheres da Região Vulcânica é uma realização da Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica, Prefeitura Municipal de Divinolândia, Sebrae Minas, Sebrae-SP, Sindicato Rural de Divinolândia, FAESP/SENAR-SP, Associação dos Cafeicultores de Montanha de Divinolândia (APROD), Associação dos Cafeicultores do Bairro do Ribeirão do Santo Antônio (ACRISA), Instituto Federal do Sul de Minas, Instituto Federal de São Paulo, Sindicato dos Produtores Rurais de Poços de Caldas, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), EMATER-MG e Café Poços.

Apoio à cafeicultura

Na região de solo vulcânico são mais de 7 mil cafeicultores, que produzem 1,79 milhão de sacas anualmente, em uma área plantada de 53.427 há. A atividade cafeeira é responsável pela geração de quase 900 mil empregos diretos e indiretos em 12 municípios, oito no Sul de Minas Gerais – Andradas, Bandeira do Sul, Botelhos, Cabo Verde, Caldas, Campestre, Ibitiúra de Minas e Poços de Caldas – e quatro no Nordeste de São Paulo – Águas da Prata, Caconde , Divinolândia e São Sebastião da Grama.

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Desde 2016, o Sebrae Minas desenvolve ações na região, em parceria com os cafeicultores mineiros, voltadas para estruturação de estratégias de mercado, governança e qualidade do café. Outras frentes de trabalho são o fortalecimento da marca por meio da participação em feiras e eventos de degustação e o reconhecimento e a abertura para o mercado internacional.

Com a conquista da marca coletiva, em 2021, os produtores estão em processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) para a chamada “Região Vulcânica”, registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Associação de Produtores do Café da Região Vulcânica

  • 3ª Encontro das Mulheres da Região Vulcânica
    • Dia 8 de março, quinta-feira, das 8h às 17h
    • Pesqueiro Recanto dos Lagos
    • Divinolândia/SP
    • Informações

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae Minas

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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