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Paraná lança plataforma CigarrinhaWeb para monitorar e combater praga do milho

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Nova ferramenta fortalece combate à cigarrinha-do-milho

Os produtores rurais do Paraná ganharam um novo aliado no controle da cigarrinha-do-milho, praga que causa grandes prejuízos à cultura do cereal. A plataforma CigarrinhaWeb foi lançada nesta terça-feira (10), durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), e promete revolucionar o monitoramento e o manejo da praga no Estado.

O evento contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, do diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, e do diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, além de outras autoridades e lideranças do setor agropecuário.

“Como produtor rural, conheço os desafios do campo e os danos causados pela cigarrinha. Essa ferramenta vem para somar e será muito importante para a agricultura do Paraná”, afirmou Marcio Nunes durante o lançamento.

Tecnologia a favor da produtividade

A CigarrinhaWeb é uma ferramenta digital que centraliza informações sobre o monitoramento da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), inseto transmissor do complexo de enfezamentos, um conjunto de doenças que reduz a produtividade e a qualidade dos grãos, podendo até causar o tombamento das plantas em casos severos.

Com base nos dados disponibilizados pela plataforma, produtores e técnicos poderão adotar estratégias mais precisas de manejo e controle, guiadas por um panorama atualizado da distribuição e densidade populacional da praga no Estado.

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Além disso, o sistema reúne uma série histórica de informações, criando uma base sólida para pesquisas e análises futuras, o que deve fortalecer o trabalho de prevenção e inovação tecnológica no campo.

Parceria entre instituições reforça rede de monitoramento

O projeto é resultado do trabalho da Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), uma iniciativa conjunta do Sistema FAEP, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo Nelson Bona, representante da Rede CEM, a plataforma representa um avanço estratégico para o setor.

“A ferramenta vai beneficiar não apenas o Paraná, mas todo o Brasil, pois combate um dos principais problemas da produção de milho: a cigarrinha. O produtor, muitas vezes, gasta muito e sem eficiência. Agora, terá informações precisas para agir melhor”, destacou.

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, reforçou o impacto positivo do projeto:

“Essa plataforma vai contribuir para aumentar a produtividade e a eficiência da atividade agrícola mais importante do Paraná. É uma entrega que representa avanço e inovação no campo.”

Mapa interativo traz transparência e acesso a dados

Um dos destaques da CigarrinhaWeb é o mapa interativo, que mostra a localização das armadilhas adesivas instaladas em diferentes regiões do Estado e o número de insetos capturados em cada ponto. As informações são atualizadas semanalmente, permitindo acompanhar a evolução da praga em tempo real.

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Além de ampliar a transparência das informações, a plataforma torna acessíveis dados antes restritos a técnicos e instituições, fortalecendo o planejamento das ações de manejo e a tomada de decisão no campo.

Paraná se destaca no uso de tecnologia para o agronegócio

Com o lançamento da CigarrinhaWeb, o Paraná se consolida como referência nacional em monitoramento e gestão de pragas agrícolas, investindo em inovação, integração de dados e capacitação técnica para proteger a cultura do milho — uma das bases da economia agropecuária do Estado.

A iniciativa também reforça o compromisso do governo estadual e de suas instituições parceiras em garantir mais segurança e sustentabilidade à produção agrícola, reduzindo perdas e fortalecendo o agronegócio paranaense no cenário nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

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A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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