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Réveillon da Família garantirá o direito das pessoas com deficiência

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A programação de fim de ano organizada pela Prefeitura de Cuiabá será marcada por ações de acessibilidade e inclusão no Réveillon da Família 2026, que acontece no Parque das Águas. O evento contará com estrutura física adaptada, profissionais especializados e serviços voltados a garantir a participação de pessoas com deficiência em igualdade de condições com os demais cidadãos.

Planejado sob orientação do prefeito Abilio Brunini, o Réveillon foi estruturado para assegurar acesso, segurança e autonomia ao público. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em promover eventos públicos que atendam às diferentes necessidades da população, considerando que, historicamente, celebrações de grande porte na capital apresentavam limitações nesse aspecto.

Entre as medidas adotadas estão a presença de seis profissionais intérpretes de Libras ao longo de toda a programação. Quatro atuarão diretamente no palco durante os shows, enquanto dois permanecerão na área reservada ao público PCD, oferecendo atendimento e suporte contínuos às pessoas com deficiência auditiva.

O evento também contará com um camarote exclusivo para pessoas com deficiência, instalado em frente ao palco. O espaço terá acesso controlado por pulseiras de identificação, equipe de apoio e acompanhamento permanente durante as apresentações, garantindo melhor visibilidade e condições adequadas de permanência no local.

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A estrutura física do Parque das Águas foi preparada para receber o público com acessibilidade. Estão previstos banheiros químicos adaptados para cadeirantes, banheiro acessível fixo, áreas de circulação adequadas, além de estacionamento exclusivo para PCDs. O estacionamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso estará liberado para atender à demanda do público.

“A programação do Réveillon da Família Parque das Águas foi pensada para reunir pessoas de todas as idades em um ambiente seguro, acolhedor e acessível. Isso representa um marco, tendo em vista as dificuldades que costumam permear o caminho desse público”, afirmou o secretário adjunto de Inclusão, Andrico Xavier.

Para ampliar o acesso da população, o transporte público será gratuito durante o evento. A programação musical inclui Banda Roda de Saron, Fernanda Brum, Samuel Eleotério, Banda Gaudium, Banda Os Bençãos, Bruno Cerqueira e DJ Pedrinho.

A virada do ano terá show de fogos com efeitos visuais e painel de LED com contagem regressiva. O público também contará com praça de alimentação com opções da gastronomia regional, preços acessíveis e comercialização exclusiva de bebidas sem álcool.

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“Mais do que uma festa, o Réveillon da Família de Cuiabá representa respeito, representatividade e pertencimento. Todas as pessoas com deficiência que desejarem participar serão bem-vindas, acolhidas e respeitadas. A Prefeitura de Cuiabá reforça, com esta iniciativa, que inclusão não é um diferencial, mas um compromisso permanente com a cidadania”, destacou o secretário municipal de Cultura, Johnny Everson.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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