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Suzano projeta investimento de R$ 10,9 bilhões em 2026, com foco em manutenção e eficiência florestal

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A Suzano, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, anunciou nesta terça-feira (10) que prevê investimento de R$ 10,9 bilhões em 2026, valor inferior aos R$ 13,3 bilhões estimados para 2025, conforme comunicado ao mercado.

A companhia destacou que o menor volume de aportes no próximo ano reflete redução nos custos de manutenção florestal, resultado de ganhos de eficiência e do acordo de permuta de madeira em pé firmado com a Eldorado Brasil.

Manutenção concentra maior parte dos investimentos

Segundo o planejamento divulgado, R$ 7,3 bilhões do total previsto para 2026 serão destinados à manutenção das instalações industriais e florestais. Outros R$ 2,6 bilhões devem ser aplicados em terras e florestas, enquanto R$ 800 milhões serão voltados a projetos de expansão e modernização das operações.

A empresa informou que o investimento em manutenção será menor em relação a 2025, principalmente por conta da redução nas necessidades de plantio e na compra de madeira em pé — dois dos principais componentes de custo da atividade florestal.

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Acordo com a Eldorado reduz necessidade de plantios

A Suzano explicou que a diminuição do investimento em manutenção florestal decorre diretamente do acordo de permuta de madeira firmado em agosto de 2025 com a Eldorado Brasil, envolvendo 18 milhões de metros cúbicos de madeira em pé no Mato Grosso do Sul.

Pelo acordo, a Suzano colherá o volume acordado entre 2025 e 2027, enquanto a Eldorado colherá quantidade equivalente das áreas da Suzano no período de 2028 a 2031.

A empresa afirmou que a permuta otimiza a gestão dos recursos florestais, reduz custos logísticos e garante melhor equilíbrio entre oferta e demanda de madeira em suas operações de longo prazo.

Estratégia mantém foco em sustentabilidade e produtividade

Com o novo plano de investimentos, a Suzano busca manter o equilíbrio financeiro e reforçar sua estratégia de eficiência operacional, ao mesmo tempo em que preserva os investimentos estruturantes em sustentabilidade e expansão industrial.

O cronograma de aportes considera o avanço das metas de modernização tecnológica, redução de emissões e uso racional dos recursos florestais, pilares centrais da estratégia da companhia para os próximos anos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atvos anuncia primeira usina de etanol de milho em Mato Grosso do Sul e acelera estratégia de transição energética

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A Atvos anunciou a implantação de sua primeira unidade dedicada à produção de etanol de milho, em um movimento estratégico que reforça sua atuação no setor de energia renovável e amplia sua contribuição para a segurança energética do país.

O projeto será desenvolvido na Unidade Santa Luzia, localizada em Mato Grosso do Sul, e prevê a integração entre o processamento de cana-de-açúcar e milho. A iniciativa permitirá operação contínua ao longo do ano, com ganho de eficiência produtiva, melhor aproveitamento de ativos industriais e aumento de competitividade.

Capacidade industrial e produção integrada

Com a nova estrutura, a unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano. A produção estimada inclui:

  • 273 mil metros cúbicos de etanol por ano
  • 183 mil toneladas de DDG (coproduto utilizado na nutrição animal)
  • 13 mil toneladas de óleo de milho

A estratégia também reforça a diversificação do portfólio da companhia, que passa a consolidar o milho como vetor complementar à cana-de-açúcar, além de integrar outras rotas tecnológicas como o biometano.

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Economia circular e uso eficiente de recursos

O projeto está inserido em um modelo de produção baseado na economia circular e no uso múltiplo da terra. A estrutura prevê o reaproveitamento de subprodutos, como o uso do bagaço da cana, para geração de energia utilizada no próprio processo produtivo do etanol de milho.

Esse modelo contribui para maior eficiência energética e redução de desperdícios, além de fortalecer o conceito de produção integrada entre energia e alimentos.

Impacto econômico e geração de empregos

Durante a fase de implantação, o empreendimento deve gerar aproximadamente 2.000 empregos, impulsionando a economia local e fortalecendo o desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul.

O estado, segundo a companhia, se consolida como um dos principais polos estratégicos para projetos ligados à transição energética, apoiado por políticas de incentivo à bioenergia.

Transição energética e visão de longo prazo

De acordo com o CEO da Atvos, Bruno Serapião, o investimento está alinhado à estratégia de crescimento sustentável da empresa e à ampliação da oferta de biocombustíveis em escala global.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis”, afirma o executivo.

Ele destaca ainda que a solidez operacional e financeira da companhia permite avançar em projetos estruturantes mesmo em cenários globais desafiadores.

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Etanol e descarbonização do transporte

O etanol segue como uma das principais soluções tecnológicas para a mobilidade sustentável, com produção escalável e menor intensidade de carbono. O combustível é apontado como alternativa relevante para a descarbonização de setores como transporte marítimo e aviação.

Com a entrada no etanol de milho, a Atvos reforça sua posição no avanço da transição energética brasileira, combinando diversificação de matérias-primas, ganho de escala e eficiência operacional para ampliar a oferta de energia renovável no Brasil e no mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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