AGRONEGÓCIO

Programa Piano Gente encerra 3º ciclo em Cuiabá com balé, saxofone e piano

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A Prefeitura de Cuiabá encerra nesta segunda-feira (15) o terceiro ciclo de apresentações do programa Piano Gente. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SME) que leva às creches e escolas das zonas urbana e rural apresentações de balé, saxofone e piano.

A ideia é proporcionar momentos de arte, cultura e lazer aos estudantes das séries iniciais e do ensino fundamental. No total, 76 unidades de ensino, ao longo de 2025, receberam a equipe do Programa Piano Gente, contemplando instituições das áreas urbana e rural.

Nesta segunda-feira (15), a apresentação ocorrerá às 9h na Escola José do Carmo Cabral, localizada no bairro Osmar Cabral. Às 15h, a última exibição do espetáculo acontecerá no Cinturão Verde, zona rural localizada nas proximidades do bairro Pedra 90.

A apresentação cultural tem duração média de uma hora e é conduzida pelo músico Dário Scherner, idealizador do programa Piano Gente, pelo saxofonista Juscimar Vida, pelo pianista Arthur Scharneski e pela bailarina Julia Fernandes, que acumula experiências em exibições nos grupos Flor Ribeirinha e Flauta Mágica.

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Música, cultura, arte e inclusão

O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, avalia que o projeto Piano Gente contribui para a formação cultural, emocional e cidadã dos estudantes do ensino fundamental a partir de experiências musicais significativas no ambiente escolar.

“Nossa ideia é democratizar o conhecimento. Levar aos estudantes e professores o conhecimento da arte, que envolve emoção e imaginação, e é imprescindível para a formação humana”, afirma o secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes.

Idealizador do projeto, o músico Dário Scherner explica que a ideia do Piano Gente surgiu ainda na infância, nos momentos em que tocava piano com o pai, que também tinha a identidade de Dário Scherner.

Ele destaca que o objetivo do projeto é garantir acesso à cultura e, ao mesmo tempo, promover a interação social.

“O projeto rompe com a ideia elitista da música erudita, democratizando o acesso à arte e possibilitando experiências estéticas de alta qualidade no cotidiano escolar. O Piano Gente contribui para a promoção da saúde emocional dos estudantes, atuando como espaço de escuta, acolhimento e pertencimento, especialmente para aqueles que enfrentam realidades sociais marcadas por vulnerabilidades.”

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Sugestão de pauta

Data: segunda-feira, 15 de dezembro
Horário e local: 9h na Escola Municipal José do Carmo Cabral, bairro Osmar Cabral
Horário e Local: 15h no Cinturão Verde, zona rural próxima ao bairro Pedra 90
Pauta: Encerramento do Programa Piano Gente

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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