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Exportações de melão recuam em janeiro, mas acumulado da safra 2025/26 segue em alta

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As exportações de melão do Brasil registraram retração em janeiro, conforme dados do Comex Stat. O volume exportado caiu 18% em comparação a dezembro, totalizando 32,7 mil toneladas. A receita também apresentou queda de 16%, ficando próxima de US$ 28 milhões (FOB).

De acordo com o Hortifrúti/Cepea, o recuo está relacionado à reta final da campanha 2025/26 nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, principais polos exportadores da fruta.

Colheitas antecipadas e impacto das chuvas no Nordeste

Em algumas propriedades, a colheita foi encerrada antes do previsto. Produtores decidiram antecipar o corte dos frutos por receio do período chuvoso entre janeiro e março, mesmo com previsão de precipitações abaixo da média. Essa decisão reduziu o volume disponível para exportação no primeiro mês do ano.

Concorrência da América Central ganha força

Enquanto o Brasil reduz seus embarques, países da América Central ampliam sua presença no mercado. Segundo informações do portal internacional Fresh Plaza, a Costa Rica expandiu sua área produtiva, e a Guatemala também projeta maior volume de exportação nesta temporada.

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Esse movimento pode intensificar a concorrência e limitar o espaço do melão brasileiro durante a entressafra, entre abril e junho — período em que o país vinha registrando volumes acima da média nos últimos dois anos.

Desempenho acumulado da safra ainda é positivo

Apesar da retração em janeiro, o acumulado da safra 2025/26 segue com resultado favorável. Entre agosto e janeiro, o Brasil exportou 194,1 mil toneladas, representando um aumento de 6% em relação ao mesmo período da safra anterior (2024/25).

Perspectivas para a próxima safra

Com a previsão de chuvas abaixo da média no RN e CE, há expectativa de que a safra 2026/27 possa ser antecipada, iniciando entre junho e julho, e não em agosto, como ocorre tradicionalmente.

Segundo agentes do setor, essa condição climática pode favorecer a retomada mais rápida das exportações brasileiras no segundo semestre, reforçando o protagonismo do Brasil no mercado internacional de melões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

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O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

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Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

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Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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