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Balanço da Emater-MG de 2023 mostra diversas ações relevantes

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Um balanço inicial das ações da Emater-MG em 2023 mostra que a empresa realizou muitas atividades e entregas relevantes para a sociedade mineira no ano. Um dos destaques foi o lançamento da plataforma de vendas on-line É do Campo (www.edocampo.com.br), que comercializa produtos do meio rural. Outra novidade do ano é o catálogo Ruralidade Viva – Catálogo de Produtos e Experiências Turísticas da Agricultura Familiar e Produtores Rurais. Na parte de obras, houve o conserto do vazamento de um canal no Jaíba e o desassoreamento de barragens, em Salinas.

O site É do Campo (www.edocampo.com.br) reúne inicialmente a produção de 40 agricultores mineiros. São aproximadamente 250 itens para escolha, que serão entregues no endereço escolhido pelo comprador. O É do Campo tem por objetivo ampliar as vendas da agricultura familiar, por meio do comércio on-line. Nas próximas semanas, mais 60 agricultores terão seus produtos incluídos na plataforma. “É o primeiro marketplace público governamental no país, que trabalha os produtos da agricultura familiar. No site, todo o Brasil pode ter acesso à diversidade da produção agropecuária de Minas Gerais, como cachaças, doces, cafés, queijos, entre outros itens”, ressalta o diretor-presidente da Emater-MG Otávio Maia. Os produtores interessados em comercializar no É do Campo devem procurar os escritórios da Emater-MG, verificar se atendem os requisitos de participação, preencher um cadastro e apresentar os documentos obrigatórios, conforme a mercadoria a ser vendida.

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Cultura mineira

Já o Ruralidade Viva – Catálogo de Produtos e Experiências Turísticas da Agricultura Familiar e Produtores Rurais é uma publicação virtual, que está disponível no site da Emater-MG. O trabalho reúne informações sobre dezenas de propriedades que recebem visitantes, organizam roteiros turísticos rurais e degustações de produtos da agroindústria, como queijos artesanais, doces, cafés e cachaças.

A Emater-MG tem trabalhado ainda pela valorização dos produtos mineiros por meio do Concurso Estadual de Queijos Artesanais de Minas Gerais e do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. Outra iniciativa cultural importante, realizada em 2023, foi a inauguração do Museu Mineiro da Extensão Rural Alysson Paolinelli, na sede da empresa em Belo Horizonte e que resgata a memória da extensão rural em Minas.

Parcerias

Ao longo do ano, as parcerias como a estabelecida com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), também fizeram a diferença. O contrato tem por foco o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), garantindo alimentos de qualidade e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. “Foram mais de 50 mil atendimentos esse ano e temos conseguido vislumbrar uma melhoria muito grande da qualidade nutricional da merenda escolar em todo o estado de Minas Gerais”, ressalta Otávio Maia.

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Em 2023, a Emater-MG também foi responsável por duas obras importantes: a correção do vazamento de um canal no Jaíba e o desassoreamento de 20 barragens no Bananal, em Salinas. “O canal do Jaíba já estava com um vazamento há um bom tempo. Ele é o principal canal local e, além dos irrigantes da região, leva água para abastecer o município do Jaíba. Então não daria para secar o canal para tapar o vazamento, pois provocaria um desabastecimento de água na cidade. A Emater-MG então conseguiu licitar uma empresa especializada, que faz recuperação em alto-mar, que tapou o vazamento com uma técnica que a água passava por cima da obra”, explica o diretor de Infraestrutura da Emater-MG, Vitório Alves de Freitas.

Atualmente, a Emater-MG (empresa pública vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem escritórios em 811 municípios mineiros, através de convênios com as prefeituras municipais. De novembro de 2022 a outubro de 2023, a empresa contabilizou 2,7 milhões de atendimentos de realizados no estado, abrangendo agricultores familiares, público urbano, organizações e demais agricultores. O número total de clientes atendidos foi de 355 mil pessoas, sendo 324 mil agricultores familiares.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Greening avança na citricultura brasileira e reduz safra de laranja em até 14,7% no cinturão citrícola

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A citricultura brasileira atravessa um dos cenários mais desafiadores das últimas décadas com o avanço do greening (HLB – Huanglongbing), considerado a principal ameaça fitossanitária da cultura dos citros no mundo. A doença já provoca perdas expressivas de produtividade, reduz a longevidade dos pomares e aumenta significativamente os custos de produção em toda a cadeia citrícola.

Os efeitos mais recentes do problema ficaram evidentes na nova estimativa da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do planeta.

Segundo o Fundecitrus, a produção deve atingir 255,20 milhões de caixas de 40,8 kg, queda de 12,9% em relação à safra anterior e retração de 14,7% na comparação com a média das últimas dez safras.

Clima e greening ampliam perdas na produção de citros

De acordo com o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a combinação entre adversidades climáticas e o avanço do greening tem intensificado os impactos sobre a produção.

“O cenário é resultado da variabilidade climática e da maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos. Mesmo com avanços tecnológicos nos pomares, o momento exige manejo rigoroso e monitoramento constante”, destacou.

Os dados foram apresentados durante a Expocitros 2026 e a Semana da Citricultura, eventos realizados no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), que reúnem pesquisadores, produtores, empresas e lideranças do setor para debater inovação, sustentabilidade e desafios fitossanitários.

Incidência do HLB chega a quase 50% dos pomares

Especialistas alertam que o avanço do greening já atingiu níveis críticos no cinturão citrícola. Segundo o consultor Gilberto Tozatti, a incidência média de plantas sintomáticas chega a 47,6%, enquanto a severidade da doença alcança 22,7%.

A severidade indica o grau de comprometimento da planta e está diretamente associada à queda de produtividade e à perda de frutos.

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O consultor Hamilton Rocha reforça que a doença, detectada na região em 2004, continua em expansão. Atualmente, o HLB já está presente em áreas produtoras de Minas Gerais, Paraná e outros estados.

Impacto econômico compromete qualidade e rendimento industrial

Além da redução de produtividade, o greening impacta diretamente a qualidade da fruta e o rendimento industrial da cadeia de suco de laranja.

Estimativas do setor indicam que mais de 50% da queda prematura de frutos está associada ao HLB, o que compromete a competitividade do Brasil no mercado global.

Segundo especialistas, os prejuízos acumulados ao longo das últimas duas décadas incluem redução do vigor das plantas, queda de produtividade e deterioração da qualidade industrial do suco.

Manejo integrado segue como principal estratégia de controle

Sem cura definitiva, o controle do greening segue baseado em manejo integrado, com monitoramento constante e controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor da bactéria associada ao HLB.

Em regiões menos afetadas, a recomendação é a erradicação rápida de plantas contaminadas e o controle intensivo do inseto vetor para evitar a disseminação da doença.

Já em áreas com alta incidência, o foco dos produtores está na manutenção da produtividade, com práticas voltadas à nutrição equilibrada, melhoria da fertilidade do solo e preservação do sistema radicular.

Especialistas destacam que não há reversão da doença em plantas sintomáticas, sendo possível apenas reduzir a velocidade de avanço dentro dos pomares.

Novas tecnologias ganham espaço no combate ao greening

Diante da limitação das estratégias atuais, o setor citrícola intensifica a busca por novas tecnologias de controle. Entre as soluções em desenvolvimento está o sistema Trecise, da Invaio Sciences, que propõe uma aplicação localizada de ingredientes ativos diretamente no tronco das plantas.

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A tecnologia permite o uso de menores doses de produtos, com redução estimada de até 90% em comparação a métodos convencionais, além de menor exposição ambiental e ocupacional.

Em testes de campo, pesquisadores relatam resultados promissores, incluindo recuperação de plantas em estágios iniciais da doença e ganhos de produtividade de até 35% em áreas avaliadas.

Especialistas veem tecnologia como avanço complementar no manejo

Para consultores do setor, a inovação representa uma ferramenta adicional no enfrentamento do greening, sem substituir o manejo integrado.

Segundo Gilberto Tozatti, a tecnologia surge como uma alternativa promissora no controle da bactéria dentro da planta, contribuindo para a manutenção da produtividade dos pomares.

Hamilton Rocha também avalia positivamente a abordagem, destacando o potencial da aplicação localizada para maior eficiência no controle fitossanitário.

Produtores reforçam que o HLB continua sendo o principal desafio da citricultura brasileira, com impactos diretos na queda de frutos, baixa floração e mortalidade de plantas.

Citricultura aposta em integração de soluções para conter avanço da doença

Especialistas e representantes do setor destacam que o futuro do controle do greening depende da integração entre diferentes ferramentas, incluindo controle químico e biológico, manejo do solo, eliminação de plantas doentes e adoção de novas tecnologias.

A combinação de estratégias é vista como o caminho mais viável para reduzir perdas e garantir a sustentabilidade da produção no longo prazo.

Diante da pressão crescente do HLB, a citricultura brasileira entra em uma fase decisiva, em que inovação tecnológica e manejo rigoroso se tornam fundamentais para preservar a competitividade do país no mercado global de suco de laranja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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