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População comemora entrega da Praça Poliesportiva no Jardim Passaredo

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Os moradores do bairro Jardim Passaredo e região já podem desfrutar da Praça Poliesportiva Cristiano Justino Feo Roza, conhecida como Praça do Passaredo. O espaço foi totalmente revitalizado pela Limpurb, com recursos da 15ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. Pessoas de várias idades, em especial a criançada, além de autoridades legislativas e secretários municipais, prestigiaram a inauguração nesta quinta-feira (11).

A estrutura, localizada ao lado do Complexo Passaredo, conta com parque infantil, campo society, bancos, iluminação em LED, acessibilidade e paisagismo. Também recebeu o plantio de 40 árvores frutíferas, detalhes que dão ainda mais vida ao local. O prefeito Abilio Brunini ressaltou a importância do resgate do espaço para a comunidade, bem como a homenagem à família que deu nome à praça.

“Quando assumimos a gestão, o local estava abandonado, o auditório fechado, o campo sem funcionamento e a obra parada. É uma alegria muito grande devolver para uso da população todos esses equipamentos. Este momento não é do prefeito, nem dos vereadores, mas das famílias, de cada um que vai poder aproveitar como lazer e atividade. Minha gratidão a todos os envolvidos pela dedicação e esforço para que entregássemos ainda este ano. Há um tempo certo para todas as coisas, para concluir e entregar, e hoje estamos realizando essa entrega”, frisou o prefeito.

Ele também ressaltou o esforço da promotora Ana Luiza Peterllini, que tem sido parceira, dialogando com a gestão e buscando resultados reais para a cidade. Agradeceu aos vereadores pelo apoio, reconhecendo que não é fácil defender a gestão e que o caminho mais simples costuma ser apenas criticar. E anunciou que ainda este ano entregará o Centro de Saúde no bairro. “Primeiro vamos entregar, colocar para funcionar e só depois vamos inaugurar”, frisou.

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O secretário da Limpurb, Felipe Wellaton, também reforçou a importância da união de esforços em prol do objetivo. “Lembro da época da campanha, quando estivemos aqui denunciando obras inacabadas, e ver uma delas agora sendo entregue é emocionante. Agradeço aos secretários, vereadores e ao deputado Faissal, aqui presente, e em especial à doutora Ana Luiza Peterllini, por quem tenho admiração pelo trabalho. Acredito que esta é a primeira de muitas outras parcerias entre o Ministério Público e a Prefeitura”, pontuou.

Segundo a promotora, foram investidos mais de R$ 1 milhão na obra, dinheiro que estava parado desde 2023. Os recursos, oriundos de infrações ambientais, são destinados a melhorar a qualidade de vida da população. “É motivo para celebrar, ver o espaço lotado de famílias e jovens. Até me emocionei com o campo de futebol, pelo tempo em que levava meu filho para jogar, e sei o quanto o esporte contribuiu para a formação dele. E não só o campo: vemos aqui quadras, parquinho, pista de skate e o centro cultural. Apesar do trabalho muitas vezes conflituoso do Ministério Público, momentos como esse mostram que o esforço vale a pena”, relatou.

E fez um pedido para a comunidade, para que cuide da praça: “Conservem os equipamentos e respeitem as regras. O espaço pertence a todos”, frisou Peterllini.

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Para a comunidade, a praça representa a realização de um sonho. “A gente recebe essa praça com muita alegria. Faz muito tempo que estávamos esperando. É muito gratificante ver tudo lindo, as crianças curtindo, brincando. É um ponto de lazer para toda a comunidade. No começo não tinha nada, era só mato, e hoje temos essa coisa linda”, disse Joice Barreto da Silva, moradora do bairro.

“Olha como está linda, é uma maravilha para a comunidade. Representa um acolhimento para os moradores, com área de lazer para a população. Muito tempo de espera, mas a vitória chegou”, afirmou Gecina Marina Santana de Souza, moradora do Jardim Passaredo.

Norita Aparecida de Almeida, moradora do bairro São Francisco, disse que será beneficiada com a praça. “Aqui a gente não tinha nada para as crianças brincarem, é um grande presente. Tenho que reconhecer que a presidente do bairro, dona Terezinha, se empenhou junto aos envolvidos para deixar este espaço tão bonito para todos, para os pais também e seus filhos. É muito importante para a região, porque muitas vezes a gente não tem dinheiro para ir para outros lugares distantes, e agora teremos diversão. Só agradecer ao prefeito e pedir a Deus que abençoe sempre a vida dele. Eu sempre o acompanhei pelas redes sociais e torço para que faça o melhor sempre”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Frigoríficos no Cerrado falham no controle do desmatamento e 96% têm baixo compromisso socioambiental, aponta Radar Verde

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Um novo levantamento do Radar Verde acendeu um alerta sobre a cadeia da carne bovina no Cerrado. Segundo o estudo, 96% dos frigoríficos avaliados apresentam grau muito baixo de compromisso no controle do desmatamento, evidenciando fragilidades estruturais na rastreabilidade socioambiental do setor.

A análise avaliou 225 empresas frigoríficas, responsáveis por 262 plantas industriais no bioma, e identificou um cenário de baixa transparência e limitada capacidade de monitoramento da origem do gado ao longo da cadeia produtiva.

Apenas 4% das empresas analisadas ficaram na faixa de baixo compromisso, enquanto nenhuma atingiu níveis intermediários, altos ou muito altos de conformidade ambiental.

Grandes frigoríficos lideram ranking, mas maioria não comprova controle efetivo

Entre as empresas com melhor desempenho no ranking do Radar Verde, aparecem nomes de grande relevância no setor, como Marfrig, Masterboi, Minerva, JBS, Cooperfrigu, Carnes Boi Branco, Plena Alimentos, Agra Agroindustrial de Alimentos S.A. e Frigorífico Pantanal LTDA.

Apesar disso, o estudo destaca que a maior parte do setor ainda não demonstra mecanismos robustos de controle ambiental, especialmente no que diz respeito ao rastreamento completo da cadeia de fornecimento.

De acordo com o relatório, apenas cerca de 3% das empresas avaliadas apresentaram algum nível de controle sobre fornecedores diretos. Já em relação aos fornecedores indiretos — etapa que inclui cria e recria dos animais — não foram identificadas evidências consistentes de monitoramento efetivo.

Essa lacuna é considerada crítica, já que os fornecedores indiretos representam grande parte do ciclo de vida do animal e podem estar associados a áreas com histórico de desmatamento ou irregularidades ambientais.

Baixa transparência agrava cenário e nenhuma empresa respondeu ao levantamento

Outro ponto destacado pelo estudo é a ausência de transparência ativa por parte do setor. Nenhuma das empresas avaliadas respondeu ao questionário enviado pelo Radar Verde para detalhar práticas de monitoramento e controle da cadeia de fornecimento.

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Segundo o relatório, a falta de resposta não implica, por si só, irregularidades ambientais, mas reforça a dificuldade de verificação pública das práticas adotadas pelo setor frigorífico no Cerrado.

Diante disso, a avaliação foi baseada exclusivamente em fontes públicas, como políticas ambientais divulgadas, auditorias independentes, documentos oficiais e bases de dados abertas.

Cerrado opera fora do sistema robusto de controle da carne bovina

O estudo aponta que os principais mecanismos de controle socioambiental da pecuária brasileira foram historicamente desenvolvidos com foco na Amazônia, especialmente por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs da Carne) e protocolos de auditoria.

No Cerrado, entretanto, não existe um acordo equivalente com força regulatória semelhante. O Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado, lançado em 2024, é citado como avanço, mas ainda sem mecanismos de punição ou obrigatoriedade.

Essa diferença estrutural faz com que grande parte da cadeia produtiva da carne no bioma opere com menor nível de fiscalização e rastreabilidade em comparação à Amazônia.

Mais de 70% das fazendas do Cerrado estão fora do alcance dos sistemas de controle

A análise também evidencia uma limitação territorial significativa dos sistemas atuais de monitoramento.

O Cerrado possui 973.705 propriedades rurais com pelo menos um hectare de pastagem. Desse total, apenas 209.481 fazendas (22%) estão dentro da Amazônia Legal, onde historicamente se concentram os sistemas de rastreabilidade mais consolidados.

As outras 764.224 propriedades, equivalentes a 78% do total, estão fora dessa área e, segundo o relatório, permanecem com baixa cobertura de monitoramento efetivo por parte da indústria frigorífica.

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O problema se intensifica no caso dos fornecedores indiretos, que em muitos casos não são acompanhados de forma estruturada pelos sistemas de controle existentes.

Cerrado concentra dinâmica própria de desmatamento e pressão agropecuária

O estudo também destaca que o desmatamento no Cerrado possui características distintas em relação à Amazônia. Enquanto na região amazônica o problema está frequentemente ligado a áreas públicas e conflitos fundiários, no Cerrado a conversão ocorre majoritariamente em propriedades privadas.

Outro fator relevante é o enquadramento legal da supressão de vegetação. No bioma, o Código Florestal permite a preservação de apenas 20% a 35% da vegetação nativa, dependendo da região, enquanto na Amazônia esse percentual pode chegar a 80%, o que amplia a complexidade da análise ambiental.

Segundo o levantamento, essa diferença torna insuficiente a avaliação baseada apenas em desmatamento ilegal para medir o impacto socioambiental das cadeias produtivas.

Cerrado já perdeu metade da vegetação nativa e lidera desmatamento no país

O Cerrado ocupa 23,3% do território brasileiro e já perdeu cerca de 93 milhões de hectares de vegetação nativa, o equivalente a quase metade de sua cobertura original.

Desse total, 51% foram convertidos em pastagens, 28% em áreas agrícolas e 17% em mosaicos agropecuários.

Em 2024, o bioma registrou 652.197 hectares desmatados, representando 52,5% de todo o desmatamento ocorrido no Brasil no período, consolidando-se como o principal foco de perda de vegetação nativa do país pelo segundo ano consecutivo.

O cenário reforça a pressão crescente sobre o setor pecuário e frigorífico, que passa a ser cada vez mais cobrado por rastreabilidade completa, transparência e comprovação de origem sustentável da carne bovina produzida no bioma.

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Relatório completo

Fonte: Portal do Agronegócio

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