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Campanha Novembro Azul promove ações de saúde neste sábado na zona rural e na regional Oeste de Cuiabá

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Neste sábado, 23 de novembro, a campanha Novembro Azul intensifica suas atividades em Cuiabá com ações de saúde voltadas para o público masculino. Entre os destaques, estão a programação especial na USF Coxipó do Ouro, localizada na zona rural, e o Dia D da campanha nas unidades básicas de saúde da Regional Oeste.

Na zona rural, a USF Coxipó do Ouro estará aberta das 8h às 16h, realizando atendimentos para cerca de 28 pacientes previamente agendados, com idades entre 18 e 60 anos. Durante a ação, haverá uma avaliação multiprofissional voltada para a promoção da saúde e prevenção de doenças relacionadas ao público masculino. Além disso, serão disponibilizados testes rápidos para COVID-19, reforçando o cuidado com a saúde integral dos participantes.

Na mesma data e horário, as UBS da regional Oeste realizarão o Dia D do Novembro Azul, com foco especial na saúde sexual e reprodutiva masculina, conforme as orientações do Ministério da Saúde para a campanha de 2024.

Entre os serviços oferecidos estão consultas médicas e odontológicas, testes rápidos de sífilis, HIV e hepatites B e C, aferição de pressão arterial, orientações sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e rodas de conversa sobre qualidade de vida e cuidados com a saúde reprodutiva.

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A campanha busca incentivar o envolvimento dos homens no planejamento familiar e no pré-natal de suas parceiras, promovendo consultas específicas para os parceiros de gestantes e reforçando a importância da paternidade ativa.

Elizete dos Santos, responsável técnica pela Saúde do Homem, destaca que o Novembro Azul é uma oportunidade para ampliar o cuidado com a saúde masculina. “Queremos que os homens compreendam sua importância no cuidado com a saúde da família e, sobretudo, que se sintam acolhidos para discutir e prevenir problemas de saúde. Com o Dia D, esperamos promover essa conscientização”.

UBS participantes do Dia D na Regional Oeste

– USF Cidade Verde

– USF Jardim Independência

– USF Novo Terceiro

– USF Jardim Araçá / USF Santa Amália

– USF Santa Isabel I e II

– USF Santa Isabel III

– USF Despraiado I e II

– USF Novo Colorado I e II

– USF Ribeirão do Lipa

As demais unidades básicas de saúde continuarão realizando ações ao longo do mês de novembro, com diversas atividades preventivas e de conscientização.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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