AGRONEGÓCIO
Cuiabá atinge 100% das UPAs regularizadas pela Vigilância Sanitária
Publicado em
10 de dezembro de 2025por
Da Redação
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, alcançou um marco importante para a rede de urgência e emergência: todas as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — Pascoal Ramos, Morada do Ouro, Leblon e Verdão — receberam o alvará sanitário, certificação que confirma o cumprimento das normas estabelecidas pela Vigilância Sanitária Municipal.
A conquista assegura que todas as unidades estão aptas a oferecer atendimento seguro, qualificado e alinhado à legislação vigente, fortalecendo a confiança da população na rede de urgência da capital.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, o resultado é fruto de um trabalho técnico e contínuo de reorganização, melhorias estruturais e qualificação profissional.
“Os alvarás demonstram que nossas unidades cumpriram todos os critérios estabelecidos pela Vigilância Sanitária. É um marco para a rede de urgência de Cuiabá e resultado de meses de trabalho intenso. Regularizamos todas as UPAs da capital, algo que há anos era aguardado”, afirmou.
Danielle reforçou que a conformidade sanitária é determinante para garantir a manutenção dos recursos federais destinados à urgência e emergência.
“Cada adequação, cada treinamento e cada melhoria impactam diretamente na qualidade do atendimento oferecido aos usuários”, completou.
Um dos pilares dessa conquista foi a forte parceria com a Vigilância Sanitária Municipal, que atuou lado a lado com as equipes das UPAs desde o início do processo.
Além de acompanhar as adequações e orientar tecnicamente cada etapa, a Vigilância promoveu capacitações específicas para coordenadores e responsáveis técnicos (RTs), garantindo entendimento pleno das normas e sua correta aplicação no dia a dia das unidades.
Essa parceria tem sido fundamental para garantir que todos os protocolos assistenciais, de segurança do paciente e de segurança dos profissionais sejam instituídos de forma eficaz dentro das UPAs. A atuação conjunta assegura que cada procedimento seja implementado de forma padronizada, segura e em conformidade com a legislação vigente.
As capacitações envolveram temas como:
• Boas práticas sanitárias;
• Controle de infecções e prevenção de riscos;
• Fluxos seguros;
• Acondicionamento e descarte correto de resíduos;
• Processos internos necessários para a conformidade sanitária.
O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, destacou que o avanço só foi possível devido à criação da Secretaria Adjunta, que permitiu foco integral na organização dos fluxos internos das UPAs e na implantação dos protocolos assistenciais.
“Cumprimos uma série rigorosa de requisitos: adequações estruturais, melhorias no Centro de Material e Esterilização, uniformização de processos internos e todas as capacitações obrigatórias. Com apoio técnico da Vigilância Sanitária, conseguimos dar segurança às equipes e aos pacientes”, explicou.
Além das adequações exigidas, o município estruturou instrumentos essenciais para qualificação contínua dos serviços, como:
• Núcleo de Segurança do Paciente (NSP);
• Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS);
• Projeto em parceria com a UFMT e a SES para o manejo adequado de pacientes com transtornos mentais nas portas de urgência.
Com a regularização das quatro UPAs, Cuiabá fortalece o padrão de qualidade da rede de urgência e emergência, assegurando ambientes mais seguros para profissionais e usuários e elevando o nível assistencial oferecido pela capital.
“Estamos construindo uma urgência e emergência mais organizada, acolhedora e preparada para atender com excelência. Essa conquista é fruto da dedicação das equipes e da parceria essencial com a Vigilância Sanitária Municipal”, finalizou Odair.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
AGRONEGÓCIO
Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno
Published
15 horas agoon
26 de julho de 2026By
Da Redação
O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.
A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.
No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.
O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.
Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.
No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.
No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.
O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.
A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.
A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.
Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.
A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.
No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.
O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.
Fonte: Pensar Agro
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