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Cuiabá inicia regularização do Contorno Leste e garante permanência das famílias

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, ao lado da primeira-dama e vereadora Samantha Iris, anunciou na manhã deste sábado (29) a decisão de desapropriar a área e iniciar o processo de regularização fundiária do Contorno Leste, garantindo que as famílias que vivem no local não serão mais removidas. A determinação foi tomada após uma série de diálogos com a comunidade, autoridades do Judiciário e representantes do Ministério Público.

O anúncio ocorreu durante reunião com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, e com a secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, responsável por conduzir os trâmites legais da regularização.

Segundo o prefeito, a decisão foi construída após conversas com a família proprietária da área, com o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Luiz Leite Lindote, a juíza Adriana, e os promotores Marisa Fernanda e Carlos Eduardo, além de diversas discussões internas com sua equipe e com a primeira-dama.

“Vamos regularizar o Contorno Leste onde essas famílias estão. Não queremos que essas famílias passem este final de ano preocupadas, sem saber onde vão ficar com seus filhos. Vamos desapropriar a área e fazer a regularização”, afirmou Brunini.

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O prefeito também reforçou que, até o momento, nenhuma emenda ou recurso financeiro externo foi destinado ao processo de regularização, mas deixou aberta a porta para que parlamentares e instituições possam colaborar. “Aqueles que quiserem ajudar, está aberta a oportunidade”, declarou.

Abilio também mencionou a memória de João Pinto, morador da área que foi assassinado no local, fato que marcou profundamente a comunidade. “Ele deixou uma memória de dor e sofrimento, mas nós vamos honrá-lo de outras formas”, disse.

A primeira-dama Samantha Iris enfatizou a dimensão social da medida: “Nós vamos ajudar essas crianças, essas mães, os idosos, inclusive muitas crianças autistas que ali vivem. Elas precisam de dignidade e segurança. Vamos ajudar todas as famílias, independentemente de sua nacionalidade”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Safra de café em Minas Gerais avança com expectativa de recuperação produtiva e pressão nos preços

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A safra de café 2026 em Minas Gerais avança com perspectiva de recuperação produtiva e melhora na qualidade dos grãos, segundo novo levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar. Apesar do cenário mais positivo no campo, produtores seguem cautelosos diante da volatilidade do mercado internacional, da pressão sazonal da colheita e das incertezas climáticas para os próximos meses.

De acordo com o informativo de mercado do café referente a maio de 2026, a safra mineira está na fase preparatória para a colheita, embora algumas regiões já apresentem trabalhos bastante avançados.

Colheita de café avança no Cerrado Mineiro e Matas de Minas

Segundo os relatos de campo apresentados no levantamento, regiões como Matas de Minas e Cerrado Mineiro já registram avanço significativo da colheita devido à altitude, utilização de variedades mais precoces e aplicação de maturadores.

A expectativa do setor é de uma safra maior em relação ao ciclo anterior, com recuperação da produtividade e melhora na qualidade física dos grãos.

Os técnicos apontam que os cafés apresentam peneira maior e melhor formação, cenário que pode favorecer o rendimento industrial e ampliar o potencial para produção de cafés especiais em Minas Gerais.

Mercado futuro do café oscila com expectativa de maior oferta brasileira

No mercado internacional, os contratos futuros do café arábica negociados na ICE Futures US registraram forte volatilidade durante abril.

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Segundo o relatório, o movimento refletiu ajustes técnicos provocados pela expectativa de avanço da colheita brasileira — fator considerado baixista — ao mesmo tempo em que preocupações climáticas e estoques globais ainda apertados ofereceram sustentação às cotações.

A média mensal do contrato maio/2026 ficou em US$ 3,00 por libra-peso, equivalente a aproximadamente R$ 1.996,70 por saca, retração de 3% frente ao mês anterior.

Mesmo com expectativa de safra maior no Brasil, o mercado ainda não trabalha com cenário confortável de oferta global, o que mantém a volatilidade elevada nas negociações internacionais.

Mercado físico do café em Minas Gerais registra queda nos preços

No mercado físico brasileiro, os preços também recuaram em abril, embora as negociações tenham permanecido relativamente sustentadas pela postura cautelosa dos produtores.

Segundo o levantamento, muitos cafeicultores seguem segurando parte das vendas à espera de preços mais atrativos.

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada para café arábica tipo 6 bebida dura registrou média mensal de R$ 1.811,90 por saca, queda de 6,3% no período.

Entre as regiões produtoras de Minas Gerais, todas encerraram abril em baixa:

  • Montanhas de Minas: queda de 7,2%, com média de R$ 1.685,50/sc;
  • Chapada de Minas: retração de 2,8%, média de R$ 1.735,00/sc;
  • Cerrado Mineiro: média de R$ 1.871,40/sc, queda de 4,5%;
  • Sul de Minas: média de R$ 1.861,60/sc, baixa de 5,6%.
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Clima e risco de geadas seguem no radar do setor cafeeiro

As condições climáticas continuam sendo um dos principais fatores de atenção para os produtores de café em Minas Gerais.

O relatório aponta que maio marca a transição entre o período úmido e o seco nas regiões cafeeiras do estado, com redução gradual das chuvas e temperaturas ainda acima da média.

No entanto, a entrada de frentes frias aumenta o risco de ocorrência de geadas, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

O setor acompanha de perto a evolução do clima, já que eventuais episódios de frio intenso podem afetar a produtividade e a qualidade das lavouras durante a fase de colheita e desenvolvimento final da safra.

Especialistas recomendam que os produtores monitorem simultaneamente o mercado físico, os contratos futuros e as previsões meteorológicas para melhorar a gestão comercial e reduzir riscos diante da volatilidade atual do setor cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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