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Curso visa fortalecer atendimento humanizado a pessoas com deficiência e TEA

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Garantir um atendimento que respeite e reconheça cada indivíduo. Este foi o principal objetivo do curso “Atendimento humanizado às Pessoas com Deficiência e Transtorno do Espectro Autista”, ministrado aos servidores e servidoras do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), na manhã desta quarta-feira (26.11), no Plenário do órgão, em Cuiabá. 

 

Além da participação presencial, foi assegurado o comparecimento virtual de servidores e servidoras dos Cartórios Eleitorais, por meio de transmissão realizada pelo YouTube. O principal objetivo foi fortalecer a cultura institucional de respeito à diversidade e à inclusão, contribuindo para o aprimoramento das práticas de atendimento para cidadãos e cidadãs com deficiência, incluindo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

 

Na abertura, o secretário de Gestão de Pessoas, Gilvan Rodrigues de Oliveira, destacou que o TRE-MT está na vanguarda quando o assunto é inclusão e acolhimento. “Este curso integra as ações de capacitação do Tribunal, por entendermos que dar atendimento adequado é reconhecer cada indivíduo com sua particularidade. Temos inúmeras condições a serem consideradas e precisamos entender para acolher cada pessoa de acordo com sua necessidade”. 

 

O assunto foi abordado pela psicóloga e assessora técnica da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad) da Paraíba, Alice Cristina Santos. Esta é a 8ª edição do curso que, segundo ela, pela primeira vez foi realizado em um Tribunal. “As outras sete edições fizemos em outros órgãos e instituições, o TRE-MT foi o primeiro entre Tribunais a nos procurar, o que demonstra a preocupação em oferecer um atendimento humanizado a este público. Para mim é uma honra participar desta iniciativa inovadora e eu espero poder colaborar com o fortalecimento de uma cultura organizacional cada vez mais inclusiva e acessível”, ressaltou. 

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A psicóloga abordou noções iniciais sobre inclusão, acolhimento e humanização no atendimento, definição de pessoa com deficiência e suas terminologias, a acessibilidade e superação de barreiras atitudinais e comunicacionais no atendimento ao público. Também explanou sobre a compreensão do TEA e suas especificidades e as estratégias de atendimento humanizado e acessível. “Não dá para falar sobre inclusão e acessibilidade sem falar de um atendimento mais digno e humano. É sobre a importância do respeito a quem está ao nosso lado, e isso é papel de toda a sociedade, não só do Poder Público”, destacou.  

 

Os(as) participantes puderam tirar dúvidas e compartilhar experiências durante o curso. Segundo o servidor de cartório da 49ª Zona Eleitoral, com sede em Várzea Grande, Igor Burini Silva, esta capacitação é muito importante, especialmente para aqueles e aquelas que atuam no atendimento ao público. “Estamos agora com o projeto Biometria 100%, por isso temos muita movimentação de eleitores e eleitoras no atendimento e até o fechamento do Cadastro Eleitoral, isso é essencial, para a gente conseguir identificar aqueles eleitores que são pessoas com deficiência para dar prioridade a esses atendimentos”, avaliou. 

 

Exemplo de atendimento humanizado 

 

O TRE-MT se destacou, recentemente, com uma das 21 iniciativas finalistas da 1ª edição do Prêmio Justiça Eleitoral, que pode ser vista também como um exemplo de atendimento humanizado. A premiação reconhece boas práticas desenvolvidas por servidores, instituições parceiras, magistrados, colaboradores e cidadãos em ações voltadas ao fortalecimento da democracia. A finalista é a eleitora Aline Nantes Brito, de Aripuanã (999 km de Cuiabá), que disputa na categoria “Eleitor Comprometido” com a iniciativa “Direito de Quem Vê o Voto como Promessa de Um Futuro Melhor”. Aline Brito nasceu sem os braços e aprendeu desde cedo a viver sem eles.  

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Ao procurar o atendimento do cartório da 11ª Zona Eleitoral, ela não precisou fazer o cadastramento biométrico, mas tirou foto e deixou – com o pé esquerdo – a assinatura carimbada para poder votar em 2026. Eleitora há 18 anos, não deixa de votar. Uma decisão que inspira todos que a conhecem. Os vencedores do prêmio serão conhecidos no dia 10 de dezembro, durante cerimônia oficial na sede do Tribunal, em Brasília, onde receberão troféu e diploma. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma sala de plenário com várias pessoas sentadas, assistindo a uma apresentação. Na frente, uma palestrante está posicionada ao lado de uma tela projetada com conteúdo informativo. O ambiente é institucional, com decoração em madeira e painéis vermelhos, e bandeiras posicionadas próximas ao palco. É uma situação típica de curso ou capacitação para servidores. Ao final do texto, tem uma galeria com mais fotos do evento.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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