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Judiciário chega a Espigão do Leste e transforma escola em polo de justiça e cidadania

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O giroflex aceso foi o primeiro sinal, antes mesmo da poeira baixar na entrada do Distrito de Espigão do Leste, em São Félix do Araguaia (1.060km de Cuiabá), anunciando que a comitiva da 7ª Expedição Araguaia-Xingu chegou na cidade. Moradores saíram para frente das casas com celulares nas mãos e atenção ao movimento.

Para iniciar a segunda jornada dessa etapa da Expedição, a equipe percorreu cerca de 70 quilômetros de estrada de chão desde Jacaré Valente, em um trecho de muita poeira e “sacolejo” por conta das condições da estrada. Trechos estreitos exigiram cuidado redobrado, mas tudo faz parte do propósito do Judiciário mato-grossense de levar o serviço público onde ele não chega com facilidade.

Espigão do Leste fica a aproximadamente 220 quilômetros de São Félix do Araguaia e abriga aproximadamente 4.000 habitantes, além de uma população rural estimada em mais de 1.000 pessoas.

A Escola Municipal Alberto Nunes da Silveira será o local dos atendimentos e já foi preparada para receber a população. Neste sábado e domingo (08 e 09 de novembro), das 8h às 11h30 e das 13h às 17h, o local se torna um polo de atendimento, oferecendo emissão de documentos, serviços de saúde, orientações e atividades educativas.

Estrutura e atuação conjunta – Nesta edição, a Expedição reúne uma operação integrada do Poder Judiciário, oferecendo orientação jurídica, atendimento para conciliação e mediação de conflitos, práticas de Justiça Restaurativa, suporte a famílias em processos de adoção e ações voltadas à educação ambiental. A organização é conduzida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que disponibiliza sua própria estrutura por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e do Juizado Volante Ambiental (Juvam).

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A iniciativa conta com a participação de uma rede expressiva de instituições públicas que atuam conjuntamente no local: Defensoria Pública, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Ministério Público de Mato Grosso, Politec, Justiça Federal, Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Polícia Judiciária Civil (PJC), Companhia de Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Saúde (SES), Secretaria de Educação (Seduc) e Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Além disso, somam esforços a Receita Federal, Caixa Econômica Federal, INSS, Assembleia Legislativa, Exército Brasileiro, prefeituras dos municípios atendidos e empresas parceiras, como Aprosoja, Energisa, Paiaguás Incorporadora e Bom Futuro.

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Autor: Talita Ormond

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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