AGRONEGÓCIO

ABPA celebra reabertura do mercado chinês e elogia atuação do governo na retomada das exportações de frango

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a reabertura do mercado chinês para a carne de frango do Brasil, oficializada nesta quinta-feira (7) pelas autoridades da China. A decisão representa um marco importante para o setor avícola brasileiro, que volta a ter acesso a um de seus principais destinos de exportação após meses de suspensão.

A restrição havia sido imposta em maio, após o registro isolado de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial brasileira. O caso foi rapidamente controlado e erradicado, garantindo ao país a recuperação do status de livre da doença junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Governo e setor privado atuaram em conjunto pela retomada

Segundo a ABPA, a retomada das exportações foi resultado direto de uma articulação técnica e diplomática intensa conduzida pelo Governo Federal e pelo setor privado. O processo contou com atuação decisiva do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e dos secretários Luís Rua (Relações e Comércio Internacional) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária).

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As tratativas envolveram ainda a Presidência da República, a Vice-Presidência e o Ministério das Relações Exteriores, demonstrando o empenho do governo em restabelecer o fluxo comercial com a China e outros grandes compradores.

Principais importadores retomam compras de carne brasileira

Com o avanço das negociações, os principais mercados internacionais voltaram a importar carne de frango do Brasil. Recentemente, a União Europeia reautorizou os embarques, e agora a China, último grande importador que ainda mantinha restrições, reabriu seus portos para o produto brasileiro.

“Houve um trabalho amplo e altamente profissional de negociação, que incluiu a revisão de certificados sanitários para evitar novas suspensões totais em casos isolados. O esforço diplomático conduzido pelo Governo Brasileiro, com o apoio da ABPA e de empresas do setor, foi fundamental para essa conquista”, destacou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Ele acrescentou que a decisão das autoridades chinesas “coroa o sucesso de uma grande ação articulada e liderada pelo ministro Fávaro e sua equipe”.

China segue como principal destino da carne de frango do Brasil

Antes da suspensão, a China ocupava a posição de maior importadora de carne de frango brasileira. Entre janeiro e maio deste ano, o país asiático adquiriu 228,2 mil toneladas do produto, o que representou 10,4% do total exportado pelo Brasil no período. As vendas renderam US$ 545,8 milhões em receitas, reforçando a importância do mercado chinês para a avicultura nacional.

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Com a retomada dos embarques, a expectativa da ABPA é de que o setor recupere o ritmo de exportações e fortaleça ainda mais a imagem do Brasil como fornecedor global de alimentos com alto padrão sanitário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil vai sediar o maior congresso mundial da aviação agrícola em agosto

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Goianápolis (cerca de 35 km da capital Goiânia) em Goiás, será palco, entre os dias 18 e 20 de agosto, do maior encontro mundial da aviação agrícola. O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg 2026) deve reunir pilotos, operadores, fabricantes de aeronaves, pesquisadores, empresas de tecnologia e autoridades para discutir inovação, segurança operacional e os rumos de um segmento que desempenha papel estratégico na produção agropecuária brasileira. As inscrições são gratuitas e já estão abertas.

O Brasil possui a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o País conta com mais de 2,8 mil aeronaves aeroagrícolas em operação, utilizadas principalmente na aplicação de defensivos, fertilizantes, sementes, controle biológico, combate a incêndios florestais e monitoramento de lavouras. Nos últimos anos, o setor também incorporou os drones como ferramenta complementar às operações aéreas tradicionais.

Goiás foi escolhido para sediar o congresso por ocupar posição de destaque na aviação agrícola nacional. O Estado possui a quarta maior frota aeroagrícola do País, atrás apenas de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo. A localização também favorece o acesso de produtores e empresas instalados no Centro-Oeste, região que concentra parte significativa da produção brasileira de grãos, fibras e cana-de-açúcar.

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Promovido pelo Sindag, o Congresso AvAg é considerado a principal vitrine internacional do setor. A programação prevê painéis técnicos, demonstrações de voo, exposição de aeronaves, equipamentos de pulverização, sistemas de agricultura de precisão e tecnologias voltadas à eficiência das aplicações aéreas. Também estão previstas discussões sobre sustentabilidade, formação de mão de obra, segurança operacional, uso integrado de aviões, helicópteros e drones, além de gestão das empresas aeroagrícolas.

A organização estima a participação de representantes de cerca de 12 países, incluindo Estados Unidos e Canadá. Fabricantes e fornecedores devem apresentar aeronaves avaliadas em até R$ 15 milhões, além de novos equipamentos e soluções para o campo. Ao longo dos três dias, cerca de dez aeronaves estarão em exposição e participarão de demonstrações práticas, ao lado de drones utilizados nas operações agrícolas.

Segundo a presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, o congresso tem como objetivo aproximar todos os elos da cadeia da aviação agrícola, promovendo intercâmbio técnico, geração de negócios e atualização profissional em um setor que acompanha a evolução tecnológica do agronegócio brasileiro.

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Além da exposição de equipamentos, o evento deverá reunir empresas de manutenção aeronáutica, fabricantes de motores, distribuidores de insumos, desenvolvedores de tecnologias de aplicação e instituições de pesquisa. A expectativa é fortalecer parcerias comerciais e ampliar o debate sobre inovação, eficiência operacional e sustentabilidade em uma atividade considerada essencial para grandes culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e florestas plantadas.

Fonte: Pensar Agro

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