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Nestlé Brasil e SENAI apoiam descarbonização na cadeia produtiva do cacau

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A descarbonização na cadeia produtiva do cacau é crucial para mitigar os impactos das mudanças climáticas, promover a sustentabilidade ambiental e garantir a viabilidade a longo prazo do setor. Isso inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa em todas as etapas da produção, desde o cultivo até a comercialização.

E é pensando nisso que, a Nestlé Brasil e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), apoiado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), estão com o edital “Inovação em Alimentos: Transformando o Futuro do Sistema Alimentar” aberto.

O aporte é de R$ 6,25 milhões, sendo R$ 5 milhões da Nestlé e R$ 1,25 milhão do SENAI. Um dos objetivos da chamada é encontrar soluções para problemas relacionados ao sequestro e redução da pegada de carbono.

Quem pode participar da chamada?

A chamada tem como público-alvo Institutos Senai de Inovação, Institutos de Ciência e Tecnologia – ICT’s e universidades (públicas ou privadas), empresas da cadeia de valor do setor de alimentos e bebidas, pequenas e médias e grandes empresas, startups, empresas de base tecnológica e agências de fomento para projetos de P&D+I, com CNPJ ativo. A inscrição, com o desenvolvimento das alianças e submissão das propostas de projetos deve ser feita até o dia 4 de abril de 2024, no site: senaipr.org.br/futuro-alimentar

Autossuficiência

Augusto de Souza da Silva, pesquisador do Instituto (IST) de Alimentos e Bebidas, de Belo Horizonte, aponta os principais gargalos do setor, que incluem: a emissão de gases de efeito estufa, o desmatamento, a degradação do solo e os desafios relacionados à produtividade e qualidade do cacau.

Considerando isso, para ele, é imprescindível investir em ações que reduzam os impactos ambientais. “Práticas sustentáveis na cadeia do cacau incluem o uso de agroflorestas, sistemas agroecológicos, manejo integrado de pragas e adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono”, explica.

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Em 2021, o Ministério da Agricultura lançou a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Unipi-Cacau), em Ilhéus, na Bahia, com o objetivo de recuperar o mercado perdido nas últimas décadas e buscar a autossuficiência até 2030.

Para o pesquisador, o lançamento da unidade é um passo importante na busca pela revitalização do mercado. “No entanto, alcançar esse objetivo exigirá um esforço conjunto de diversos stakeholders, investimentos significativos em pesquisa, inovação e infraestrutura, além de políticas públicas eficazes e apoio governamental”, afirma.

Ações sustentáveis

Embora a aposta no cacau sustentável tenha ganhado mais força em 2023, a Nestlé Brasil tem apostado no manejo sustentável há alguns anos. A exemplo disso está o Nestlé Cocoa Plan, maior programa de sustentabilidade para cacau no Brasil, que trabalha o desenvolvimento social, ambiental e econômico nos estados da Bahia, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Minas Gerais, Rondônia, Pernambuco e São Paulo.

O projeto apoia o aumento da produtividade dos mais de 4 mil produtores parceiros e tem o objetivo de alcançar 100% de cacau sustentável até 2025. O programa chegou ao Brasil em 2010 e, de lá para cá, diversas ações têm sido desenvolvidas com produtores de cacau, como: treinamentos aos agricultores sobre melhores práticas agrícolas; promoção da igualdade de gênero; orientações relacionadas ao cumprimento das leis e normas ambientais, trabalhistas e de direitos humanos.

O programa também oferece assistência técnica em todas as fazendas certificadas como Nestlé Cocoa Plan e paga um valor adicional pelo cacau sustentável adquirido. Assim, se desenvolve um relacionamento de longo prazo com grupos de agricultores. Além disso, o programa conta com ferramentas de geomonitoramento para garantir que não haja desmatamento nas áreas contempladas.

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A companhia desenvolveu também o assistente virtual Theo, um chatbot para dar suporte constante aos cacauicultores, respondendo dúvidas técnicas sobre as fases de cultivo do cacau no campo, condições climáticas, preço médio do cacau e entre outras. O assistente virtual é uma iniciativa inédita para os agricultores, respondendo as dúvidas diretamente pelo WhatsApp, de forma interativa, dinâmica e gratuita pelo número: (27) 99901-1960.

Hoje, as marcas KitKat, Alpino, Talento, Prestígio, Baton, Passatempo, Nescau, Negresco, Chocolate Dois Frades, Tabletes Garoto e tabletes Nestlé são produzidas com cacau sustentável adquirido por meio do Nestlé Cocoa Plan.

Redução da pegada de carbono

Segundo Augusto, um case de sucesso na descarbonização da cadeia do cacau é a implementação de sistemas agroflorestais que combinam o cultivo de cacau com árvores nativas, reduzindo as emissões de carbono e promovendo a biodiversidade.

Além disso, o profissional reforça as principais vantagens em implementar ações sustentáveis. “A redução da pegada de carbono traz benefícios significativos para o meio ambiente, a indústria alimentícia e os consumidores finais, incluindo a mitigação das mudanças climáticas, a preservação dos recursos naturais, a melhoria da qualidade dos produtos, a promoção da saúde pública e a construção de uma imagem positiva da marca”, finaliza o pesquisador.

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Fonte: Sistema Fiep/Senai PR

Fonte: Portal do Agronegócio

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Integração Lavoura-Pecuária na safrinha pode maximizar uso de pastagens e elevar rentabilidade no agro

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A expansão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) no Brasil deve ganhar ainda mais força na safrinha de 2026, impulsionada por um cenário de ajustes no calendário agrícola e mudanças no mercado de grãos e da pecuária. A combinação entre atraso na colheita da soja em algumas regiões, pressão sobre a janela ideal do milho e preços mais atrativos na pecuária tem levado produtores a buscar alternativas mais eficientes de uso da terra.

O tema é analisado por Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e gerente de P&D e Inovação da SBS Green Seeds, que destaca que o momento exige decisões mais técnicas para maximizar a produtividade dos sistemas integrados.

Segundo o especialista, o cenário atual reforça o uso de milho ou sorgo consorciados com forrageiras, ou até mesmo o cultivo exclusivo de pastagens após a soja, prática conhecida como “boi safrinha”, ampliando a oferta de alimento ao rebanho durante o período seco.

ILP ganha espaço com foco em produtividade e sustentabilidade

A Integração Lavoura-Pecuária tem se consolidado como uma estratégia eficiente para aumentar a rentabilidade e melhorar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

De acordo com Hemython Luis Bandeira do Nascimento, a ILP proporciona benefícios diretos tanto para a agricultura quanto para a pecuária. Entre eles estão a formação de palhada para o sistema de plantio direto, melhoria da estrutura do solo e oferta de pastagem de qualidade durante a entressafra.

O resultado é um sistema mais equilibrado, capaz de reduzir riscos climáticos e econômicos, ao mesmo tempo em que mantém a produtividade em diferentes ciclos produtivos.

Controle de plantas daninhas é decisivo no estabelecimento do pasto

Um dos primeiros pontos de atenção no sistema ILP é o manejo adequado das plantas invasoras. Segundo o especialista, o capim implantado deve ser tratado como uma cultura agrícola, exigindo manejo técnico desde o início do desenvolvimento.

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O controle precoce de plantas daninhas e tigueras é essencial para evitar competição por luz, água e nutrientes, garantindo rápido estabelecimento da forrageira e maior produtividade do sistema.

Lotação animal deve ser calculada com base na oferta de forragem

A definição da taxa de lotação é um dos fatores mais importantes para o sucesso do “boi safrinha”. O equilíbrio entre oferta de pasto e número de animais determina a eficiência do sistema e evita tanto a superlotação quanto o subaproveitamento da área.

O engenheiro agrônomo explica que o ideal é realizar uma amostragem de forragem cerca de uma semana antes da entrada dos animais, permitindo estimar a massa disponível de pasto.

Com base nesses dados, no tempo de permanência dos animais e no peso médio dos lotes, é possível calcular a capacidade de suporte da área (UA/ha), garantindo manejo adequado ao longo do ciclo de pastejo.

Momento correto do pastejo influencia produtividade e formação de palhada

O início do pastejo é um ponto crítico dentro do sistema ILP. Pastagens muito altas tendem a apresentar maior proporção de colmos e fibras, reduzindo a qualidade nutricional e comprometendo o desempenho animal.

Além disso, o excesso de altura pode prejudicar o perfilhamento e afetar a formação da palhada necessária para a safra seguinte.

No caso da Brachiaria ruziziensis, Hemython Luis Bandeira do Nascimento alerta que o acamamento pode ocorrer quando a planta está muito desenvolvida, reduzindo a eficiência do pastejo. Por isso, recomenda-se a entrada dos animais com a forrageira em torno de 50 cm de altura.

De forma geral, o primeiro pastejo deve ocorrer quando a pastagem atinge a altura ideal de manejo de cada cultivar, priorizando maior proporção de folhas e melhor aproveitamento da forragem.

Adubação de pastagens na safrinha deve ser avaliada com cautela

Segundo o especialista, na maioria dos casos não há necessidade de adubação de cobertura nas pastagens de safrinha. O residual de nutrientes deixado pela cultura anterior geralmente é suficiente para o estabelecimento inicial do capim.

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Outro fator limitante é o regime de chuvas, que tende a ser menor nesse período, reduzindo a eficiência da adubação e o aproveitamento dos nutrientes aplicados.

Suplementação deve considerar qualidade da forragem da ILP

Mesmo no período seco, os pastos formados em sistemas ILP mantêm alto valor nutritivo, com características próximas às pastagens de verão. Isso exige ajustes na suplementação animal para equilibrar o desempenho do rebanho.

O especialista reforça que a oferta de suplemento deve ser compatível com a qualidade da forragem disponível, evitando desperdícios e melhorando a eficiência alimentar do sistema.

Manejo correto garante palhada e sustentabilidade do sistema

Ao final do ciclo de pastejo, é fundamental evitar o uso excessivo da área. Deve permanecer um volume residual de forragem suficiente para a formação de palhada, etapa essencial para o plantio direto da cultura seguinte.

A recomendação técnica é manter entre 3 e 5 toneladas de matéria seca por hectare após a saída dos animais, garantindo boa cobertura do solo, maior retenção de umidade e controle eficiente de plantas daninhas.

ILP se consolida como estratégia de intensificação sustentável

A correta condução dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária reforça o potencial da ILP como ferramenta de intensificação sustentável no agronegócio brasileiro.

Com manejo técnico adequado, o produtor consegue maximizar o uso da área ao longo do ano, aumentar a produtividade animal e agrícola e ainda melhorar a saúde do solo, tornando o sistema mais resiliente frente às variações climáticas e de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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