AGRONEGÓCIO

Prefeitura imuniza mais de 22 mil animais no Dia D da Vacinação Antirrábica

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou no último sábado (25) o Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica Animal, mobilizando mais de 40 pontos de imunização distribuídos pelos quatro distritos da Capital. A ação garantiu que tutores de todas as regiões pudessem levar seus pets para receber a dose de proteção contra a raiva, uma doença grave e letal que pode ser transmitida de animais para humanos.

De acordo com o balanço parcial da Coordenadoria de Vigilância em Zoonoses (CVZ), 22.400 animais foram imunizados durante o mutirão, sendo 18.819 cães e 3.581 gatos. Somando-se aos 10 mil animais vacinados nos meses que antecederam o Dia D, Cuiabá já contabiliza mais de 31,4 mil cães e gatos vacinados em 2025. A cobertura vacinal acumulada até o mês de outubro é de 28,69% para cães e 22,32% para gatos, alcançando 34,9% do total de animais estimados no município.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou a importância da participação da população na campanha.
“Vacinar cães e gatos é um ato de amor e responsabilidade. A raiva é uma doença que não tem cura, mas pode ser totalmente evitada com a vacinação. Nossa meta é proteger os animais e, consequentemente, as famílias cuiabanas”, afirmou.

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Durante o Dia D, equipes da CVZ e médicos-veterinários estiveram nos locais de vacinação orientando os tutores sobre a importância da imunização e os cuidados de prevenção.
Embora alguns bairros não tenham sido contemplados nesta etapa, a SMS já prepara ações itinerantes nas próximas semanas para atender todas as regiões da cidade. Além dos postos fixos, estão sendo implementadas estratégias de vacinação domiciliar em imóveis com dez ou mais animais, atendimento prioritário para idosos e pessoas com deficiência, campanhas em áreas de vulnerabilidade social e vacinação de animais agressores, respeitando o período de observação clínica.

O município também mantém um posto permanente de vacinação antirrábica na sede da Coordenadoria de Vigilância em Zoonoses, localizada na Avenida Bernardo Antônio de Oliveira Neto, nº 1781, bairro Ribeirão do Lipa, que funciona de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

A raiva é uma infecção viral que atinge o sistema nervoso central e possui taxa de letalidade próxima a 100%, sendo uma das doenças mais graves conhecidas. A transmissão ocorre principalmente por mordidas, arranhões ou lambeduras de animais infectados.

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A Secretaria Municipal de Saúde reforça o alerta: todos os cães e gatos com mais de três meses de idade devem ser vacinados, desde que estejam saudáveis.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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