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Palestra aborda uso de tecnologia no combate à lavagem de dinheiro

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Como parte do módulo avançado do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNDL), o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Eduardo Rizzotto de Carvalho, ministrou nesta terça-feira (21) a palestra “Laboratório de Lavagem”, no Auditório Gervásio Leite do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá.

Atualmente coordenador de Inteligência Tecnológica e Assessoramento Técnico-Científico contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, Eduardo Rizzotto compartilhou sua experiência no enfrentamento a crimes financeiros, destacando a importância da integração entre os órgãos de controle e o uso de tecnologias avançadas para rastrear fluxos ilícitos de recursos.

Durante a exposição, o delegado falou sobre o funcionamento do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil e da rede nacional de laboratórios, que atua na análise de dados financeiros, recuperação de ativos e descapitalização de organizações criminosas.

“A proposta é apresentar a estrutura desses laboratórios, as ferramentas e as técnicas utilizadas nas investigações financeiras. O foco hoje é cada vez mais tirar o dinheiro dos criminosos, porque já se percebeu que apenas a prisão não resolve. A descapitalização é o que de fato enfraquece essas organizações e contribui para uma maior segurança pública e ordem social”, afirmou Rizzotto.

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O evento é promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), e reuniu cerca de 200 profissionais, entre magistrados, membros do Ministério Público, Polícia Judiciária Civil, Tribunal de Contas e Controladoria-Geral do Estado.

A programação do PNDL teve início na segunda-feira (20) e foca na atuação jurisdicional em processos complexos, especialmente aqueles que envolvem análise probatória detalhada e garantias processuais, com aplicação de técnicas jurídicas atualizadas e alinhadas a boas práticas internacionais.

Confira mais fotos do evento no Flickr do TJMT

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Autor: Flávia Borges

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Metodologia colaborativa do Escuta Cidadã marca construção do novo planejamento do TJMT

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Grupo de sete pessoas sentadas ao redor de uma mesa redonda com toalha amarela, escrevendo em papéis. O ambiente sugere uma oficina ou reunião colaborativa em uma sala iluminada.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) encerrou na sexta-feira (8) uma etapa importante da construção do Planejamento Estratégico para o ciclo 2027-2032. Durante três dias, as Oficinas Escuta Cidadã reuniram representantes de diferentes instituições, grupos sociais e setores da sociedade para discutir temas ligados ao presente e ao futuro da Justiça mato-grossense.
A metodologia utilizada nas oficinas foi desenvolvida de forma colaborativa entre a Coordenadoria de Planejamento (Coplan) e o Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJusMT). O modelo apostou em encontros mais próximos, dinâmicos e imersivos, permitindo uma participação mais ativa dos convidados e criando um ambiente de escuta qualificada.
Foto do servidor Thomas Augusto Caetano. Ele está sorrindo e olhando levemente para o lado. Tem cabelos curtos e escuros, veste uma camiseta roxa sob um paletó preto. Gestor de projetos de inovação do InovaJusMT, Thomás Augusto Caetano explicou que o principal objetivo foi aproximar o Judiciário das pessoas em um espaço de maior empatia e confiança. Segundo ele, o formato escolhido ajudou os participantes a se sentirem mais seguros para compartilhar experiências e percepções que serão úteis para a melhoria na prestação de serviços.
“Um futuro melhor passa pela percepção de diferentes pontos de vista, aproximação com o nosso cliente e também com outras instituições do ecossistema judiciário. Para isso, veiculamos bastante a campanha para inscrição no evento por meio de canais como o Justiça Comunitária e as nossas comissões”, contou Thomás.
A proposta também buscou ampliar a participação de públicos que, muitas vezes, têm mais dificuldade de ocupar espaços tradicionais de debate, como grandes audiências públicas. Nas oficinas, estiveram presentes representantes de minorias, comunidades quilombolas, população cigana, vítimas de violência doméstica, integrantes do sistema de justiça e da sociedade civil organizada.
Thomás lembrou ainda que o processo exigiu preparação e construção conjunta entre diferentes setores do Judiciário. “Foi um trabalho feito em parceria com várias pessoas da Coplan. Era algo novo para nós essa aproximação mais íntima com públicos diferentes por mais de duas horas de conversa, mas estamos muito satisfeitos com o resultado”, afirmou.
Homem jovem de camiseta clara fala ao microfone diante de uma tela de projeção com as palavras "Refletir, Relatar, Registrar". Ao fundo, garrafas térmicas sobre uma mesa lateral.Para André Tamura, diretor da WeGov e facilitador das oficinas, a metodologia fortalece a construção de um planejamento mais próximo da realidade vivida pela população. Segundo ele, abrir espaço para escuta faz com que as pessoas se sintam pertencentes ao processo e enxerguem, no futuro, que suas contribuições ajudaram a construir melhorias concretas no Judiciário.
“Essa construção ativa do planejamento é muito mais poderosa porque os participantes se sentem pertencentes dessa construção. Quando o cidadão perceber uma melhoria no serviço, ele poderá identificar que aquilo também foi pensado a partir da escuta dele”, apontou Tamura.
Retrato em primeiro plano de uma mulher sorridente com longos cabelos pretos e lisos. Ela veste uma blusa preta. O fundo está levemente desfocado, mostrando uma janela com luz natural.A gestora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) dos Juizados Especiais Estadual, Raniele Silva Farias, que participou de uma das oficinas, destacou que o modelo baseado no diálogo permitiu compartilhar experiências reais do dia a dia. Para ela, esse tipo de construção coletiva ajuda a pensar em soluções mais acessíveis, humanas e eficientes para a população.
“Nós que trabalhamos com conciliação priorizamos sempre o diálogo. Portanto, esse modelo de conversar, de dialogar, de trocar experiências, de trazer a rotina do dia a dia como um fator de discussão em uma oficina é uma forma muito positiva. É a partir disso que saem as ideias, novas propostas de melhoria de atendimento, de uma justiça mais justa, próxima e acessível”, pontuou.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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