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Cadeia da Mandioca no Brasil Passa por Transformações e Busca Inovação

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A cadeia produtiva da mandioca, que inclui a produção de fécula, amidos modificados e farinha, tem passado por mudanças significativas impulsionadas por fatores econômicos, tecnológicos, institucionais e sociais. Segundo Fábio Isaias Felipe, pesquisador do Cepea, dados da FAO mostram que, em 2022, 16% do amido produzido mundialmente veio da mandioca, com crescimento médio anual de 7,4% entre 2010 e 2022.

No mercado internacional, o amido de mandioca é o mais comercializado, impulsionado principalmente pela demanda da China. A perspectiva global, segundo a ONU, é de crescimento populacional contínuo, o que deve elevar a demanda por alimentos processados, incluindo produtos funcionais, abrindo oportunidades para o segmento de amidos, especialmente os derivados da mandioca.

Tendências de uso da mandioca na Ásia e Brasil

Nos principais produtores asiáticos, como Tailândia, Vietnã, Indonésia e Camboja, a mandioca tem sido utilizada também para produção de energia, como etanol. No Brasil, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2018 mostrou mudanças nos hábitos de consumo: enquanto a farinha registrou queda, houve aumento na demanda por fécula e produtos derivados de conveniência, alinhando-se à tendência global de consumo de alimentos processados.

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O setor alimentício continua sendo o maior demandante de mandioca e fécula. Em resposta às mudanças do mercado, a indústria tem diversificado sua produção. Em 2024, o Cepea registrou que quase 40% das fecularias já oferecem produtos além da fécula, sinalizando um avanço rumo à inovação no setor.

Alterações na produção regional brasileira

A produção de mandioca no Brasil também apresenta mudanças regionais. Dados do IBGE indicam que, entre 2002 e 2025 (estimativa), a produção nacional deve ter queda média anual de 1,6%, principalmente no Nordeste. Por outro lado, estados que industrializam a mandioca para produção de amidos e produtos derivados, como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, devem registrar crescimento de 1,4% ao ano, respondendo por cerca de 36,5% da produção nacional.

Esse cenário evidencia a importância da integração entre pesquisa, extensão rural e expansão de mercados. Há espaço significativo para aumentar a produtividade por meio de variedades mais resistentes e processos de produção mais eficientes.

Inovação como motor de competitividade

Especialistas reforçam que a inovação é crucial tanto no campo quanto na indústria. Reduzir custos de produção e minimizar a volatilidade de preços são passos essenciais para tornar a mandioca mais competitiva, principalmente em um modelo agrícola diversificado, no qual a raiz concorre por espaço com outras culturas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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