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Produtores de soja em Goiás destacam necessidade de mais energia para nova fronteira agrícola

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Com expectativa de safra recorde, produtores goianos defendem investimentos em infraestrutura elétrica e logística para ampliar a produção no Vale do Araguaia. O tema foi central na Abertura do Plantio de Soja Goiana, realizada em 27 de setembro pela Aprosoja-GO na Fazenda Tamburi, em Nova Crixás, e reuniu mais de 1 mil participantes entre produtores, autoridades e lideranças políticas.

Vale do Araguaia como nova fronteira agrícola

O Vale do Araguaia, composto por 11 municípios, já responde por 10% da safra de soja e 15% do milho em Goiás. A região tem potencial para expandir em 50% a área agricultável, convertendo mais de 2 milhões de hectares de pastagens degradadas em terras produtivas. Desde 2019, a produção local cresce sete vezes mais que a média estadual.

Segundo Aldo Rebelo, ex-deputado federal e ex-ministro da Defesa, a região representa uma transformação econômica significativa. “Com essa nova fronteira, Goiás consolida-se como uma das maiores bacias de grãos do Brasil, mostrando o impacto do espírito empreendedor dos produtores rurais”, destacou.

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Energia elétrica é principal desafio

Durante o evento, produtores apontaram que o déficit energético limita o desenvolvimento da região. Clodoaldo Calegari, presidente da Aprosoja-GO, afirmou que a entidade continuará pressionando por soluções. “Transformar potencial em potência não é fácil, mas queremos fazer isso. Se cada um se dedicar um pouco, vamos chegar lá”, disse.

O vice-governador Daniel Vilela reforçou que o governo estadual, junto a produtores e lideranças locais, negocia com o Ministério de Minas e Energia e com a concessionária para direcionar investimentos na rede elétrica, incluindo o novo linhão que será leiloado em outubro.

José Mário Schreiner, presidente da Faeg, também destacou a importância da energia para ampliar áreas irrigadas e impulsionar o desenvolvimento da região, ressaltando que a infraestrutura viária já concluída é um exemplo do progresso em curso.

Sustentabilidade e logística como fatores estratégicos

O evento também enfatizou práticas sustentáveis e melhorias logísticas. Erik Figueiredo, presidente do IMB, afirmou que a produção no Vale respeita o Código Florestal e contribui para a recuperação de terras degradadas. Cerca de 259 mil hectares de áreas degradadas poderiam ser recuperadas em cinco anos, com investimento estimado em R$ 3 bilhões.

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A expansão da malha logística, como a possível implantação do Terminal Logístico de Grãos da Ferrovia de Integração Centro-Oeste, deve gerar crescimento de 9,6% no PIB agropecuário regional (equivalente a R$ 132,6 milhões) e quase 10,8 mil empregos formais nos próximos anos.

Perspectiva de safra recorde

Na última safra, Goiás colheu 20,75 milhões de toneladas de soja, sendo 10% provenientes do Vale do Araguaia. Com a ampliação da infraestrutura energética e logística, os produtores esperam consolidar a região como uma nova fronteira agrícola de alta produtividade no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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