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Prefeito anuncia ajustes na Limpurb e garante proteção aos trabalhadores

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou na manhã desta segunda-feira (1º) um reajuste no contingente de colaboradores terceirizados que prestam serviços de limpeza e manutenção urbana por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). A medida faz parte do processo de reorganização administrativa após o encerramento do contrato da Prefeitura com a empresa MD Terceirizados, responsável pela execução dos serviços.

As equipes terceirizadas atuam na roçagem, capinagem, varrição, pintura de meio-fio, retirada de bolsões de lixo, além da manutenção de praças e parques, incluindo jardinagem.

Segundo Brunini, a decisão visa assegurar que os direitos trabalhistas dos colaboradores sejam integralmente respeitados. “Nosso compromisso é duplo: primeiro, não deixar ninguém sem emprego; segundo, não permitir que vocês fiquem sem receber seus direitos trabalhistas. Estamos fazendo a transição de forma gradual, transparente e responsável para que cada trabalhador receba o que é seu por direito”, destacou o prefeito.

O contrato com a empresa MD Terceirizados foi encerrado em maio. Para evitar uma demissão em massa, a Prefeitura adotou um modelo emergencial, conhecido como pagamento indenizatório, que permitiu a continuidade temporária das atividades. Entretanto, conforme explicou o prefeito, a legislação exige a abertura de um novo processo licitatório. “Não podemos mais manter esse formato, porque não é permitido por lei. Já demos início à licitação, na qual qualquer empresa poderá participar. O que importa é que será feito com transparência e dentro da lei”, afirmou Brunini.

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Vale ressaltar que, por se tratar de uma empresa pública, a Limpurb não segue os critérios da Lei nº 14.133/2021, que rege as licitações e contratações públicas no Brasil, mas sim os parâmetros da Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016, que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias. Essa lei abrange toda e qualquer empresa pública e sociedade de economia mista que explore atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, ainda que a atividade econômica esteja sujeita ao regime de monopólio da União ou seja de prestação de serviços públicos.

Na última semana, a gestão municipal comunicou à empresa o desligamento de 100 trabalhadores, medida que será acompanhada de perto para garantir o pagamento das rescisões. Caso a empresa não cumpra as obrigações, a Prefeitura acionará o Ministério Público do Trabalho.

Para auxiliar os trabalhadores que passarão pela transição, a Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, sob o comando do secretário Vicente Falcão, levou ao local as vans do Sine Municipal, oferecendo vagas de emprego em empresas privadas da capital.

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“Quero reforçar: aqueles que tiverem dificuldade em receber seus direitos trabalhistas devem procurar a Prefeitura. Nossa obrigação é fiscalizar e acompanhar cada pagamento, para garantir que o dinheiro chegue às mãos de vocês”, reforçou o prefeito.

O diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, ressaltou o compromisso da atual gestão com a responsabilidade fiscal e o respeito aos trabalhadores. “Na nossa gestão, os pagamentos sempre foram feitos em dia. Até agosto, todos os salários foram quitados até o quinto dia útil, sem atrasos. No passado, isso não acontecia: havia dívidas trabalhistas, previdenciárias e até terceirizadas ficaram meses sem receber. Essa realidade mudou e não voltará a se repetir”, disse Wellaton.

Brunini finalizou destacando que a Prefeitura seguirá acompanhando cada etapa do processo até a contratação da nova empresa. “Estamos cuidando para que ninguém fique desamparado. A cidade precisa dos serviços de limpeza e os trabalhadores precisam de segurança jurídica. Essa mudança vai ser feita com responsabilidade, respeito e transparência”, concluiu o prefeito.

#PraCegoVer

A imagem mostra o prefeito Abilio Brunini em diálogo com os colaboradores da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos – Limpurb.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra

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A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.

A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.

Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.

A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.

Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.

O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.

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Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.

A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.

O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.

No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.

A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.

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Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.

O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.

Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.

O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.

Fonte: Pensar Agro

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