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Mercado de flores 2024: clientes mais exigentes buscam novas experiências

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O setor que atravessa ótima fase está prestes a passar por uma série de transformações significativas neste ano, delineando novas dinâmicas. As tendências indicam uma crescente integração das flores nos ambientes internos, impulsionando a procura por arranjos que conferem leveza e renovação aos espaços.

Os entusiastas das flores, cada vez mais conectados às redes sociais, buscarão facilidades oferecidas pelo comércio eletrônico, ao mesmo tempo que darão preferência a itens personalizados. Além disso, os consumidores estarão mais atentos às questões de sustentabilidade e à origem das plantas.

Novos rumos

Para alcançar o sucesso, as empresas devem explorar essas e outras oportunidades em cena, proporcionando experiências diferenciadas aos clientes. Isso inclui a introdução de novos produtos, investimentos em aprimoramentos no e-commerce e presença robusta nas redes sociais com conteúdo qualificado.

Desafios à vista: impacto da mudança climática

As empresas ainda devem manter uma vigilância constante em relação às alterações climáticas, considerando o atual período de calor intenso no Brasil, que é reflexo do fenômeno do aquecimento global. Essas condições extremas têm o potencial de afetar significativamente a produção de flores, tornando imperativa a implementação de soluções estratégicas. Nesse contexto, é essencial considerar a adoção de câmaras frias mais eficientes e potentes, visando preservar a durabilidade das plantas e garantir a qualidade dos produtos.

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Inovações tecnológicas

Já a constante evolução das tecnologias está redefinindo o mercado de flores, trazendo avanços em várias frentes. A agricultura inteligente, por exemplo, utiliza análise de dados para otimizar o cultivo, enquanto o ramo da genômica e do melhoramento de plantas possibilita variedades florais com resistências a pragas e cores específicas. A blockchain na cadeia de suprimentos assegura transparência da origem das flores, enquanto os drones na agricultura proporcionam eficiência operacional. Aplicativos e plataformas on-line avançados oferecem experiências de compra personalizadas e a biotecnologia floral busca prolongar a vida útil e criar flores únicas. Todas essas inovações modificam a indústria e estabelecem novas possibilidades, aprimorando ainda mais a experiência do consumidor.

Portanto, em 2024, o mercado de flores promete se basear em um ambiente dinâmico, pronto para transformações. O cerne do sucesso reside na habilidade das empresas de antecipar soluções e criar estratégias, minimizando impactos e garantindo a satisfação do público.

Clóvis Souza é fundador da Giuliana Flores, maior e-commerce de flores do país, que ocupa 65% de market share no Brasil, com mais de 800 mil entregas feitas por ano – [email protected].

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Fonte: NB Press Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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