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Abelhas: Guardiãs da Economia e da Biodiversidade

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Casos recentes de mortes massivas de abelhas, como a investigação em Lontra, no interior de São Paulo, envolvendo três milhões de indivíduos, e o registro de nove milhões de abelhas mortas em Goiás, acenderam um alerta sobre os impactos desse fenômeno para a economia e o meio ambiente. As suspeitas recaem sobre o uso de agrotóxicos proibidos, reforçando a necessidade de atenção à preservação desses insetos fundamentais.

Mais do que produtoras de mel, as abelhas desempenham um papel crucial na polinização, processo essencial para a reprodução de mais de 75% das culturas alimentares globais e 85% das plantas com flores. A doutora em Ciências Biológicas e professora do Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental da Universidade Positivo (UP), Cíntia Mara Ribas de Oliveira, destaca que a polinização feita por abelhas nativas resulta em frutos e sementes viáveis, essenciais para espécies de alto valor econômico e ambiental, como o café e o açaí.

Impactos na Agricultura: Sustentabilidade e Produtividade

No Brasil, as abelhas são indispensáveis para culturas de exportação e consumo interno, como café, soja, maracujá e laranja. A polinização mediada por esses insetos pode elevar a produtividade em até 30%, especialmente em cultivos tropicais polinizados por espécies nativas sem ferrão.

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No caso do café, por exemplo, além do aumento na produção, a qualidade dos grãos é significativamente melhorada. Outras plantas, como cajueiro, goiabeira e castanheira-do-Brasil, também dependem diretamente das abelhas para manter uma produção sustentável.

Além disso, a polinização impacta a fauna, beneficiando animais que consomem frutos polinizados, como pássaros frugívoros, insetos herbívoros e pequenos mamíferos. Relações de mutualismo entre abelhas e algumas espécies de aves também podem ser prejudicadas pela perda da diversidade desses insetos.

Preservação Ambiental e Serviços Ecossistêmicos

As abelhas também desempenham um papel vital em serviços ecossistêmicos que vão além da agricultura, como a regulação do clima e a conservação de recursos hídricos. Plantas polinizadas ajudam no ciclo hidrológico e na fixação de carbono, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

No Brasil, a polinização sustenta a biodiversidade dos seis biomas principais — Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa. No Cerrado, por exemplo, frutos como pequi e baru dependem diretamente das abelhas. A perda desses polinizadores poderia levar a uma drástica redução da diversidade vegetal, comprometendo ecossistemas inteiros e afetando espécies herbívoras e predadoras.

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Os Riscos da Extinção: Consequências Econômicas e Ambientais

A extinção das abelhas traria impactos devastadores para o meio ambiente e a humanidade. Para o agronegócio, a ausência de polinizadores no Brasil comprometeria a produção de culturas essenciais e reduziria a biodiversidade em várias regiões, aumentando a vulnerabilidade à degradação ambiental.

Cíntia Ribas de Oliveira estima que o valor econômico da polinização no Brasil atinja bilhões de reais anualmente. A perda das abelhas tornaria as práticas agrícolas mais caras e menos produtivas, encarecendo os alimentos e afetando a segurança alimentar.

“A falta de polinização natural reduziria a qualidade nutricional dos frutos e vegetais, comprometendo diretamente a saúde e a economia do país”, alerta a especialista.

Conclusão: Proteger as Abelhas é Proteger o Futuro

As abelhas são peças-chave na manutenção da biodiversidade, na produtividade agrícola e na estabilidade econômica. Diante dos desafios impostos por práticas inadequadas, como o uso de agrotóxicos proibidos, e pelos impactos das mudanças climáticas, investir na preservação desses insetos é essencial para garantir um futuro sustentável e próspero.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Controle parasitário em bovinos ganha força com chegada das pastagens de inverno no Rio Grande do Sul

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A entrada das pastagens de inverno no Rio Grande do Sul marca uma fase decisiva para o manejo dos rebanhos e reforça a necessidade de intensificar as estratégias de controle sanitário, especialmente no combate aos parasitas que afetam a pecuária bovina.

Estimativas indicam que os prejuízos causados por parasitas na pecuária brasileira chegam a cerca de R$ 70 bilhões por ano, o que evidencia o impacto econômico significativo desse desafio sanitário na atividade produtiva.

Período de transição aumenta risco de infestação parasitária

A mudança de estação e a entrada dos animais em novas áreas de pastejo elevam a exposição dos bovinos a formas infectantes de parasitas presentes nas pastagens. Esse cenário aumenta a pressão parasitária sobre o rebanho e pode comprometer o desempenho produtivo dos animais.

Quando não controladas de forma adequada, as infestações parasitárias afetam diretamente o ganho de peso, a conversão alimentar, a eficiência reprodutiva e a absorção de nutrientes, refletindo em perdas produtivas e econômicas para o sistema pecuário.

Controle preventivo é fundamental para preservar produtividade

Segundo Janaina Giordani, gerente de produtos de antiparasitários da Zoetis Brasil, o controle parasitário deve ser encarado como uma estratégia preventiva dentro do sistema de produção.

“O controle parasitário não deve ser visto apenas como uma medida de tratamento, mas como uma estratégia para preservar o potencial produtivo dos animais. A atuação preventiva protege os ganhos em manejo e nutrição e reduz perdas que nem sempre são percebidas de imediato”, explica.

Condições do inverno no RS exigem atenção redobrada

No Rio Grande do Sul, o uso de pastagens de inverno impõe desafios adicionais ao manejo, como ocorrência de geadas, excesso de umidade e variações na qualidade das forrageiras. Esses fatores podem afetar o desenvolvimento das pastagens e a oferta nutricional aos animais.

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Nesse contexto, manter o rebanho protegido contra parasitas é essencial para garantir melhor aproveitamento dos nutrientes disponíveis e sustentação do desempenho produtivo ao longo da estação.

Soluções sanitárias e manejo integrado no controle parasitário

Para apoiar os pecuaristas, a Zoetis disponibiliza soluções voltadas ao controle estratégico de parasitas. Entre elas está o Valcor®, indicado para o controle de parasitas internos e externos que afetam bovinos.

Outra solução é o Cydectin®, amplamente utilizado no controle de nematódeos gastrointestinais e outros parasitas de relevância econômica para a pecuária.

Produtividade depende da soma de fatores no sistema

A especialista reforça que o desempenho produtivo é resultado da integração entre genética, nutrição, manejo e sanidade.

“O controle parasitário ajuda a preservar os investimentos feitos em genética e nutrição, permitindo que os animais expressem melhor seu potencial produtivo”, destaca Janaina.

Assistência técnica e manejo orientado à realidade da fazenda

Além das soluções sanitárias, a Zoetis atua com suporte técnico especializado, capacitação de produtores e recomendações baseadas em evidências científicas. A adoção de monitoramento constante e estratégias de controle adaptadas a cada propriedade contribui para uma pecuária mais eficiente, sustentável e resiliente ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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