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Agroleite 2025 movimenta quase R$ 1 bilhão e celebra 25 anos como referência no setor leiteiro

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Pouco mais de dez dias após o encerramento do Agroleite 2025, realizado de 5 a 8 de agosto em Castro (PR), a Cooperativa Castrolanda divulgou o balanço oficial do evento. Considerado a maior vitrine tecnológica da cadeia do leite na América Latina, o evento celebrou 25 anos de história com números expressivos: as 370 empresas expositoras movimentaram R$ 969 milhões em vendas e contratos durante os quatro dias de feira.

O valor representa um crescimento de 86% em relação à edição de 2024, quando os negócios somaram R$ 520 milhões.

“O volume de negócios nos surpreendeu positivamente. Apesar do contexto econômico, os visitantes e expositores aguardaram o evento para aproveitar condições especiais e concretizar negócios”, destacou Willem Bouwman, presidente da Castrolanda.

Público recorde e importância para o setor

O Agroleite 2025 recebeu 163 mil visitantes durante os quatro dias, o dobro da população do município de Castro. O evento reuniu produtores, empresas, pesquisadores e consumidores de diversas regiões do Brasil e do exterior.

“O Agroleite se consolida como um evento altamente técnico e estratégico para a pecuária leiteira nacional e para a economia do setor”, afirma Seung Lee, Diretor Executivo da Castrolanda.

Empresas destacam resultados expressivos

Diversas empresas relataram crescimento significativo nas vendas e fortalecimento da marca durante o evento.

  • Alta Genetics registrou aumento de cerca de 50% nas vendas em relação à edição de 2024.
  • UCBVET Saúde Animal inaugurou sua sede no Castrolanda Expo Center, um dos 14 estandes inaugurados com investimento de R$ 12 milhões da Cooperativa.
  • Bouwman destacou que, apesar do cenário de juros altos, fechou negócios importantes que aguardavam as condições especiais da feira, além de reforçar o relacionamento com clientes de diversas regiões do Brasil.
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Participação internacional fortalece networking

O Agroleite 2025 contou com uma Ala Internacional, reunindo expositores de países como China, Itália, Holanda e Estados Unidos. Entre eles estavam: Beijing Yahe Nutritive, Forever Green, Bovimix, Schils, Departamento de Agricultura e Comércio de Wisconsin e Embaixada dos Países Baixos.

“O Agroleite é um evento chave para promover interações entre empresas e países, incentivando negócios e troca de tecnologias”, afirma Alf de Wit, assessor agrícola da Holanda.

Leilão Virtual movimenta mercado de genética

O Leilão Virtual Estrelas do Leite, promovido em parceria com a Embral, movimentou R$ 834 mil com a venda de 41 animais de alta genética. A campeã da raça Jersey foi comercializada por R$ 42 mil, e a média do leilão ficou em R$ 20 mil por animal.

“O leilão teve liquidez praticamente absoluta e satisfez compradores e vendedores com animais de alto potencial leiteiro”, destacou Eduardo Moraes, diretor da Embral.

Próxima edição já tem previsão

A próxima edição do Agroleite está programada para agosto de 2026, com data oficial a ser divulgada em breve. A venda das áreas de exposição deve começar ainda em 2025, priorizando os expositores das edições anteriores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde histórico e somam US$ 16,6 bilhões em abril

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O agronegócio brasileiro registrou novo recorde nas exportações em abril de 2026. As vendas externas do setor somaram US$ 16,65 bilhões, maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado representa crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e reforça a força do agro brasileiro no comércio internacional. O setor respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período.

No acumulado de janeiro a abril, o agronegócio alcançou US$ 54,6 bilhões em exportações, estabelecendo também recorde histórico para o primeiro quadrimestre.

Volume exportado cresce e superávit do agro chega a US$ 15 bilhões

Além do avanço em receita, o volume exportado pelo agronegócio brasileiro aumentou 9,5% na comparação anual. O preço médio dos produtos embarcados também apresentou alta de 2,1%.

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,62 bilhão em abril, recuo de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, o setor fechou o mês com superávit comercial de aproximadamente US$ 15 bilhões.

O desempenho ocorre em um cenário internacional marcado pela valorização da segurança sanitária, da regularidade no fornecimento e da capacidade de entrega, fatores que fortalecem a competitividade do Brasil nos mercados globais.

China lidera compras do agro brasileiro

A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor.

O volume representa crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025.

A União Europeia apareceu na segunda posição, com US$ 2,36 bilhões em compras e participação de 14%, avanço de 8,7% na comparação anual.

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Os Estados Unidos ocuparam a terceira colocação, com US$ 1 bilhão exportado, apesar da queda de 16,8% em relação a abril do ano passado.

Soja lidera exportações e bate recorde de volume embarcado

A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas chegaram a US$ 6,9 bilhões em abril, crescimento de 18,8% sobre 2025.

O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, alta de 9,7% e recorde histórico para meses de abril.

O resultado acompanha a safra recorde de soja do ciclo 2025/2026, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento, além da valorização de 8,4% no preço médio da commodity.

Carne bovina brasileira alcança desempenho histórico

A carne bovina in natura também apresentou resultado histórico nas exportações brasileiras.

As vendas externas somaram US$ 1,6 bilhão em abril, crescimento de 29,4% em relação ao mesmo período de 2025. O volume exportado atingiu 252 mil toneladas, avanço de 4,3%.

Tanto a receita quanto o volume embarcado foram recordes para o mês de abril.

A China continuou sendo o principal mercado comprador da proteína bovina brasileira, respondendo por US$ 877,4 milhões em aquisições, equivalente a 55,8% das exportações do produto.

Complexo soja, proteínas animais e celulose impulsionam resultado

Entre os segmentos com maior destaque nas exportações do agro brasileiro em abril estão:

  • Complexo soja: US$ 8,1 bilhões, alta de 20,4%;
  • Proteínas animais: US$ 3 bilhões, crescimento de 18%;
  • Produtos florestais: US$ 1,4 bilhão, avanço de 8,6%;
  • Café: US$ 1,2 bilhão, apesar de retração de 12,1%.
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O algodão também registrou recorde histórico em valor e volume exportado, enquanto a celulose alcançou US$ 854,7 milhões em embarques, crescimento de 16%.

Outro destaque foi o farelo de soja, que atingiu 2,4 milhões de toneladas exportadas, avanço de 12,7%.

Produtos diferenciados ampliam espaço no comércio exterior

Além das commodities tradicionais, produtos considerados de nicho também ganharam espaço na pauta exportadora brasileira.

Entre os destaques estão pimenta piper seca, óleo essencial de laranja, rações para animais domésticos, sebo bovino, manga e abacate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

A fruticultura brasileira também ampliou participação internacional. Desde 2023, o Brasil abriu 34 novas oportunidades de exportação para frutas.

Entre janeiro e abril de 2026, melões, limões, limas, melancias e mamões registraram recordes de vendas externas.

Governo destaca abertura de mercados e força do agro brasileiro

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, afirmou que o desempenho reforça a posição do Brasil como parceiro estratégico no comércio internacional.

Segundo ele, o avanço das exportações é resultado da combinação entre capacidade produtiva, abertura de mercados e atuação internacional do país.

Já o ministro da Agricultura, André de Paula, destacou que o resultado fortalece a geração de renda, empregos e investimentos em toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

“O recorde de abril confirma o tamanho e a responsabilidade do agro brasileiro. O resultado nasce do trabalho dos produtores, cooperativas, agroindústria, exportadores e de uma atuação próxima do setor produtivo”, afirmou o ministro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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