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México deve liberar novos frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina

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O México deve autorizar em breve a entrada de 14 novos frigoríficos brasileiros na lista de habilitados para exportação de carne bovina. A informação foi confirmada pelo secretário de Comércio Exterior do Brasil, Tatiana Prazeres Rua, em entrevista à Reuters, durante evento realizado na Cidade do México.

A medida reforça a posição do Brasil como o maior exportador de carne bovina do mundo, ampliando ainda mais sua presença no mercado mexicano.

México ultrapassa os EUA como segundo maior comprador

Em agosto, o México superou os Estados Unidos e se consolidou como o segundo maior importador de carne bovina brasileira, movimento impulsionado pelas tarifas aplicadas pelo governo norte-americano sobre produtos do Brasil.

De acordo com Rua, uma auditoria sanitária está prevista para setembro, quando técnicos da agência de inspeção do México visitarão frigoríficos brasileiros. A expectativa é que, após a análise, os 14 estabelecimentos recebam autorização para exportar.

Grandes frigoríficos devem ser beneficiados

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, as plantas que aguardam aprovação pertencem a grandes empresas do setor, como Marfrig, JBS e BRF. Caso a autorização seja concedida, elas se somarão às 35 unidades já habilitadas a vender carne bovina para o México.

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Impactos no comércio internacional

Analistas avaliam que as tarifas impostas pelos EUA podem reconfigurar o comércio global de carne bovina, levantando especulações sobre a possibilidade de que parte da carne brasileira seja enviada via México ou outros países antes de chegar ao mercado norte-americano.

O ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, no entanto, declarou à Reuters que esse não é o objetivo do aumento das importações de carne bovina brasileira pelo país.

Próximos passos

O Ministério da Agricultura do México, responsável pela agência sanitária que conduz as inspeções, ainda não se manifestou oficialmente sobre o tema. A expectativa é que a auditoria de setembro seja determinante para a ampliação da presença brasileira no mercado mexicano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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