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Ponto de Inclusão Digital (PID) de Nova Brasilândia garante acesso à justiça para população local

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O eletricista Azinete Xavier Costa concede entrevista à TV.Jus. ele é um homem pardo, magro, cabelos e olhos castanhos, usando camisa social cinza.O município de Nova Brasilândia (201 Km a nordeste de Cuiabá), pertencente à Comarca de Chapada dos Guimarães, da qual está distante 134 quilômetros, foi a primeira no estado a instalar o Ponto de Inclusão Digital (PID), do Poder Judiciário de Mato Grosso, em 2 de fevereiro de 2023, possibilitando o acesso à Justiça aos cidadãos que não têm condições de ir até a sede do foro ou mesmo acionar os serviços por meio da internet. Desde a sua inauguração, o PID de Nova Brasilândia já possibilitou a realização de mais de 140 audiências e de mais de 130 atendimentos.

Um dos beneficiados é o eletricista Azinete Xavier Costa, que, após o fim de um relacionamento, procurou o PID para acompanhar o andamento de um processo relativo à pensão alimentícia que deve pagar à filha de 5 anos, que se mudou com a mãe para Glória D’Oeste. Além disso, ele também acionou a Justiça para atuar em uma demanda relativa à alienação parental.

“Eu fui muito bem atendido nesse posto de atendimento. É muito bom, não só para mim, mas para todos nós, que, às vezes, não temos nem tempo quanto mais condições financeiras pra ir em Chapada. Então é resolvido aqui mesmo no nosso local, onde nós reside”, afirma.

A dona de casa Elaine Cristina Bispo de Jesus concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher negra, de cabelos lisos, presos e pretos, olhos escuros, usando camiseta lilás estampada.A dona de casa Elaine Cristina Bispo de Jesus também procurou o PID, no intuito de solicitar junto à Justiça a curatela do filho de 21 anos, que é deficiente mental. “Eu vim buscar um pedido de curatela do meu menino e fui bem atendida, foi muito bom o atendimento! Facilitou muito porque nós teríamos que deslocar para Chapada e é longe, não é toda vez que tem dinheiro para poder ir”, relata.

Para o juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior, diretor do foro de Chapada dos Guimarães, “o Ponto de Inclusão Digital é a materialização do verdadeiro acesso à justiça”. “É uma unidade judiciária onde estamos trazendo a verdadeira cidadania. O cidadão não precisa se deslocar quase duas horas de carro até a sede da comarca, que é Chapada, viabilizando vários tipos de serviço. A gente sabe que Mato Grosso é um estado com dimensões continentais, então, foi muito importante a criação e instalação desse PID”, enaltece.

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Juiz Leonísio Salles concede entrevista à TV Justiça. Ele é um homem branco, de olhos verdes, cabelo castanho claro, usando camiseta preta com logo da Justiça Comunitária.O magistrado ressalta que o Município é parceiro do Poder Judiciário, disponibilizando toda estrutura de espaço físico e servidoras, que atuam no atendimento à população no local, auxiliando no acesso aos serviços judiciários e gerando economia de tempo e dinheiro tanto para os cidadãos, bem como para o Poder Público. Além disso, o espaço é utilizado também por outros órgãos públicos, como a Defensoria Pública Estadual, Polícia Civil e, em breve, contará com serviços da Justiça Eleitoral.

Defensor público Rubens Fuzaro atende uma mulher no Ponto de Inclusão Digital de Nova Brasilândia.No PID, apesar de os serviços do Judiciário serem prestados de forma remota, as pessoas que chegam até lá contam com o atendimento presencial do defensor público Rubens Vera Fuzaro Júnior, que uma vez por mês atende no estabelecimento. “Esse posto tem sido fundamental para que nós possamos ter um contato mais direto com a população. Aqui nós temos realizado uma gama de atendimento, dando os devidos encaminhamentos. Esse posto tem sido um grande avanço, é uma barreira que nós superamos para estarmos em contato com a população, levando informação, garantindo o acesso ao poder judiciário”, avalia.

Conforme o defensor público, os atendimentos realizados abrangem as áreas cível, criminal, de direito público e até mesmo em causas de competência da Justiça Federal. “Nós atendemos muito caso de família, situações de violência doméstica, de alimentos, de divórcios, de dissolução de união estável. Também casos criminais, como comparecimento de execução penal; bem como caso de saúde, exames, procedimentos de alta complexidade. Em atendemos também em casos que não sejam de atribuição da Defensoria Pública Estadual, mas que nós possamos dar o devido encaminhamento para que a Defensoria Pública da União possa proceder o devido atendimento, como nos casos de benefício de prestação continuada, LOAS, benefícios previdenciários, aposentadoria, como também Justiça do Trabalho”, detalha o defensor público Rubens Fuzaro.

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Adeiziely da Silva Tavares, secretária executiva do Posto de Atendimento ao Cidadão, concede entrevista à TV.Jus. ela é uma mulher parda, olhos castanhos, cabelos lisos, chanel e pretos, usando camiseta preta.Graças à parceria com o Município de Nova Brasilândia, a população que chega ao Ponto de Inclusão Digital conta com a bacharela em Direito, Adeiziely da Silva Tavares, secretária executiva do Posto de Atendimento ao Cidadão onde funciona o PID, para auxiliar nas demandas. “Esse atendimento é importante porque a pessoa tem uma chance de recorrer ao seu direito, porque muitas pessoas não têm condições de pagar um advogado e, se elas tivessem que se deslocar a Chapada, por conta própria, elas não iriam buscar. Então é uma oportunidade para essas pessoas de serem atendidas na sua cidade. Ficou bem mais fácil”, avalia a servidora.

Fachada do Posto de Atendimento ao Cidadão, onde, dentre outros órgãos, funciona o Ponto de Inclusão Digital do Poder Judiciário. É uma casa com as paredes pintadas de azul e branco com listras amarelas e verdes no meio da parede.Ponto de Inclusão Digital – Os Pontos de Inclusão Digital funcionam como extensões descentralizadas dos Fóruns das Comarcas, permitindo que cidadãos de localidades remotas tenham acesso a serviços essenciais do Poder Judiciário sem a necessidade de grandes deslocamentos. Nesses espaços, a população pode participar de audiências por videoconferência, realizar consultas processuais e entrar em contato com servidores, tudo com o auxílio da tecnologia. Os escritórios, geralmente, funcionam em salas cedidas por órgãos parceiros, como prefeituras, cartórios e até igrejas.

Em junho deste ano, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) atingiu o terceiro lugar no ranking nacional de estados com mais Pontos de Inclusão Digital instalados, totalizando 59 unidades, garantindo a cobertura de atendimento a 99% da população mato-grossense.

Todos os endereços e contatos dos PIDs de Mato Grosso podem ser encontrados no portal do TJMT, na aba “Contatos do Judiciário – Pontos de Inclusão Digital”. Clique aqui para conferir.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Conselheiro do CNJ aponta TJMT como o tribunal mais célere do país

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Print de tela. Mostra o conselheiro do CNJ, Ulisses Rabaneda, durante sessão plenária. Ele usa terno azul e está sentado à mesa de julgamentos. Na tela aparecem o número do ato normativo analisado e a identificação do relator.O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda afirmou nesta terça-feira (26) que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é o mais célere do país em Segundo Grau. A declaração foi feita durante a 8ª Sessão Ordinária do CNJ, ao defender proposta que amplia o uso do destaque automático em julgamentos virtuais.

“Importa destacar ainda que na data da extração dos dados, o Tribunal de Justiça que apresentava a menor taxa de congestionamento líquido em Segundo Grau, ou seja, o tribunal mais célere do país, era o do magnífico Estado de Mato Grosso. Tem uma taxa de congestionamento de 15,96% e adota o destaque automático da sessão virtual para julgamento presencial nas hipóteses de sustentação oral”, afirmou.

A declaração ocorreu durante a apresentação da Proposta de Ato Normativo nº 0001661-33.2026.2.00.0000, relatada por Rabaneda. O ato propõe alterações na Resolução 591/2024 para tornar automático o destaque de processos julgados no plenário virtual quando houver pedido de sustentação oral pelas partes.

Segundo o relator, a proposta busca garantir maior participação da advocacia nos julgamentos colegiados, assegurar segurança jurídica e uniformizar procedimentos entre os tribunais brasileiros.

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Durante a exposição, Rabaneda explicou que o CNJ requisitou informações a todos os tribunais brasileiros sobre os modelos utilizados nos julgamentos virtuais e confrontou os dados com os indicadores do relatório Justiça em Números, de abril de 2026.

“As respostas encaminhadas foram expressivas e abrangentes, permitindo a formação de base de dados consistente e representativa”, afirmou o conselheiro.

Conforme os dados apresentados, 57% dos tribunais brasileiros já utilizam o modelo automático nos casos de sustentação oral. Nos tribunais de Justiça, 14 cortes adotam o sistema automático, enquanto 12 mantêm o destaque condicionado à decisão do relator. No Tribunal de Justiça de Minas Gerais coexistem os dois modelos, dependendo do órgão julgador.

De acordo com Rabaneda, os dados demonstram que o modelo automático não compromete a celeridade processual. A taxa média de congestionamento em Segundo Grau nos tribunais que utilizam o destaque automático é de 38,73%, enquanto nos tribunais que condicionam o destaque à decisão do relator o índice chega a 41,11%.

O conselheiro também apresentou levantamento com os 10 tribunais de Justiça com menores taxas de congestionamento líquido em Segundo Grau. De acordo com os dados expostos, seis dessas cortes adotam o destaque automático.

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Ao defender a proposta, Rabaneda afirmou que a sustentação oral é instrumento essencial para participação da defesa na formação do convencimento colegiado e não pode depender de decisão discricionária do relator.

A análise do ato normativo foi suspensa pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O julgamento será retomado na sessão do dia 9 de junho.

A íntegra da sessão pode ser acessada no canal oficial do CNJ no YouTube:

Sessão Ordinária do CNJ de 26 de maio de 2026

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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